Felicidade
Eu não quero alguém para me fazer feliz,
eu quero alguém para construir a felicidade
junto comigo. :)
Então isso era a felicidade. De início se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram úmidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta.
Cuida em não ficar à espera da grande felicidade, por que esta é justamente o conjunto de pequenas alegrias que você pode viver exatamente agora!
Que alívio. Felicidade, meu bem, é alívio.
Quem tem tão pouco conhecimento da natureza humana a ponto de procurar a felicidade na mudança de tudo à sua volta, mas não se dispõe a mudar também, desperdiçará sua vida em esforços infrutíferos e multiplicará as aflições que procura remover.
Aborreça-se com a pessoa amada apenas o tempo de perceberes que felicidade é o que importa e que toda raiva é em vão, por que para um amor de verdade sempre haverá perdão.
Sua felicidade sempre vai incomodar os outros. Aposto que alguém já disse pra você que você é feliz demais, né? Então, essa pessoa morre de inveja do seu sorriso, ela queria ter um igual.
Por incrível que possa parecer, muita gente tem medo da felicidade. Para estas pessoas, correr o risco de estar de bem com a vida significa mudar uma série de hábitos – e perder sua própria identidade.
Por isso, muitas vezes nos julgamos indignos das coisas boas que acontecem conosco. Não aceitamos as bênçãos – porque aceitá-las nos dá a sensação de que estamos devendo alguma coisa a Deus. Além disso, temos medo de nos acostumar com a felicidade.
Pensamos: “é melhor não provar o cálice da alegria, porque, quando este nos faltar, iremos sofrer muito”.
Por medo de diminuir, deixamos de crescer. Por medo de chorar, deixamos de rir.
