Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

O mundo me intriga. Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro.

Me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu respondi: "feliz".

Desconhecido

Nota: Adaptação do trecho, que costuma ser atribuído a John Lennon, mas não há provas que confirmem essa autoria.

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Igual a mim quanto trouxa que tem
Que se apaixona e chora também
Você quer ser o meu mal
Mas sabe que podia ser meu bem

Faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor...

Renato Russo

Nota: Trecho da música Quando o Sol Bater Na Janela do Teu Quarto, da banda Legião Urbana.

Se nosso cérebro fosse tão simples a ponto de podermos entendê-lo, seríamos tão tolos que continuaríamos sem entendê-lo.

Jostein Gaarder
O Dia do Curinga, 1990.

Nota: Apesar de ter utilizado a frase em seu livro, o verdadeiro criador da citação é o físico Emerson M. Pugh.

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Os maus atos não doem por serem proibidos, mas são proibidos por doerem.

E tragam os lençois de seda pois não sou mulher de usar os de algodão

O coração da fêmea é um labirinto de subtilezas que desafia a mente grosseira do macho trapaceiro. Se quiser realmente possuir uma mulher, tem de pensar como ela, e a primeira coisa é conquistar-lhe a alma. O resto, o doce envoltório macio que nos faz perder o sentido e a virtude, vem por acréscimo.

Em vão buscaremos ao longe a felicidade, se não a cultivarmos dentro de nós.

Parece que as coisas perderam o brilho… O que era insubstituível virou facilmente descartável, os momentos, viraram lembranças.

Ninguém consegue enganar-nos melhor que nós mesmos.

Sei que me arrisco a solidão, se é isso que me perguntam. Mas, eu sei viver assim!

Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. (…) então eu não sentia nada, podia fazer as coisas mais audaciosas sem sentir nada, bastava estar atenta como estes gerânios, você acha que um gerânio sente alguma coisa? Quero dizer, um gerânio está sempre tão ocupado em ser um gerânio e deve ter tanta certeza de ser um gerânio que não lhe sobra tempo para nenhuma outra dúvida…

As mulheres estragam qualquer romance, com essa mania de querer que eles durem para sempre.

Não me dou a penitências. Com todo respeito que me merecem os santos, não sou homem de autoflagelações... Não há penitência melhor do que aquela que Deus coloca em nosso caminho.

Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto – é para lá que eu vou. À ponta do lápis o traço. Onde expira um pensamento está uma ideia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia – é para lá que eu vou. Na ponta dos pés o salto. Parece a história de alguém que foi e não voltou – é para lá que eu vou. Ou não vou? Vou, sim. E volto para ver como estão as coisas. Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero. É para lá que eu vou. Na ponta da palavra está a palavra. (...) À beira de eu estou mim. É para mim que eu vou. E de mim saio para ver. Ver o quê? ver o que existe. Depois de morta é para a realidade que vou. Por enquanto é sonho. Sonho fatídico. Mas depois – depois tudo é real. E a alma livre procura um canto para se acomodar. Mim é um eu que anuncio. (...) Amor: eu vos amo tanto. Eu amo o amor. O amor é vermelho. (...) À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta. A que diz palavras. Palavras ao vento? que importa, os ventos as trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou. E me transmuto. (...) Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor. E à beira do amor estamos nós.

Clarice Lispector
Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Nota: Trechos do conto É para lá que eu vou.

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Loucos são os caretas que dão uma de loucos no mundo dos loucos.

Muitos procuram a felicidade acima do homem. Outros, mais abaixo. Mas a felicidade é exatamente do tamanho de um homem.

Sendo motivado pela compaixão e amor, respeitando os direitos dos outros – essa é a verdadeira prática da religião.