Ferida
Ferida no coração, tal qual ferida na pele, dói, depois cicatriza. Mas deixa marca. O lugar marcado na pele é importante, é a memória do machucado, pois uma vez ferido, você fica com os reflexos mais aguçados para não se ferir de novo, bem ali. A cicatriz do coração, conforme vai se regenerando, também lhe cria anticorpos contra o mal que um dia te marcou. A ferida da pele deixa marcas no corpo, para sempre. A ferida do coração, faz marcas na alma, infinitamente permanentes.
Eu estou com você.
A alma ferida pode sentir que está envolvida no calor de outra alma.
Eu estou com você.
Você percebe que não pode desistir.
“Quando a ferida é grande e a dor é constante; chega um determinado momento que você já não sente mais nada."
A dor doida de uma alma ferida, quando numa curva da vida , ficou esquecida por uma pessoa querida.
No caminho da vida, sem parar, sentindo a dor doída, a sangrar a ferida do espinho da frieza da ingratidão, sempre prosseguia com amor, lembrando da gentileza, de quem um dia deu carinho ao seu coração.
Na luta da vida, na ferida e na dor, a luz divina só ilumina saída pela porta do amor. Ódio destrói, só amor constrói.
Meu medo de tirar a armadura se tornou real. Fui ferida mais uma vez, nessa guerra o melhor é ser efêmera.
Se me perguntarem se eu já errei na vida, direi: quem nunca arrancou a casca da própria ferida?!
Eu já falhei, errei, tentei de novo, caí, me cupei, me chicoteei, já carreguei culpas em todo meu corpo, e foi difícil, mas me perdoei.
Sendo quem sou, eu bem sei que ainda errarei, mas juro, que os mesmos erros nunca mais cometerei.
Aprendi do passado a lição, aumentei minha fé em mim e o autoperdão.
Sigo, fazendo o melhor que posso, com o que tenho em minhas mãos.
Nildinha Freitas
Já não consigo mais...
Essa ferida não se fecha...
Uma nova ferida bem no meio do meu coração...
Aliás,no que havia restado dele...
Que dor é essa, que não se sente no corpo, mas sangra como ferida e dói na alma, que dor é essa?
Essa tristeza que vem do nada, e molha minha face com lágrimas,
e espreme meu coração, até querer expulsar do peito, esse desamparo, essa solidão voluntária, querer apenas o frio do mármore, a única vontade que ainda resta, pois as outras vontades já se foram, vontades alegrias tudo se foi, nem lembranças para me deixar um pouco mais feliz, nem isso restou,
maluco suicida não sou, mas a ânsia de partir, dormir e não ver o outro dia essa eu tenho de sobra, quando acordo, fico triste por ainda estar nesse mundo, quero ir embora quero a partida, não quero mais ficar aqui
Somos todos filósofos quando a dor não nos pertence.
Somos todos guerreiros quando a ferida está no outro.
É fácil dizer "aguenta" quando não somos nós a sangrar.
É fácil aconselhar "segue em frente" quando não somos nós a arrastar os pés.
É assim que sobrevivemos: criamos distância.
Tratamos o sofrimento como um conceito, uma teoria,
um problema matemático que se resolve com meia dúzia de palavras ocas:
"O tempo cura tudo."
"Vai passar."
Ninguém quer saber do tempo quando o peito aperta,
quando a angústia sufoca,
quando a noite não traz descanso.
O mais perverso é que, muitas vezes, sobrevivemos porque os outros fingem que a dor é domável.
Porque alguém nos diz que há um amanhã.
Nós não acreditamos; mas a mentira pode salvar.
Um dia, a dor pode mesmo começar a doer menos.
Deve ser isso a esperança.
São tantos remendos costurados com fios de esperança, colados com o sangue coagulando da ferida aberta, que o medo toma conta.
A confiança é uma palavra que espanta, porque são tantas as más lembranças... o terror do reviver possíveis mentiras faz esquivar de possibilidades...
Mas quem entende? Quem vai perceber que mentir para quem luta todos os dias para crer, é o mesmo que pegar esse corpo e alma e tecer um eixo, de quem tenta levantar o queixo e encontrar um tão apreço, que não envolve só toques mas, a falta de empatia, verdade, cria um universo frio, seco de triste sorte.
O brilho apaga, a alma se abala e o coração se cala, diante da igualitária estrada de encontrar todos os dias, personagens que vivem uma farsa.
#RCH
A ferida fechou ficou a cicatriz no momento que você deu espaço a quem não respeitou a tua sinceridade.
Amei sem abrigo, me entreguei sem guarida,
e no recanto da alma, só encontrei a ferida.
Vazio me abraça, a solidão me anuncia,
sou sombra esquecida na luz do teu dia.
O ser humano que chora, sofre, lamenta pela cicatriz que não cura esqueceu que a ferida foi causada por ele mesmo.
