Felicidades
A felicidade é a condição existencial do ignorante e a manutenção de sua vida no cotidiano.
Bertoudo Matos
“A felicidade não deveria ser uma performance; deveria ser uma experiência possível, inclusive nos dias imperfeitos.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quem finge felicidade todos os dias acaba esquecendo como é sentir de verdade.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
A felicidade perturba os infelizes.
Procure observar quem está feliz e
Orgulhoso do seu crescimento.
Incrível como um olhar revela tudo.
O Tempo o levará onde você precisa estar.
Vivemos projetando felicidade no futuro, como se a vida estivesse sempre na próxima conquista, no próximo objetivo ou na próxima oportunidade. Nessa busca constante, corremos o risco de transformar a existência em uma eterna espera, esquecendo que a vida acontece no presente.
A mente ansiosa habita aquilo que ainda não existe; a mente sábia reconhece a riqueza do que já foi construído. O ser humano frequentemente sofre não apenas pela falta de algo, mas pela incapacidade de perceber o valor do que já possui.
Gratidão não é conformismo, nem renúncia ao crescimento. Pelo contrário, é a capacidade de reconhecer significado antes de exigir mais da vida. Quem aprende a enxergar a abundância do presente deixa de ser refém da escassez imaginária do futuro.
A verdadeira prosperidade começa quando a consciência alcança aquilo que os olhos, acostumados à ausência, insistem em ignorar. Afinal, a vida não é feita apenas do que ainda queremos conquistar, mas também de tudo aquilo que já nos foi dado, construído e vivido. O futuro inspira, mas é o presente que sustenta a existência.
Os outros apenas te deixam feliz por momentos, mas somente você pode dar a felicidade pra si por inteiro.
A verdadeira felicidade chega com a maturidade.
A partir de certa idade chega a maturidade e, começamos a entender que não é mais a euforia da felicidade que se busca, mas a paz.
E talvez essa seja, na verdade, a forma mais profunda e duradoura de ser feliz.
Já não se quer mais amores intensos que machucam, amizades que cobram demais, nem conquistas que custam a alma.
A prioridade muda.
Queremos silêncio que acolhe, presença que acalma, rotinas que confortam.
A paz vira o bem mais precioso, e tudo o que ameaça isso simplesmente deixa de valer a pena.
Não é desistência da felicidade, é maturidade.
É perceber que o brilho do momento não compensa o peso que deixa depois.
Quando a paz chega, ela cura, organiza e dá sentido.
E é aí que você entende que a verdadeira felicidade não está no que brilha lá fora, mas no que permanece tranquilo aqui dentro.
A dolorosa vida ensina o que a felicidade jamais poderia explicar. É nas feridas que a alma aprende o valor de existir.
A felicidade é estritamente atrelada a sensação de bem estar, e alimentada pelo desejo. O indivíduo sem objetivo, é uma alma vagante sem rumo, prumo ou direção. E o desejo? Este é a força motriz que impulsiona a vida.
081124
O verdadeiro obstáculo que impede a plenitude da felicidade humana é a força do querer. Os anseios corrompem o espírito, inflamam a alma e adormecem a mente!
Ataraxia
O caminho mais curto, na busca da felicidade está na filosofia. Essa nos permite, a conhecer a si mesmo e compreender que a felicidade não é atemporal. Ela nos auxilia na interação com o tempo. A felicidade é fragmentada, existem momentos felizes e infelizes. Logo digo; Tudo passa. É justo reconhecer a importância do passado, vislumbrar o futuro, mas viva o presente . Não se preocupe com aquilo que você não possa mudar !
A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.
Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.
A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.
Fata morgana
Felicidade não existe, há apenas momentos...
ilusões transitórias que nos levam a caminhar,
o alívio do cetácio quando emerge a respirar,
sobrevivência mediante a espairecimentos!
A vida é festa a fantasia! Ode a fingimentos!
Se não usares máscara não há como aguentar,
caracol sem concha logo alguém vem esmagar,
rigidos protocolos tem seus procedimentos!
Tudo muda sob a luz de um ponto de vista,
não há roteiro certo nem verdade absoluta...
O que para uns é banal pra outros é conquista...
Satisfação, realização, uma crença impoluta!
Ansiamos por um opio, poção de alquimista...
Do contrário realidade crua, tudo vira luta.
CAFÉ.PT2
Eu vejo distopia, eu vejo alegria, vejo felicidade.
Vejo missão, vejo oração, vejo asas retiradas.
Vejo rachaduras, feridas que ardem, mesmo quando invisíveis em nossa pele e a olho nu.
Mas que aos poucos se cicatrizam e se curam, não importa quanto tempo dure.
Eu vejo romance, eu vejo fantasia, eu vejo charme, vejo flerte, vejo conversa.
Vejo o balançar da inocência da vida.
Eu vejo o nascer de um novo ser, o renascer, o reinventar, eu vejo a infância, a adolescência e o construir do mundo adulta, o amadurecimento de alguém.
Eu vejo força, resistência, determinação.
Eu vejo lágrimas, eu vejo fogo, eu vejo calor.
Eu escuto soluços, choros, chorinhos e rimas.
Eu vejo literatura, eu vejo teatro, eu vejo máquina de escrever, eu vejo o encantar, o descobrir, o desbravar.
Eu vejo um olhar, uma janela, que sempre parece estar aberta, sempre com uma vista diferente, pronta para nos surpreender.
Eu vejo o medo de voar, eu vejo a ânsia em decolar.
Eu vejo alguém que procura se manter firme na corda bamba que é a vida onde não sabemos quando iremos cair e nem se teremos força para nos levantar algumas vezes.
Eu vejo o entardecer, o pôr de um dia, os desafios da vida. Poetas que um dia eram aclamados, cheios de vida e arte para dar e vender e abraçar o mundo como uma platéia em um teatro, mas que agora se encontram mortos, vivendo escondidos, desunidos, e que procuram se encontrar.
Vejo casa de vó, onde tudo parecia se amarrar em um sonho do qual desejávamos nunca sair.
Um porto seguro, terra firme, a âncora que muitos procuram para não se afogar em mundo cheio de máquinas e pouca vida.
Que aos poucos lhe retira a própria, fazendo de uma mente cheia de histórias para contar, uma mente vazia, da onde havia um mundo inteiro a se compartilhar.
Como um gatilho de uma arma em rápido tiro.
Em uma breve despedida sem destino.
Mas que sabemos que um dia irá tornar a nos ver outra vez. Eu vejo torcida.
Eu vejo o café.
É assustador ver como o mundo digital guarda a nossa felicidade em alta definição, intacta, enquanto na vida real tudo já virou poeira.
O capitalismo ensina que dinheiro compra felicidade; religião que felicidade compra céu, mas ambos mentem.
