Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.

Mulheres só terminam com homens que não começam

Amigos, amigos verdadeiros, têm muito mais a ver com o fato de que temos um coração quente, não o dinheiro ou poder.

Não estava abatida de chorar. (...) E sua tristeza era um cansaço grande, pesado, sem raiva.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

"Não encontre um defeito, encontre uma solução."

Aplaudam, meus amigos, a comédia acabou.

O amor perfeito é realmente raro,
pois para ser um amante
é necessário que você tenha
continuamente
a sutileza de um sábio,
a flexibilidade de uma criança,
a sensibilidade de um artista,
a compreensão de um filósofo,
a aceitação de um santo,
a tolerância de um estudioso
e a força de um bravo.

O ciúme é só vaidade.

Pior é que eu berrei. Berrei com o pior tipo de desespero do mundo. Meu silêncio, meu conformismo, minha aceitação,
minha quase maturidade. Eu tenho a impressão que a hora que eu chorar, vai ser das coisas mais tristes do mundo.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri.

There is no sin except stupidity.
[tradução: Não há pecado, exceto a estupidez.]

Para onde vou? e a resposta é: vou.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassoura, como se fossem cisco.

Adélia Prado
Solte os cachorros. Rio de Janeiro: Record, 2024.

É que o mundo de fora também tem o seu “dentro”, daí a pergunta, daí os equívocos. O mundo de fora também é íntimo. Quem o trata com cerimônia e não o mistura a si mesmo, não o vive, e é quem realmente o considera “estranho” e “de fora”. A palavra “dicotomia” é uma das mais secas do dicionário.

Clarice Lispector
Rocha, E. Clarice Lispector. Série encontros. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2011.

Temos o direito de fazer promessas de amor que nunca serão cumpridas. Não há graça nenhuma em falar somente aquilo que se pode fazer.

Tenho pecados, mas não sou o diabo. Sou boa, mas não um anjo.

Não basta abrir a janela
para ver os campos e o rio.
Não é o bastante não ser cego
para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Por que me vens, com o mesmo riso,
Por que me vens, com a mesma voz,
Lembrar aquele Paraíso,
Extinto para nós?

Por que levantas esta lousa?
Por que, entre as sombras funerais,
Vens acordar o que repousa,
O que não vive mais?

Ah! esqueçamos, esqueçamos
Que foste minha e que fui teu:
Não lembres mais que nos amamos,
Que o nosso amor morreu!

O amor é uma árvore ampla, e rica
De frutos de ouro, e de embriaguez:
Infelizmente, frutifica
Apenas uma vez...

Sob essas ramas perfumadas,
Teus beijos todos eram meus:
E as nossas almas abraçadas
Fugiam para Deus.

Mas os teus beijos esfriaram.
Lembra-te bem! lembra-te bem!
E as folhas pálidas murcharam,
E o nosso amor também.

Ah! frutos de ouro, que colhemos,
Frutos da cálida estação,
Com que delícia vos mordemos,
Com que sofreguidão!

Lembras-te? os frutos eram doces...
Se ainda os pudéssemos provar!
Se eu fosse teu... se minha fosses,
E eu te pudesse amar...

Em vão, porém, me beijas, louca!
Teu beijo, a palpitar e a arder,
Não achará, na minha boca,
Outro para o acolher.

Não há mais beijos, nem mais pranto!
Lembras-te? quando te perdi
Beijei-te tanto, chorei tanto,
Com tanto amor por ti,

Que os olhos, vês? já tenho enxutos,
E a minha boca se cansou:
A árvore já não tem mais frutos!
Adeus! tudo acabou!

Outras paixões, outras idades!
Sejam os nossos corações
Dois relicários de saudades
E de recordações.

Ah! esqueçamos, esqueçamos!
Durma tranqüilo o nosso amor
Na cova rasa onde o enterramos
Entre os rosais em flor...

Às dez horas subi para o pequeno-almoço. Encontrei-me com Pete e Selma.
Selma estava esplêndida. O que se pode fazer para arranjar uma Selma?
Os cães acabam sempre com cães. Selma serviu-nos o pequeno almoço.
Ela era bela e pertencia a um homem, a um professor da faculdade.
Não era muito justo. Os sedutores bem educados.
A educação era o novo deus, e os homens educados os novos senhores do mundo.

Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, e de que cada morte é o despertar.

Arthur Schopenhauer
SCHOPENHAEUR, A., As Dores do Mundo