Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Vivo pra ser feliz, não vivo pra ser comum...

Charlie Brown Jr

Nota: Trecho da música Beco sem saída.

E se tudo fosse para sempre, você saberia dar valor aos bons momentos?

Eu sou pior do que superficial. Eu sou uma piscina de criança.

Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês a minha carga e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração e vocês encontrarão descanso interior. Pois a minha carga é suave e leve.

Jesus Cristo

Nota: Tradução livre de Mateus 11:28-30

Encontrar de novo o amor

Quando você gosta de alguém de verdade, por mais que você seja forte ou decida não sofrer, não importa o quão bem você esteja, o final de um relacionamento é sempre muito difícil.
Às vezes não é só a falta do carinho ou a saudade dos momentos felizes. É também um sentir falta de com quem se preocupar, a quem se dedicar... Como se faltasse uma própria razão para seguir... E não adianta querer entregar-se às primeiras pessoas que surgirem à tua frente. Isso só piorará as coisas. Fará parecer que todos os outros relacionamentos serão vazios e superficiais, e isto não é verdade.
Ora, vivamos este momento, que isso também é saudável ao ser humano, mas também saiamos dele e olhemos o mundo.
Ah... Lancemos o olhar sobre as coisas belas que existem, por que o mundo está repleto de beleza! Deixemos de lado este ar, essa tristeza, por que não se vive com tristeza.
E todo ser humano precisa ter o dom ou aprender a se reerguer. Precisa aprender a amar, a ganhar, a viver, a perder, entristecer, reviver e encontrar de novo o amor.

O sonho é uma arte poética involuntária.

Amar se aprende amando.

E sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você. Não alguém como você, mas você, porque a sua alma e a minha têm de estar sempre juntas.

Noah Calhoun
SPARKS, N. O Diário da Nossa Paixão. Lisboa: Presença, 2001.

Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor.

A vida continua e se entregar é uma bobagem.

Beijo é um carimbo que serve para mostrar que a gente gosta daquilo.

Por que Deus não fala comigo? Se Ele pelo menos tossisse!

Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assuntto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes.

A Felicidade possível

Só quem está disposto a perder tem o direito de ganhar. Só o maduro é capaz da renúncia. E só quem renuncia aceita provar o gosto da verdade, seja ela qual for.

O que está sempre por trás dos nossos dramas, desencontros e trambolhões existenciais é a representação simbólica ou alegórica do impulso do ser humano para o amadurecimento.
A forma de amadurecer é viver. Viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz deles (impulsos). A pessoa é impelida para a aventura ou peripécia, como forma de se machucar para aprender, de cair para saber levantar-se e aprender a andar. É um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.

A solução de toda situação de impasse só se dá quando uma das partes aceita perder ou aceita renunciar (e perder ou renunciar não é igual, mas é muito parecido; é da mesma natureza). Sem haver quem aceite perder ou renunciar, jamais haverá o encontro com a verdade de cada relação. E muitas vezes a verdade de cada relação pode estar na impossibilidade, por mais atração que exista. Como pode estar na possibilidade conflitiva, o que é sempre difícil de aceitar.

Só a renúncia no tempo certo devolve as pessoas a elas mesmas e só assim elas amadurecem e se preparam para os verdadeiros encontros do amor, da vida e da morte. Só quem está disposto a perder consegue as vitórias legítimas.

Amadurecer acaba por se relacionar com a renúncia, não no sentido restrito da palavra (renúncia como abandono), porém no lato (renúncia da onipotência e das formas possessivas do viver).

Viver é renunciar porque viver é optar e optar é renunciar.

Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa, plenitude etc é tudo o que se aprende na vida, mas até se descobrir que a vida se constrói aos poucos, sobre os erros, sobre as renúncias, trocando o sonho e as ilusões pela construção do possível e do necessário, o ser humano muito erra e se embaraça, esbarra, agride, é agredido.
Eis a felicidade possível: compreender que construir a vida é renunciar a pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.

Depois que você descobre que qualquer um pode ficar louco, ficar louco perde o charme.

No mesmo vagão, eu e alguém
Conversa vai, conversa vem
Chega a estação

Lembrança vai, lembrança vem
Meu coração
Até hoje não desceu do trem

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Escreva-me
quando o vento desfolhar as árvores
e os outros tenham ido ao cinema
mas você ficar sozinha, pouca vontade de falar então
escreva-me
fará você sentir-se menos frágil, quando nas pessoas
encontrar, tão somente indiferença...
você não se esquecerá jamais de mim
e se não tiver para dizer nada de especial,
você não deve preocupar-se, pois eu saberei
entender...
para mim basta saber que você também pensa em mim
por um minuto, e eu sei me contentar com um simples
olá
falta pouco para estarmos mais próximos...
escreva-me
quando o céu se tornar tão límpido
e as jornadas se tornarem longas
mas você não esperar a noite, com vontade de cantar
então, escreva-me, também quando você pensar
que está apaixonada...
escreva-me.

Só é sincero aquilo que não se diz.

E se vai continuar enrustido com essa cara de marido, a moça é capaz de se aborrecer. Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz.

Chico Buarque

Nota: Trecho da música Deixe a menina.

REENCARNAR, PRA QUÊ?

Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar.
Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador. Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias idéias e enfrentar os resultados requer coragem, persistência. Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões, ser responsável pelo próprio destino atemoriza.
Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano. O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente da vida astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido. Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos.
Aqui, na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade. Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas..
- Como?! Há prédios no astral? – alguns vão perguntar.
Há prédios, ruas , cidades, tudo. O que chamamos de astral são os mundos das outras dimensões do universo.
Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo.
Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo. A limitação é nossa. Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio.
- Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. No astral as emoções são muito mais fortes e profundas. A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração, a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suporta-las, o espírito aceita nascer na Terra. Para ele, o esquecimento será uma bênção. O magnetismo lento permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo. Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências. Não é genial?
A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento. Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.
A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver. Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.