Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

O homem que se domina a si mesmo, liberta-se de um poder que o acorrenta, e que escraviza quase todas as pessoas.

Há lugar ao sol para todos, sobretudo quando todos querem ficar à sombra.

Todo o herói torna-se chato.

Mesmo à mulher mais faladora, o amor ensina a calar.

A dor é a escada de fogo que nos conduz à vida eterna.

O dinheiro dos tolos é o património dos espertos.

A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência.

Boris Pasternak
Doutor Jivago

No Ciclo Eterno

No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo inverno após novo outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.

A felicidade não é um luxo: está em nós como nós próprios.

A grandeza exige sacrifícios.

O destino do homem é esgotar a ideia de Deus.

É uma lição que a história ensina aos homens sábios: de confiar em ideias, e não em circunstâncias.

O adiamento é preferível ao erro.

Apenas o que passou, ou mudou, ou desapareceu, nos revela a sua verdadeira natureza.

A história é émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.

Disseram que o amor pelo dinheiro é a raiz de todos os males. O mesmo se pode dizer da falta de dinheiro.

Para salvar o crédito é preciso ocultar a perda.

O fascismo não é impedir-nos de dizer, é obrigar-nos a dizer.

Mãe

Mãe - que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas até o fio
Do meu pobre existir, meio partido...

Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...

Eu dava o meu orgulho de homem - dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava,

Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!