Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia
Vamos aproveitar para brotar no outono,
estar no outono da vida,
na meia-idade,
passar férias de outono em algum lugar.
Enfim...
precisamos outonear.
Seria eu uma malévola se os desejassem os mesmos sentimentos que os quais sou aprisionada a viver!
Os quais de tamanha intensidade e fulgor dilaceram minha alma como uma espada afiada cravada em minhas entranhas.
Goste-se,
observe suas formas
com olhos de querer,
sinta-se bela.
O resto... virá.
Sensualidade tem mais a ver
com atitude que com beleza...
Eu sou um anjo, disso eu tenho certeza.
Eu sorrio eu choro, finjo ser quem não sou.
Porque só assim alimento a minha alma.
Só assim recupero a minha memória.
Peço a Deus pra tirar esse vazio de mim, pra desesmagar meu coração... só Ele testemunha minha fraqueza, porque só Ele sabe o quanto eu sou forte, ainda que em crise. Faz-me mais racional Senhor, não permita que meu coração me boicote assim. Afasta de mim essa vontade de não sentir mais nada, eu que sempre agradeci por sentir. Ignora meus pedidos desesperados. E me desculpa, meu Deus, se eu duvido por alguns instantes dos Seus planos pra mim, seu sou egoísta e ansiosa e, ás vezes, acho que eu sei mais que o Senhor o que é melhor pra mim. E é assim que eu me mantenho de pé, em qualquer crise. Minha fé na vida, no destino, em Deus, em mim. Que assim seja, sempre.
E no meio de tanta confusão, eu só quero cuidar de mim. Quero pode mexer em caixas velhas com lembranças que não vão me machucar mais, ou até vão, mas eu quero fazer isso sozinha. Quero não precisar mostrar todas as minhas qualidades e defeitos de novo, e depois, agir como se esperasse o fim antes mesmo do começo. Não quero ajuda, não quero consolo, não quero mais ninguém. Eu só quero ser dona dos meus próprios passos e dar satisfações apenas pro meu destino. Em um mundo onde o amor é descrito com temores e dor, só resta a esperança.
Um dia sem você é triste,
Uma semana é maldade.
Um mês não existe.
Dou meus pulos, atravesso a cidade.
Romantismo -
Eu te amo tanto que mesmo se eu não amasse muito ainda seria suficiente pra te amar sempre.
Aproveite bem, o máximo que puder o poder e a beleza da juventude, ou então esquece, porque você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado...
Pedagogia do Acolher
Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.
O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.
Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.
Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.
Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.
Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.
#setembroamarelo
Nós estamos tão atarefados olhando com que está a nossa frente, que não temos tempo de aproveitar onde nós estamos.
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