Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Eu saí de casa aos 16, não suportava mais tantas torturas.
Eu perdi muita coisa naquela época.
Mas, eu me orgulho de uma coisa!!
Eu mesmo aos 16 anos, de menor, sabendo que ela voltaria novamente se eu a levasse, resolvi confiar nela e contar sobre minha fuga.
Se ela quisesse, iria comigo e com meus 3 irmãos, para nunca mais voltar.
Ninguém nasce sabendo tudo, que cresce sabendo, se não souber, como eu faço? Busca saber, assim vai demonstrar os interesses.
Não estou longe de ser capaz, mas eu estou longe de ser perfeito, mas sou diferente delas, também eu estou longe de ser um obstáculo, o erro é uma ferramenta.
A decepção é quando o seu 'eu' de ontem fez um Pix de expectativa que o seu 'eu' de hoje não tem saldo pra pagar. Viver é passar o resto da vida tentando negociar essa dívida com a realidade.
Olho singelo, coração de ouro
Abraço apertado dentro de um tesouro,
Carrega-me no colo para eu não sofrer
Mostra o caminho e ensina-me a viver!
Quero dizer a todas as pessoas do mundo
Que seu amor por mim é mistério profundo.
E assim eu poder escrever e assinar,
Que todo carinho por você faz-me amar.
Nosso amor ainda está vivendo
Para o Novo Mundo de Deus está nascendo,
Com todo amor e harmonia,
Felicidade, paz e alegria.
E assim digo a todos que cada moeda dessas tem significado
Um dia todas elas a Deus as terei apresentado.
Para viver nessa Terra com luz e calor,
Tão importante é ter o vosso amor!
Tento caminhar sozinho.Mas o caminhar sozinho é dos sábios que querem viver sozinhos.Eu não ando no meio dos sábios,porque se nascesse sábio,não teria a experiência da tolice afim de evitar constantes erros!-
Quem sou eu, pouco vos importa, aprenda com o que lhe ensino e talvez não tenhas que evitar sons que não queira ouvir.
- A Voz Sem Nome
Na escola, eu era chamada de bruxinha, simplesmente porque eu não tinha recursos financeiros para ir bonita para a escola, era tudo doado pelas colegas da minha mãe. Então, eu ia vestida de menino, anos 90. Tudo muito difícil, era o que tinha. Raider do Seninha, blusa regata com carrinho da hot Wheels!! Bom, na adolescência, meu uniforme era camisa de vereador, com um número e um nome bem grandão!! Escrito NATAN! Era o que tinha pra usar. Quando fiquei jovem... Todos viraram meus amigos.
A Canção em Valparaíso
Eu tinha vinte e seis anos e usava um anel que não significava nada.
Nem amor.
Nem compromisso.
Apenas hábito.
Tocava piano em um bar pequeno, escondido nas encostas de Valparaíso — um lugar onde os telhados se inclinavam em direção ao mar e as noites carregavam cheiro de sal, vinho barato e vidas inacabadas. O piano era meu altar. A noite, minha cúmplice.
Já havia estado ali antes, visitando um amigo — músico, livre de um jeito que eu não era. Ele morava com o irmão numa casa que sempre cheirava a pão quente e conversas silenciosas.
Foi ali que a vi.
Helena.
Cabelos escuros. Olhos que não olhavam — atravessavam. Tinha dezoito anos, mas nada nela era inacabado. Havia um fogo contido em seus gestos, como se soubesse exatamente o que podia causar — e escolhesse quando.
Já tínhamos nos cruzado antes.
Um almoço.
Um olhar sustentado um segundo a mais.
Nada além disso.
Mas naquela noite, dividíamos o mesmo espaço. O mesmo silêncio.
Então toquei.
Uma canção que raramente me permitia — uma das poucas que eu podia executar sem me esconder. Não toquei para o ambiente. Toquei porque algo em mim precisava ser ouvido.
As pessoas falavam. Copos se moviam. A noite seguia.
Ela não.
Deu um passo à frente.
Não o suficiente para chamar atenção.
Apenas o bastante para escutar.
Quando a música terminou, não houve aplausos.
Apenas um sorriso pequeno — inteiro, definitivo.
E aquilo bastou.
A casa foi se esvaziando devagar, como todas as noites fazem.
Corpos desapareceram em colchões e cobertores improvisados. As conversas se dissolveram em respiração. As luzes se apagaram sem cerimônia.
Ficamos.
Uma televisão acesa ao fundo mostrava algo que nenhum de nós via.
No começo, nada.
Um ombro tocando o outro.
Uma pausa longa demais.
Então ela virou o rosto.
Sem perguntar.
Sem hesitar.
Permitindo.
O beijo veio sem negociação.
Não havia inocência ali —
mas também não havia culpa.
Apenas reconhecimento.
Não fomos para um quarto.
Não houve necessidade de distância, preparo ou significado.
Ficamos ali mesmo — entre almofadas, entre horas — dentro desse território frágil onde o desejo se torna imediato e a linguagem deixa de ser necessária.
Foi intenso.
Não por ser selvagem.
Mas por ser certo.
Há noites que acontecem.
E há noites que decidem algo.
Essa decidiu.
De manhã, não havia nada a dizer.
Nenhuma promessa. Nenhuma pergunta. Nenhuma ilusão de continuidade.
Ela se vestiu em silêncio.
Eu não pedi que ficasse.
Ela não fingiu que ficaria.
E talvez essa tenha sido a única verdade que fomos capazes de oferecer um ao outro.
