Feliz aniversário, filha: 71 mensagens para celebrar o seu dia

O que importa notar é que todas essas multidões de mortos – por uma causa justa ou injusta – são os figurantes anônimos da tragédia universal e humana.

Machado de Assis
Gazeta de Notícias, 23 fev. 1896.

Tem ''amigo'' que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso.

Obrigado por teres tirado um tempo do teu dia para pensar em mim e te colocares a escolher um presente, ainda que simples, só para me agradar. Você me faz sentir especial.

Siga nu, quase sem vida, quase sem vontade, sem sono, sem fome, sem desejos. Mas siga o passo que está na sua frente, que já carrega uma dor menor do que o anterior. Aos poucos você deixará para trás essa carga horrível que você mesmo juntou e então poderá voar. Aos poucos cairá tudo, e só sobrará você. E você é feliz, sua essência é feliz.

Pois só quem tem os sonhos mais básicos pode amar e dizer a verdade. E as estrelas ainda vão nos mostrar que o amor não é inviável num mundo inacreditável.

Falta apenas o golpe da graça – que se chama paixão. O que estou sentindo agora é uma alegria. (...) Ser vivo é um estágio muito alto, é alguma coisa que só agora alcancei. É um tal alto equilíbrio instável que sei que não vou poder ficar sabendo desse equilíbrio por muito tempo – a graça da paixão é curta.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

De uma mulher, na cama, eu quero tudo.
Só tudo...

Entre o “sim” e o “não” só há um caminho: escolher.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto.

Deu vontade de ficar mais tempo junto, deu vontade de levar essa história até ao fim.

Apenas um aviso que eu deixo bem simples: se quiser, me procura você.

Posso ter sido mais uma pra você, mas sou única pra mim.

E aí você tem que agir como se não se importasse.

Sim, existir é incompreensível e excitante.

Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou “o que foi?” – perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor – essa pessoa – continua vivo(a), há então uma morte anormal.

Não me diga isso, não me dê atenção e obrigado por pensar em mim.

É entender que com possessão não se chegará muito longe. É amar o outro nas suas fragilidades e incertezas. É aceitar que uma união é para trazer alegria e cumplicidade, e não sufocamento e repressão (...)
Enquanto não renovarmos nossa idéia de romantismo, continuaremos a bagunçar aquilo que foi feito apenas para dar prazer: duas pessoas vivendo juntas.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Nota: Trechos da crônica "Casamento Aberto"

...Mais

Deixa ser, como será!
Quando a gente se encontrar
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar...

Que pensará isto daquilo?
Nada pensa nada
Terá a terra consciência das pedras e plantas
que tem?
Se ela a tiver que a tenha...
Que me importa isso?
Se eu pensasse nessas coisas
deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixaria de ver a Terra
para ver só os meus pensamentos...
Entristecia e ficava às escuras
E assim,
sem pensar,
tenho a Terra e o Céu

Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.