Ferida
Silenciar com alguém é uma ferida viva naquele que silencia! É a presença da morte do outro que ainda aqui nesta vida vivia...
Mordida
A sua mordida
Me deixou uma ferida
Que por vezes sangra
Ou dá uma fisgada ardida
Sinto em dizer
Que sua mordida
Me tornou algo que eu não queria ser
Vulnerável...
Mas vulnerável a você.
Quando outras mordidas eu tomar
Nenhuma irá ficar
Já que agora tenho uma ligação
Uma obrigação
Ser submissa a você
Mas não por obrigação
E sim porque sua mordida
Atravessou meu coração.
Por favor, volta aqui
E retira essa mordida
Não quero ficar presa
Não quero que um amor platônico
Seja o amor da minha vida
Por favor volta...
Ferida no coração, tal qual ferida na pele, dói, depois cicatriza. Mas deixa marca. O lugar marcado na pele é importante, é a memória do machucado, pois uma vez ferido, você fica com os reflexos mais aguçados para não se ferir de novo, bem ali. A cicatriz do coração, conforme vai se regenerando, também lhe cria anticorpos contra o mal que um dia te marcou. A ferida da pele deixa marcas no corpo, para sempre. A ferida do coração, faz marcas na alma, infinitamente permanentes.
Eu estou com você.
A alma ferida pode sentir que está envolvida no calor de outra alma.
Eu estou com você.
Você percebe que não pode desistir.
“Quando a ferida é grande e a dor é constante; chega um determinado momento que você já não sente mais nada."
A dor doida de uma alma ferida, quando numa curva da vida , ficou esquecida por uma pessoa querida.
No caminho da vida, sem parar, sentindo a dor doída, a sangrar a ferida do espinho da frieza da ingratidão, sempre prosseguia com amor, lembrando da gentileza, de quem um dia deu carinho ao seu coração.
Na luta da vida, na ferida e na dor, a luz divina só ilumina saída pela porta do amor. Ódio destrói, só amor constrói.
Meu medo de tirar a armadura se tornou real. Fui ferida mais uma vez, nessa guerra o melhor é ser efêmera.
Partida
Sempre existirá uma ferida
Quando da partida
Se os lábios não se tocam
Sustento-me com recompensa,
Fugindo da tristeza,
Esperando que a saudade te induza
Ate que te seduza;
Desadormeço com a mesma trama
Pelo amor de quem se ama
A alma se repele
Reputo por toda pele
Pois foi a primeira que sentiu o desejo
E os olhos estão julgando da partida aquele beijo.
A saudade é como uma ferida recente, que sangra e arde, e muitas vezes, até quase sem querer tocamos e arrancamos a casquinha.
Se me perguntarem se eu já errei na vida, direi: quem nunca arrancou a casca da própria ferida?!
Eu já falhei, errei, tentei de novo, caí, me cupei, me chicoteei, já carreguei culpas em todo meu corpo, e foi difícil, mas me perdoei.
Sendo quem sou, eu bem sei que ainda errarei, mas juro, que os mesmos erros nunca mais cometerei.
Aprendi do passado a lição, aumentei minha fé em mim e o autoperdão.
Sigo, fazendo o melhor que posso, com o que tenho em minhas mãos.
Nildinha Freitas
