Felicidade
Tem felicidade
que não cabe em legenda,
nem precisa ser entendida.
Às vezes ela mora
num caminho repetido,
numa música antiga,
na xícara esquecida ao lado da cama,
ou naquele silêncio
que só você sabe traduzir.
O mundo sempre tenta dar nome
ao que sentimos
mas existem alegrias
que nasceram para não ser explicadas.
Coisas pequenas, estranhas, íntimas.
Detalhes que ninguém percebe,
mas que acendem algo aí dentro
como contemplar um fim de tarde.
E tudo bem
se não fizer sentido para mais ninguém.
Porque felicidade de verdade
não precisa convencer o mundo.
Só precisa encontrar você.
Libertar-se da tirania da felicidade é compreender que a serenidade nasce quando expectativas deixam de desafiar os limites do possível.
"Quanto mais você idealiza,
mais você se afasta de você
e da felicidade.
Não idealize tanto, volte à realidade,
nela você vive mais e sabe menos."
Haredita Angel
28.10.13
O segredo do sucesso é você ativar o botão da felicidade dos outros. Se você estiver fazendo isto, você está no caminho certo! Não passe ninguém para trás e se não quem vai para o final da fila é você!
Somos livres e naturalmente podemos construirmos nossa própria felicidade por pequenos gestos e alegrias.
Hoje diante a indicação de beatificação de um homem santo, me transborda uma felicidade infinita e da mui saudosa amizade na convivência com meu amigo e confessor de inúmeras conversas com o amigo monge beneditino, no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, Dom Estevão Bettencourt um dos mais preparados exorcistas que conheci dentro do meio católico apostólico romano e um servo de Deus com uma bondade e compreensão infinita. Nossa amizade se iniciou, quando fiz parte do MESB, Movimento de Encontros do São Bento na época que teci amizades profundas com Dom Marcos Barbosa, Dom Emanuel, Dom Joao Evangelista Junot, Dom Tadeu, entre tantos outros dons na Abadia de São Bento no RJ, da Bahia e de SP. Em tempo, a expressão latina beneditina "Ora et labora" eterniza se.
"Às vezes, quando observo alguma pessoa, me pergunto: o que vem a ser felicidade? Infelizmente, acabo por concluir que é mentir para si mesma, conscientemente."
Tanta inteligência e capacidade, mas ainda não teve a felicidade, de entender e ter a consciência dos planos de DEUS.
Ninguém é feliz estando sóbrio, a felicidade é consequência de um ópio divino, nós, os humanos o conhecemos como o amor, contudo, embora dependentes dele, pouco o usamos.
... ao sujeitarmos
à inquietude e a pressa
nossa busca por um pouco de
de harmonia e felicidade, corremos
o risco de passar por elas sem
percebê-las!
Vivemos em busca da tal felicidade e ela apenas observa o nosso próximo passo. Onde ela está, o invisível consegue ver o que não é visível.
Olho para o mundo e tenho medo dele. Acho que no fundo tenho medo da felicidade ou ela de mim. Sempre que estou muito feliz fico desconfiada. Desconfio secretamente e vou-me afastando para que ela não acabe por si só. Prefiro eu correr dela, assim não corro o risco da felicidade me deixar.
Fico em silêncio por um longo tempo e procuro saber o valor dele. Há tantas coisas que eu queria escrever, mas, não posso. As palavras me deixam com medo, por isso fico calada. Há tantas coisas que nunca escrevi e que morrerão comigo. Este silêncio é a minha garantia. Dentro dele está o meu EU gritante.
Quero explodir para que as palavras se libertem. Seria uma loucura as palavras soltas por aí. Ninguém entenderia nada, porque elas se misturariam. Às vezes quero a verdade outras vezes o oposto dela me alimenta. O cotidiano me mata de tédio, por isso me reservo e escrevo.
A vida é tão passageira! É como um sopro. Sopramos e ela se vai. Não entendemos nada da vida e isso me deixa angustiada. Pensar que a vida é um sopro, logo vem à minha mente uma bolha de sabão solta no ar. Tocamos nela e ela explode.
Ficam no ar apenas pedacinhos que vão se desintegrando um a um. Assim imagino o sopro da vida. Uma película muito fina, quase invisível, transparente, brilhante com multicores como se fosse um arco-íris. Duram apenas alguns segundos e explodem.
São os segundos mais belos que nossos olhos já fotografaram e guardaram na gaveta do tempo. Assim é o sopro da vida. Simples, intenso e belo. Se deixarmos passar em branco ele se vai sem deixar nenhum vestígio.
