Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Meu valor não é medido através do outros porque não estou aqui para competir com ninguém .
Eu estou aqui para evoluir , para me desafiar , e é neste contexto , nesta visão que ninguém consegue me diminuir e nem me sinto inferiorizada.
Simone Vercosa .
O amor que deixei ir era a minha liberdade, mas eu estava ocupada demais tentando curar quem não queria ser curado.
Estilhaços do Espírito
Eu tenho que esconder,
Esconder o que eu sinto
Por não conseguir
Contar todas, completamente,
Contar todas as feridas.
Todos os cortes e machucados,
As lesões que eles me deram,
Todos os algozes,
Todos os que prometeram me proteger.
Pois estou com minha própria sombra,
Com minha própria espada,
Com minha própria mente,
Como sempre estive.
Até quando pensei que não.
Mas, agora, está pesado demais.
Não há quem salve,
Não há quem permaneça.
Os assassinos foram embora,
Os traidores riram.
Deixaram as consequências,
E a culpa foi transferida para os inocentes.
Vou nadar de volta até a superfície novamente.
Vou puxar os passos
Mesmo com o peso dos ferros nos meus tornozelos,
Vou forçar a mente
Mesmo com as feridas de chumbo.
Mesmo com lágrimas de sangue,
Seguirei lutando.
Pois ainda há fôlego de espírito,
Até o meu descanso chegar.
Minha alma ainda está aqui.
- Ramile Godon
Labirinto de Sombras
Eu simplesmente deveria,
Mas não consigo abandonar tudo.
Se eu simplismente não me importasse,
De qualquer forma,
Eles me pertubam.
Preciso me distanciar.
O inferno é aqui.
Não vale a pena.
A vida se consome,
O espirito se perturba.
Não vale a pena.
Alma em turbulência.
Em minha direção,
Vejo a luz se apagando,
Abandonada para a morte.
Por quê?
Estou tentando me salvar,
Estou fazendo isso sozinha.
O divino não estende a mão
E o mortal não ama.
Corro nesse labirinto
Para alcançar a luz.
- Ramie Godon
Talvez eu me arrependa de não ter acabado com tudo agora aos 27 anos.
Talvez esse bixo que eu alimento, Esperança, se torne um ser lindo.
Não é o futuro, me orgulho do agora, e do passado, mas lateja a dor da minha mente que se corrói e o corpo avisa dos traumas.
"Pense nas coisas positivas e nas conquistas" eu digo a mim mesma. "Pense no agora" Eu faço isso meu bem, mas não tenho o direito de expressar o que me incomoda também? Eu ter vivido aventuras mil e intensidades não impede de eu ver o que deve ser visto de incomodo também."Você tem muita coisa a viver, que jovem". Ai vem o veneno alheio e fere meu bichinho que pela doença já está fragilizado. O amor e os momentos bons é o que nos mantém aqui. Mas também foi o egoismo dos nossos progenitores. O mundo tenta nos destruir todos os dias. Não vou negar as trevas e luz. O dia e a noite. O calor e o frio. Mas estou sendo destruída a cada dia como todos nós. O amor está ficando valioso, só os piratas e trapaceiros espertos estão co seguindo encontra-lo. Mas alimento meu bicho de estimação. É melhor esperar e tatear o milagre do caos do fôlego de vida e continuar sentindo esta geoide até onde a jornada decidir terminar por si só.
O seu olhar de desprezo chegou até o fundo da minha alma,
mas você não sabe o que eu escondo, não sabe a minha história.
Do sul, o pesar da rejeição, como se eu me importasse
com tamanha arrogância e podridão.
Talvez eu devesse revidar, mas não seria o correto.
É só fazer meus olhos te evitar,
assim meu amor por ti acabará.
Ó doce donzela, tu me subestima
na capacidade de esquecer.
Mas, ao olhar para o campo,
vejas outras flores florescer.
Eu já percebo que a religião não vai acabar. Não será o despertar de uma formiga que irá derrubar o tamanduá.
Sabe eu não acreditava em contos de fadas, uma vez que, o pirata era narrado viajante em alto mares e sempre o pirata passava por apuros e tinha muitas histórias em suas navegações, e o interessante que eles não tinha medo de nada ex: mostros, peixes, grandes tempestades, mas, tinha algo que todo pirata teme! As sereias, sempre muito linda, com os cabelos brilhantes, tinha o cheiro de rosas mesmo estando no mar, sempre com um colar lindo de pérola em seu pescoço, logo, elas encantava o marujo e aquele que desse um beijo nela. Ela, passava o braço em seu pescoço e levava-o para o fundo do oceano.
Os valores nem sempre são objetos e sim! Momentos no qual não se pode comprar
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
Posso escrever palavras lindas do dia da mulher, mas, eu queria mesmo era demonstra não com palavras, mas, te beijando, te abraçando, te dando carinhos e olhando os seus olhos e dizer! Que você é especial pra mim.
Lágrimas caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”. caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”.
condenado sem culpa.
que culpa ela teve
se eu não soube amar?
nenhuma.
ela veio inteira,
eu vim com medo.
ela veio com tempo,
eu já vinha atrasado.
A vida foi curta
para nós dois,
e longa demais
para o que eu não fiz.
Agora carrego
o que não dei:
o amor que ficou preso
na garganta.
e ela se foi
leve,
sem culpa.
e eu fiquei,
condenado
não por ela,
mas por mim, que não soube dizer o quanto amei.
(Saul Beleza)
reclamação
eu não reclamo
por não gostar de mim.
isso eu já aprendi a carregar,
já fiz as pazes com a falta.
eu reclamo
é por gostar tanto de você assim.
por esse excesso que me transborda,
que me deixa sem sobra pra mim.
se eu me gostasse um pouco mais,
ou te gostasse um pouco menos,
talvez doesse menos.
Mas eu fico aqui:
inteiro pra você, e
metade pra mim.
(Saul Beleza)
Sem despedida
não me cobre uma despedida.
basta que eu suma da tua vida
sem deixar marcas,
sem barulho,
sem cena.
despedida é abandono que dói,
é palavra que corta,
é porta que bate.
eu prefiro ir
como quem nunca esteve,
do que ficar na tua memória,
como quem faz doer na hora de ir.
(Saul Beleza)
Se você não vier alegrar a minha sexta-feira,
tenha certeza...
eu serei a alegria
no sábado de alguém.
Não é ameaça,
é amor-próprio.
Quem não valoriza a minha presença,
vai ter que lidar com a minha ausência.
*- Saul Belezza*
