Fechado
Num tempo fechado,
sentimentos intensos,
pensamentos conturbados,
dentro do peito,um mar agitado
pela força dos ventos
de um espírito cansado,
momento, arduamente, necessário
pra um indispensável amadurecimento.
Visual sem contra mão e sem sinal fechado, na próxima esquina dobro a esquerda. E no passeio da quarta casa a direita, a moça na janela, mendiga uma serenata...(Patife)
Guardiã do meu Sul
Em tempos de Céu
aberto ou fechado
ela sempre cuida
atenta de cada passo,
Assim é a Coruja-buraqueira
a guardiã do meu Sul
a quem confio cada poema.
No horizonte vejo
o tempo fechado
e a chuva molhando
as Perobas-Rosas,
E como a Poetisa
de preces amorosas
vou entregando
o meu coração-poema
mesmo que você não veja.
Apesar de, muitas vezes, não escondermos nada de ninguém, mas, ainda assim, nossa vida é como um livro fechado àqueles que têm preguiça de ler! (Pedro Marcos)
"Meu amor, não digo sempre, mas eu te amo. Você traz à tona o que de melhor há em mim (ou faz surgir esse melhor). E só por você mesmo que escrevo algo assim numa rede social." Pedro para a Manu de Amor nos Tempos de Quarentena
“Sempre evito lugares fechados, onde não posso sair quando alguém peida e quando começam uma conversa inútil.”
Pertencimento....
Acho que é isso que falta.
Aquele pertencer a algo.
Sentir-se pertencido.
O vácuo macula a imagem etérea.
O pertencimento a um mundo fechado.
Mostra-se a cada dia mais nítido a falta do pertencer.
A dura realidade do ver e enxergar o mundo.
Emoção na surpresa da importância.
Anos de falta de pertencimento.
Deslocava-se num mundo já fechado...
Arrastava na importância que não existia.
Mostra-se.
Segue.
Caminha.
Apura.
Constrói.
Conclui.
Tire as correntes do seu cérebro, elas estão pesando seus pensamentos. Um cérebro acorrentado é um coração fechado.
É sábio aquele que silencia e ouve;
ao saber, continuar em silêncio,
Isso não é sabedoria,
é sentar no livro fechado!
Teu Diário
Nas páginas do teu diário escreveste
em letras maiúsculas, que em segredo
me amavas ,e que só não o falavas por
timidez.
Isso à mim só me alegrou, por tornar-me
sabedor do teu sentimento.
Quando li não acreditei no que via, parecia-me
estar lendo algum romance.
Aos poucos à realidade voltei, e senti um
enternecimento tão grande,parecia que estavas,
à mim dizendo.
Devagar fui voltando ao nosso mundo, voltando
com todo cuidado,com medo de ter lido errado,o
que lá ainda estava escrito.
Quando voltaste, o teu diário estava fechado,
à volta tudo como antes, eu quieto, olhando-te ali sentado
esperando que falasses do que li, no entanto nada disseste,
sorriste me deste um beijo, e juntos em um abraço,
ali ficamos a nos olhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