Para ela, pode ter sido curiosidade.
Um instante.
Um desvio.
Para mim, foi outra coisa.
Não amor.
Nem memória.
Reconhecimento.
O momento em que entendi que aquilo que eu carregava — nas mãos, na voz — podia alcançar alguém além da superfície.
Que, por um breve instante, eu não estava apenas tocando.
Eu estava sendo sentido.
Às vezes, quando toco aquela mesma canção — com o mesmo cuidado, a mesma precisão silenciosa — não lembro do rosto dela.
Nem do corpo.
Nem da voz.
Lembro de outra coisa.
Do exato instante em que me tornei inesquecível
na vida de alguém que nunca ficou.
O impossível passou do meu lado
Estava chovendo
E eu com o possível abraçado
Não me molhei
E ele saiu correndo coitado
Pensando
Um dia desses eu deitei para dormir e o sono não vinha.
Eu fiquei encarando o teto por alguns minutos. Pensando. Pensando. Pensamentos desconexos.
Então eu comecei a escutar uma música.
A música embalava os meus pensamentos.
Acalmava os meus pensamentos.
Organizava os meus pensamentos.
Ficou na minha cabeça. Uma música calma. Relaxada.
Fechei os olhos.
Comecei a pensar na vida.
Nós não somos eternos. Vamos partir. Vamos passar e seremos esquecidos.
Futuras gerações virão.
Somos egoístas.
Não amamos o próximo verdadeiramente.
Queremos mesmo ver o outro bem?
Nos ocupamos, nos indispomos com coisas tão banais.
Inveja. Ambição. Ciúmes. Intrigas e conflitos.
Coisas ínfimas se comparado a complexidade da vida.
Não Pertencemos a este mundo. Alguma coisa de fato nos pertence?
Seria bom se fizéssemos o bem sem olhar a quem.
Seria um mundo ideal se o amor fosse altruísta.
Se o amor fosse desprovido de vaidade ou inveja.
Se estendessemos a mão sem interesse.
Se alimentassemos o faminto.
Seria um mundo ideal se pudéssemos ajudar sem segundas intenções.
Sem querer nada em troca. Sem barganhar.
Seria bom se o amor ao próximo sempre fosse verdadeiro.
Só não devemos aceitar o mal como normal.
A música aquietou os meus pensamentos.
O sono veio.
Por uns instantes, a música ficou ecoando na minha cabeça.
Enfim eu dormi.
No dia seguinte, eu acordei pensando. Pensando.
Aqui não é um mundo ideal.
Aqui não é uma utopia.
Só lá no céu será perfeito. Aqui não.
Nosso amor não é perfeito, pois o mundo é imperfeito.
Mas, devemos nos doar.
E na imperfeição tentar amar.
Estender a mão e ajudar.
Até a vida acabar.
Pobre coração
Será que eu ainda sou
importante pra você,
Ou eu nem cheguei a ser?
Não sei, mas tudo mudou
Estou muito confuso,
preciso mesmo saber...
Meu sonhos foram
todos jogados ao chão
Me diz onde estão
aquelas palavras de amor?
Devem estar apenas
no meu pobre coração...
Gui Gouvêa
Não me arrependo de te amar...
Se outra chance me fosse dada,
Eu iria te buscar naquele lugar...
E te faria de novo o meu amado!
"Eu ainda estou aqui, porém não sou mais aquela garota bobinha,
nem gosto mais de chorar! Agora sou simplesmente uma mulher,
mas eu ainda gosto de te amar!"
Não demore pra dizer pra alguém, hoje:
"Eu não sabia como a nossa amizade era tão importante. Ela começou com uma conversa simples, criou raízes e está crescendo. Cada dia com você, percebo que um pedaço de mim fica em você e um pedaço de você fica em mim."
Sabe aquele carinho gostoso de amizade verdadeira, que traz paz e aquece o coração da gente...
Então é esse carinho que eu vim aqui rapidinho deixar pra você!
Não ser amada.
Amo uma pessoa por 6 anos, eu sei que ele ama outra pessoa, mas meu coração não consegue se desapegar.
Sei perfeitamente que não posso, atrapalhar um casamento, simbolicamente e feliz.
Curto a amizade , somos amigos.
Mas quando o vejo meu coração, dispara, e só quero ficar ao lado dele.
Mas rapidamente , percebo que é loucura e me afasto. .eu me pergunto até quando ,, vou ficar nessa ilusão.
"Porque eu quero misericórdia, e não o sacrifício (religiosidade); e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos." - Oséias 6:6
Assim como no passado, atualmente o verdadeiro significado da adoração e devoção a Cristo não é se guiar por dogmas ou convicções humanas, mas ser transformado pelo operar constante da graça (favor imerecido), que transforma o homem e o liberta de suas próprias mazelas existenciais.
O mundo além dos olhos
Muitos dirão que o coração não possui olhos, mas eu digo e afirmo: não existe nada que o coração não possa ver em cada detalhe.
Seja no físico ou no mental, pode ser expresso sem dizer uma única palavra,
mas revelado em ações que demonstram o amor.
Porque o amor vai além de qualquer outra coisa que exista,
pois o seu tom é único e especial.
Quanto aos olhos, se enxergarem apenas o que é lógico,
serão vazios e sem cor.
Da mesma forma é com a vida:
veja o mundo além dos olhos.
E descubra que, no silêncio do coração,
há cores que os olhos jamais poderiam enxergar.
