Felicidade
O "estar feliz" pode ser assegurado
quando conseguirmos controlar nossos atos.
Atos de desejar, de querer e poder,
pois a negação da felicidade
reside na impossibilidade de satisfazer-se.
Não uma fórmula ou conjunto de procedimentos padronizadas que possa nos conduzir a uma vida feliz, pois o estar feliz é relativo e efêmero como o próprio ser da felicidade.
Procure desfazer dos entulhos da vida, que contribuem apenas para lhe tirar as finitas oportunidades de felicidade. Somente na finitude da vida que conseguimos enxergar o quão desperdiçamos tempo com coisas insignificantes, porque afinal, no final, nada significa, além do que fizemos de bom, e o tempo não permite acrescentarmos mais nada.
A vida pode ter sentido ou não
O que pode ser prazeroso para alguns
é desprazer para outros, portanto,
não acredite em fórmulas ideais de viver,
pois somos diferentes
e em nossas diferenças
a felicidade é relativa
A vida é uma dádiva que nos oportuniza à contemplação das belezas que nela existem, mas desperdiçamos as oportunidades, ao ocuparmos com as futilidades que nós mesmos criamos e que nos proporcionam a falsa ideia de felicidade.
Acordar e abrir as cortinas para a luz do sol entrar,
é o primeiro passo que podemos dar rumo a felicidade.
Quando for compartilhar um momento
de realização em sua vida.
Não poste apenas foto de seus bens materiais.
Poste a foto feliz estando junto com as pessoas ao seu lado sorrido ao lhe ver realizando mais um sonho,
Uma conquista.
As mesmas que permaneceram ao seu lado
Quando você não tinha nada.
Nos momentos de necessidade
restarão ao seu lado somente os verdadeiros e serão poucos.
E mesmo com toda dificuldade.
Isso lhe proporcionar os melhores momentos da sua vida.
Onde a de felicidade será plena.
Ali estará as pessoas que realmente
merecem todo seu respeito e sua admiração!
"No final o que importa,
são as pessoas que procuram
nos motivar e nos apoiar.
Para que juntos possamos compartilhar de momentos felizes. E não pessoas que para felicidade apenas de si. Exigem o abandono de nós mesmo"
Mantenha-se seguro, não acostume com a situação a qual pode não lhe favorecer. Não acostume com a dor... Lute contra o que lhe faz mal. Seja o responsável por sua felicidade.
"Feliz daquele que é feliz"
Eu sempre achei que o material poderia suprir alguma falta, alguma carência ou tristeza, que incrivelmente perpetua dentro da gente. Sempre achei que a felicidade de realizar alguns sonhos, fossem possíveis apenas com a frase errônea de:
- Dinheiro não trás felicidade, manda buscar!
Sinto em quebrar as vossas pernas mas... Tudo com o tempo se torna tão... Comum, normal e não faz tanto sentido, quando algo apetece muito os nossos olhos, em seguida, inexplicavelmente deixa de tocar o nosso coração, daí meu irmão...
Tudo o que você tem não lhe serve mais, pois o que mais você queria, um dia se foi e já não volta mais.
Tenho convivido muito com o apego, apego emocional, material, físico e carnal, tenho convivido com às incertezas alheias.. mas a certeza que tenho é que definitivamente nada é seu, tudo é emprestado e momentaneamente parece-lhe ser seu!
Não se apegue ao que não te pertence, a vida começa a ser vivida, quando de fato, você compreende que nada te pertence e mesmo assim, compreende e segue feliz!
Aos Clarões da Vida.
Vivamos então um romance verdadeiro com a própria existência, como se cada amanhecer nos ofertasse uma sinfonia inédita, executada pela luz primordial que inaugura o dia. Que a alegria, ao retornar em ondas serenas, nos recorde o bem vivido e desperte em nós o impulso de distribuí-lo com generosidade entre todos os que caminham ao nosso lado, mesmo aqueles que tropeçam em suas próprias incertezas, assim como nós também tropeçamos nas nossas. Que esse gesto perseverante de partilha e compreensão nos eleve a um modo mais lúcido de habitar o mundo, no qual a vida não seja apenas transitada, mas profundamente celebrada.
Que sigamos adiante como quem acende estrelas no próprio caminho, avançando com coragem para tornar cada instante digno de imortalidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
O Último Encanto e o Cântico do Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão. Ele se recolhe. Regressa ao âmago do ser como uma chama que já não ilumina o exterior, mas passa a aquecer o interior da consciência. É nesse ponto silencioso que o encanto deixa de ser promessa e torna-se revelação. A desilusão não rompe o espírito. Antes o depura. Retira dele o excesso de expectativa e o conduz à nudez essencial do sentir.
É nesse território que surge a alma. Não como figura ornamental do sonho, mas como presença litúrgica do abismo. Ela não habita a luz que distrai, nem a cor que seduz. Habita o cinza primordial onde o ser aprende a sustentar o próprio peso. Seu domínio é o porão, não como cárcere, mas como útero do sentido. Ali, onde a consciência desce sem testemunhas, o espírito encontra sua matéria mais pura.
A alma não dança para ser vista. Ela se move para escutar o eco daquilo que foi esquecido. Cada gesto seu é um rito silencioso em que o eu se dissolve e dá lugar ao essencial. Não há ornamentos em seu percurso, pois toda ornamentação seria excesso diante da verdade que carrega. Sua dança não pede aplauso. Constrange ao recolhimento. Ela ensina que somente quem suporta a própria sombra pode tocar a inteireza do ser.
O porão que ela habita não é negação da luz, mas sua gestação. Ali a consciência aprende que o brilho superficial cansa, enquanto a penumbra forma. A alma revela que a maturidade espiritual não se alcança ascendendo, mas descendo. Despojando-se. Permanecendo. É nesse silêncio espesso que o encanto se refaz sem ilusões e o amor abandona a promessa para tornar-se presença.
Por isso, quando o encanto se desfaz, não é o fim. É a passagem. A alma deixa de buscar cores e aprende a ouvir a música anterior à forma. É essa música! . É esse o estro grave que sustenta o edifício invisível do ser. No seu porão, a alma encontra aquilo que a eleva sem ruído, sem brilho e sem máscaras. E ali compreende que a verdadeira luz não cintila. Ela permanece.
O Cativeiro da Agonia.
“Faço da minha vida um cenário da minha tristeza.”
E assim, a existência se converte em palco, e eu, ator sem aplausos, caminho entre sombras que se arrastam nas paredes da própria alma.
Agonia…
Tu que me encarceras e me vigias como sentinela antiga, tens mil portas abertas em tua fortaleza austera.
Eu, porém , cativo, não tenho nenhuma, ou talvez apenas uma:
o meu pensamento.
E o pensamento, este frágil portal para mundos possíveis, treme. Ele poderia ser fuga, ruptura, salto.
Mas não fujo.
Porque o dom dos abismos se levanta silencioso entre nós dois, entre tu e eu, como muralha feita de memórias, silêncios e ausências que se recusam a morrer.
E nesse intervalo, nesse vão entre o que sou e o que me dói, a vida permanece suspensa, hesitante, como vela acesa no vento que sopra de dentro.
