Ferida
ESCRAVIDÃO SOFRIDA
Escuridão da vida
Escravidão sofrida
Vida perdida
No sofrimento da ferida
Minha alma ressequida
Os bambús massageam-me a pele
Ah!!! Sou comida dele
Missão cumprida
Vendem meus irmãos
Eu aqui sofrendo calado
Pro pastoríl já não há cajado
Nem águas pra lavar as mãos
Grito por socorro, o Sofrer me responde
Deus olha a escravidão sofrida
O céu também se esconde
Sou assim, linda, criativa, menina mulher e senhora vivida, mãe amiga e fera ferida, e nada, nem por decreto, tira o amor que tenho pela vida!
amar, amor
um verbo, um substantivo
um sentimento,
felicidade,dor
Ferida que as vezes
Se cura ou não.
As vezes nem se fere,
mas um amor assim,
não há de existir,
amar,
é sofrer a dor
por causa de um grande,
e verdadeiro amor.
A Liga pra quem não liga
Vezes na vida
Coisas acontecem sem liga
Sentimos dedos na ferida
Acordei, iniciou a partida
Salomão dizia,
Não deveríamos comemorar o nascimento,
Sim a partida,
Salomão e seu conhecimento...
A estrutura não importa,
Dependendo do ângulo de visão,
Conceitos, preceitos se quebram.
O meu agir varia de acordo com a situação.
Escrevo para explorar,
Escrevo pra me conhecer,
Escrevo pra não sofrer,
Escrevo pra acreditar.
Não há! Não há MENTIRA que o tempo não desminta! Não há FERIDA que o tempo não sicatrize! Não há DOR que o tempo não amenize! Não há NADA PIOR QUE TEMPO PERDIDO! Não há dor maior que de um CORAÇÃO PARTIDO! Não há coisa pior que um sentimento fingido!!
A sua simetria induz a liturgia do meu sorriso
De algoz impaciente, fera ferida em víeis descontente,
a um novo prisma sintomático enfático, sonho bom.
Destaca-se a protuberância do sentimento
Enquanto desatento, fiz do acaso meu sustento,
hoje conhecedor do sentir amado.
Enalteço meus delírios, pois já íntimos do teu querer
Sussurra no meu ouvido o que eu tinha esquecido
ressurge contrito essa vivencia de te querer.
A sinergia desse embate é crucial para a união
de tantos embaraços não me vejo em outros braços
senão nos teus, os meus abraçam.
Sábio é entender, porém forte é esquecer
o lado escuro de quem simplesmente aprendeu a amar.
Sem melanina exagerada, vejo as veias pulsantes
concorro com as mãos aceleradas e olhar penetrante,
atrevo-me o envolvente anseio, creio no beijo e no poder
que ele tem.
É surreal, envolvente astral que a gente tem,
quando me cubro de angustia, tua presença afasta
tudo aquilo que não me convém.
Futuro amor presente, passado é descontente
por isso já passou!
Quero apenas adiantar os dias, combinar as loucuras
e alegrias, de duas mentes livres desimpedidas,
saciar a liberdade da vida sem me transformar
ou enclausurar quem sou.
Que os confrontos sejam sempre suados e no final olhos fitados, mãos cruzadas e a calma na alma
realizando que um dia o nosso sonho relatou!
A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz
A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo
E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
E os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais
Todos os ditadores e sub-celebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo
É só um ponto azul no céu
Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir, nem sucumbir a toda essa pressão?
No escuro, a sós com a minha voz
Por nós, quem? Quem? Quem?
Antes, durante e após
Desatando os nós, hein? Hein? Hein?
Sente no corpo uma prisão, correntes, vendas na visão
Os caras não avisam, balas não alisam
Minas e manos brisam
E precisam de mais, mais visão, ter paz, paz
Note que o holofote e o vício nele em si te desfaz, faz
Menos é mais, e o que segue é a lombra
Onde se vacilar os verme leva até sua sombra
Cada qual com seu caos, o inferno particular
Tempo, individual e o amor, impopular
Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir, nem sucumbir a toda essa pressão?
(Só existe uma maneira de se viver pra sempre, irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo?
Ao caminhar na contramão disso
A gente caminha pra nossa própria destruição)
Fonte: http://letras.mus.br/fresno/manifesto/
Amor que dói?
Assopre...pra bem longe!
Amor que dói, não é amor: é ferida!
Desinfeta, põe band-aid e parte pra outra, afinal, ferida cria casca e acaba endurecendo o coração.
FERIDA ABERTA
A quem tentas enganar quando se veste de santa,
o brado rouco da garganta quando clamas o divino.
Não confio em te nem dormindo, pois eis louca,
tua língua afiada, maldosa estremece em tua boca.
Tentas enganar a todos, usando pele de cordeiro,
impiedosa, ataca sorrateiramente, com maldade.
Gargalha com a desgraça alheia, eis falsidade,
finge bondade e engana a todos o tempo inteiro.
Provei um dia de teu veneno em minha pele,
e em meu corpo cicatrizes ainda permanecem.
Feridas que em meu ser continuam frias e fétidas.
Ainda trago as podres feridas em meu corpo,
que de tempos em tempos arrebentam, abrem.
Supurando o mau cheiro de tuas maldades.
não permito que meus sentimentos seja agredidos,
não a comparação na ferida exposta deixada por você,
sei cada movimento da tua alma, mas,
nem isso me faz perder linha da sobriedade,
vejo ate teus pensamentos, que isso importa,
nada na realidade é somente um fato,
que não te conheço, nada representa no coração,
me desprendo dos sentimentos,
sinto a esbornia, nada me convence,
mesmo vendido, escravizo meus sentimentos,
sei de tudo, mais tudo irrelevante,
pois não me toca, somente está entrelaçado,
entre meus olhos, mergulho num profundo...
diluvio de desejos inacabável,
porem sois como cobra venenosa.
por celso roberto nadilo
