Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

Nossa tecnologia passou a frente de nosso entendimento, e a nossa inteligência desenvolveu-se mais do que a nossa sabedoria.

Mãe

Mãe - que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas até o fio
Do meu pobre existir, meio partido...

Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...

Eu dava o meu orgulho de homem - dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava,

Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!

O lar é o reflexo do coração.

As leis trituram os pobres, e os ricos mandam na lei.

Quanto maior é a sua sabedoria mais os homens se afastam da felicidade.

Mesmo à mulher mais faladora, o amor ensina a calar.

Se a raça humana sobreviveu, foi graças à ineficiência.

Todas as almas nobres têm como ponto comum a compaixão.

Sempre mire no objetivo, e esqueça do sucesso.

O homem que se domina a si mesmo, liberta-se de um poder que o acorrenta, e que escraviza quase todas as pessoas.

Puderam vencer em mim o ardor,
que me levou a conhecer o mundo,
e os vícios e as virtudes dos homens...

O adiamento é preferível ao erro.

É uma lição que a história ensina aos homens sábios: de confiar em ideias, e não em circunstâncias.

somos iguais
menos normais
a cada manhã

O Estado é a organização econômico-política da classe burguesa. O Estado é a classe burguesa na sua concreta força atual.

Antônio Gramsci
GRAMSCI, A., Scritti Giovanili, Einaudi, 1972

No mesmo templo do deleite / A velada Melancolia tem o seu santuário.

John Keats
KEATS, J. The poetical works of John Keats. London: William Smith, 1841.

Nota: Trecho de "Ode à Melancolia"

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Amor e ódio são os dois mais poderosos afetos da vontade humana.

A raça humana / Não pode suportar muita realidade.

A felicidade não é um luxo: está em nós como nós próprios.

No Ciclo Eterno

No ciclo eterno das mudáveis coisas
Novo inverno após novo outono volve
À diferente terra
Com a mesma maneira.
Porém a mim nem me acha diferente
Nem diferente deixa-me, fechado
Na clausura maligna
Da índole indecisa.
Presa da pálida fatalidade
De não mudar-me, me infiel renovo
Aos propósitos mudos
Morituros e infindos.