Felicidade
Esse mundo é uma prisão de sofrimento e dor. Amor, felicidade, sonhos, a própria vida não passa de uma ilusão. São chaves que nos mantém reféns da prisão.
- Marcela Lobato
“Felicidade na Realidade”
Por um momento em minha vida, pensei que não me tornaria nada.
Eu tinha medo da realidade e me comparava demais com os outros.
Achava que para ser como todos eu precisava fazer tudo o que todos fazem: viajar, postar fotos bonitas, estudar, malhar, mostrar sempre o lado bom da vida.
Mas percebi uma verdade simples e dura: nas redes sociais ninguém mostra o dia a dia de verdade.
Ninguém mostra quando o dia é duro, quando não consegue dormir, quando a mente fica sobrecarregada ou quando você pensa em desistir.
Eu não confiava na minha própria capacidade. Pensava em desistir por achar que não era suficiente.
Procurava apoio familiar, buscava relacionamentos perfeitos, achava que precisava disso para ser feliz.
E então percebi: a felicidade não está em um relacionamento perfeito.
Nos meus 23 anos, nunca vivi nada perfeito, e percebi que felicidade tem mais letras que amor.
— ela é complexa, real, feita de pequenas conquistas e aceitação da vida como ela é.
Desde então, parei de procurar a perfeição nos outros ou nas redes sociais.
Comecei a focar na minha realidade, no que passo, nas minhas escolhas e na minha evolução.
A felicidade verdadeira não é sobre aparências.
É sobre aceitar sua vida, aprender com seus desafios e crescer todos os dias, mesmo quando ninguém vê.
FELICIDADE
Numa casinha distante,
Pertinho da serra
A felicidade se esconde,
Numa casinha distante
Onde corre um arroio
Sussurrando com o vento,
Colorindo com a mata
Escorregando na cascata
Brincando de cachoeiras,
A felicidade se banha,
A felicidade mergulha
Na calmaria do vale
E se embala com o cantar dos pássaros
Numa rede de algodão estampado
Sob uma casinha de taipa
Que sustenta a montanha...
A felicidade está nas coisas simples, a complicação quem causa somos nós msm com a ignorância de perfeição, e de querer provar as coisas para os outros e na ganância de sempre quere mais.
... ao sujeitarmos
à inquietude e a pressa
nossa busca por um pouco de
de harmonia e felicidade, corremos
o risco de passar por elas sem
percebê-las!
Glória
Fico feliz com a felicidade do infeliz, daquele que, mesmo sendo alvo, sustenta um equilíbrio quase sagrado.
Da sua boca escorre a redenção:
pura e transparente, como a saliva de uma verdade que não se esconde, um grito que atravessa o desespero e o ilumina.
Glória! Glória! Glória!
Um dia, a felicidade nos abraçou
Há momentos em que fazemos de tudo para esquecer coisas boas vividas no passado, por vários motivos: ódio, ranço, apatia — enfim, um leque de razões.
Só que nos esquecemos de que a mente já está carregada, preenchida por aqueles momentos de amor. Eles estão fotografados, grifados, tatuados por dentro. E, por mais que tentemos, não conseguimos apagar — e talvez nem devamos. Eu penso assim.
Então, não é que não saímos do passado; há vezes em que precisamos esquecer a ira e voltar apenas para sentir que, um dia, a felicidade nos abraçou.
O amor, a paixão, foram tão marcantes, tão intensos, tão deliciosamente vivos, que não conseguimos esquecer por completo. Ou, quem sabe, fazemos questão de voltar para reviver a sensação do extraordinário que um dia experimentamos.
O login da felicidade
Quando os braços abraçam o corpo do ser amado, apertado, é como se quisessem se conectar ao seu coração, alcançar sua alma.
Às vezes, penso que a alma, em sua própria língua, adverte o coração; e ele, então, dispara em um ritmo descontrolado. O corpo reage, e a boca, quase automaticamente, pede beijos, como se fossem o login da felicidade.
Lágrimas de felicidade
Às vezes, a felicidade é tão grande que o choro chega arrasando, como uma enxurrada em tempo de tempestade. E, nessas horas, é uma dádiva quando o choro é acolhido e a felicidade, compartilhada.
A felicidade é a melhor terapia para a tristeza.
Na sinuosidade
Da estrada da vida,
A realidade encobre o vislumbre
Do sentimento de felicidade,
Que alguns ainda sentem...
A felicidade é um visitante que nunca traz malas, fica apenas o tempo de um café e sai sem se despedir, deixando apenas a louça suja da saudade. Já a tristeza é aquela visita que chega com caminhão de mudança e decide que o sofá agora é o seu lugar permanente.
