Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
A sabedoria em lidar com pessoas difíceis não está necessariamente na maneira como essas pessoas são ou agem, mas sim na maneira como nós reagimos a elas.
Não está sendo fácil pra mim acordar todos os dias e perceber que não te tenho mais aqui.
Me desculpe. Me desculpe. Por favor, me desculpe. Vou repetir de novo: Me desculpe. Sei que sou covarde, sei que me falta coragem. Porém, preciso disto. Preciso desistir aqui. Minhas forças esgotaram, minha motivação simplesmente acabou.. Você me entende? Eu sei que não, aliás, nunca entendeu não é mesmo? Eu queria ficar, eu queria continuar aqui. Queria ficar com você. Mas algo me obriga a sair, a ir embora, a correr, me esconder. Estou feliz, estou feliz realmente. Te ver feliz, me deixa feliz. Me pergunto todos os dias se essa foi uma escolha sensata a se fazer. Não foi muito boa pra mim tomar essa atitude de me afastar de você. Olhe eu aqui! Sofrendo as consequências disso tudo! Não está sendo fácil pra mim acordar todos os dias e perceber que não te tenho mais aqui. De repente olho pra trás e dá uma saudade, sabe? Uma nostalgia sem fim. É como se algo me puxasse, querendo me levar de volta. Querendo trazer de volta tudo aquilo, todo aquele sentimento que eu sentia por ti. Eu sempre olho aquela nossa foto no parque, que tiramos quando nos conhecemos. Fico horas olhando para ela. Fico horas imaginando a onde você está, com quem está… se está bem, se está feliz… Fico horas olhando para as nossas fotos e aos poucos vou me recordando das lembranças, das juras de amor, de tudo o que você me ensinou e o quanto eu era feliz com você. Era. Mas tudo se esfriou, essa é que é a verdade. O amor existiu e ainda existe dentro de mim. Espero que ele ainda esteja ainda dentro de você. Desculpe-me por tudo que eu lhe causei, desculpe-me pelos meus ciúmes excessivos, desculpe-me por ter feito você chorar enquanto era pra te fazer sorrir, desculpe-me pelos meus erros, desculpe-me por te amar tanto… E esse amor, ao invés de curar…tá me ferindo e te ferindo. Me desculpa.
A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania
Acho que o presente é o que importa, não o passado! O passado tem que sumir. Se tentarmos manter vivo o passado, acabamos, penso eu, por distorcê-lo. Nós o vemos de maneira exagerada... é uma perspectiva falsa.
Meu coração está inquieto. Uma mistura de saudade, com tristeza, não arrependimento, mas só tristeza.
Tudo é muito complicado, todas as coisas se confundem dentro de mim. Cheguei ao ponto de não me enxergar quem sou em frente ao espelho e procurei me encontrar em coisas que nunca seriam o que eu realmente era. Me perdi totalmente dentro de mim e precisei de um choque, de um sacode da vida, de uma ventania, de uma chuva sem fim pra me lavar e dizer "Ei acorda, a vida tá passando e você se perdeu, se encontre já!".
Foi necessário o vento me derrubar pra eu entender que eu na verdade não precisava de nada. Só de Deus, da minha família e de mim mesma. Me levanto aos poucos, cada dia um pouco mais. Eu me perdi tanto de mim que não fazia mais o que eu mais gostava que era escrever e cantar... Como eu poderia ter uma vida sem cantar? Como eu poderia ter uma vida sem fechar os olhos, e louvar a Deus, como eu poderia viver sem me esvaziar nas palavras?
Sinceramente eu não sei, mas sei que vejo uma luz, e vou até ela, sem pestanejar, por que é isso que eu verdadeiramente faria.
Não Dês Esmola a Santinhos
MOTE
Não dês esmola a santinhos,
Se queres ser bom cidadão;
Dá antes aos pobrezinhos
Uma fatia de pão.
GLOSAS
Não dês, porque a padralhada
Pega nas tuas esmolinhas
E compra frangos e galinhas
Para comer de tomatada;
E os santos não provam nada,
Nem o cheiro, coitadinhos...
Os padres bebem bons vinhos
Por taças finas, bonitas...
Se elas são p'ra parasitas,
Não dês esmola a santinhos.
Missas não mandes dizer,
Nem lhes faças mais promessas
E nem mandes armar essas
Se um dia alguém te morrer.
Não dês nada que fazer
Ao padre e ao sacristão,
A ver para onde eles vão...
Trabalhar, não, com certeza.
Dá sempre esmola à pobreza
Se queres ser bom cidadão.
Tu não vês que aquela gente
Chega até a fingir que chora,
Afirmando o que ignora,
Assim descaradamente!?...
Arranjam voz comovente
Para jludir os parvinhos
E fazem-se muito mansinhos,
Que é o seu modo de mamar;
Portanto, o que lhe hás-de dar,
Dá antes aos pobrezinhos.
Lembra-te o que, à sexta-feira,
O sacristão — o mariola! —
Diz, quando pede a esmola:
«Isto é p'rà ajuda da cera»...
Já poucos caem na asneira,
Mas em tempos que lá vão,
Juntavam grande porção
De dinheiro, em prata e cobre,
E não davam a um pobre
Uma fatia de pão.
