Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Não posso ficar desanimada, triste, fatídica. O ano apenas começou e muitas coisas ainda estão por vir. Sei que na maioria das vezes escrevo coisas não tão alegres, quem sabe até pessimista. Mas estou falando apenas de mim. Sei que não posso esperar tudo sentada, a vida não vai mudar com as minhas lamentações, com as minhas frustrações, com o remédio que eu tomo pra não ver e ouvir mais nada. É preciso reagir. Eu sei que a vida é valiosa e que tem onze meses pela frente pra que eu me surpreenda. Pra que eu venha aqui dividir muitas alegrias, grandes, pequenas, não importa. Que a vontade de viver e superar sejam minhas palavras de ordem. Que a fé tome conta de todo meu ser sem que eu possa evitar e que o destino prepare uma terra fértil para minha felicidade brotar. Hoje só quero cantar, falar, escrever coisas alegres. Hoje quero a cada minuto nascer de novo e de novo e quantas vezes for necessário. Hoje eu quero a benção de todas as energias positivas percorrendo minha alma, minha mente e meu corpo. Hoje, eu quero ser mais feliz que ontem e amanhã vou querer o mesmo.
Não adianta tentar segurar as pessoas na sua vida. Se elas precisam ir, deixe que se vão. O que for de verdade, volta. Se você vai querer de volta, bem, isso a gente não tem como saber, né?
A experiência que adquirimos com o passar dos anos,não nos leva a acertar sempre. Mas sim a entender e assimilar melhor os duros golpes que a vida dá.
"...a tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.
mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.
aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os
teus lábios, sem os teus cabelos. fecho os olhos para te ver
e para não chorar..."
Nunca suportei ser ignorada. Falar pro vento, enquanto o outro só escuta, não tem algo que me incomode mais. Se fosse pra falar sozinha, falaria na frente do espelho no meu quarto, então responde caramba. Tão pouco esperar. Tipo, um sms que você fingiu não ver, ou ter recebido... Será que é difícil entender que se eu quisesse longas expectativas, mandaria pelo correio? Carta simples ainda! Sou daquelas que manda a mensagem e espera no mínimo um ‘não enche o saco’ como resposta. Não espero ligação no dia seguinte, eu mesma ligo. E um dia desses, para confirmar ainda mais minha neura de ignorada pra sempre, uma amiga me disse: ‘a gente nunca deve negar a voz quando é solicitado, já pensou quantas pessoas morrem por dia, tentando dizer uma ultima frase e não conseguem?’ e não é que eu fiquei pensando nisso mesmo? Deve ser por isso que falo pouco... Não, a verdade é que nasci no dia das comunicações, dá um desconto, preciso falar! Por falar nisso, já decidiu por quanto tempo vai ficar sem conversar comigo? Ou continuar com essas respostas monossilábicas? Isso é tortura. Então vai: grita, dá showzinho, pode até xingar, mas não me deixa sem resposta. Do contrário, Deus saberá o que fazer com sua voz quando você mais precisar. Não é vingança, mas como estão dizendo mesmo por aí? Ah, lei do retorno.
Os homens não conseguem entender as mulheres, porque eles acham que somos limitadas como eles: que tem uma única personalidade, sempre.
Nós somos diferentes: dentro do coração de cada uma de nós há varias de nós mesmas. Durante uma vida um homem se depara com o mesmo corpo, mas que a cada dia pode ser uma mulher diferente, sem deixar de ter o mesmo coração!
A luz irrompe onde nenhum sol brilha;
onde não se agita qualquer mar, as águas do coração
impelem as suas marés;
e, destruídos fantasmas com o fulgor dos vermes nos cabelos,
os objetos da luz
atravessam a carne onde nenhuma carne reveste os ossos.
Nas coxas, uma candeia
aquece as sementes da juventude e queima as da velhice;
onde não vibra qualquer semente,
arredonda-se com o seu esplendor e junto das estrelas
o fruto do homem;
onde a cera já não existe, apenas vemos o pavio de uma candeia.
A manhã irrompe atrás dos olhos;
e da cabeça aos pés desliza tempestuoso o sangue
como se fosse um mar;
sem ter defesa ou proteção, as nascentes do céu
ultrapassam os seus limites
ao pressagiar num sorriso o óleo das lágrimas.
A noite, como uma lua de asfalto,
cerca na sua órbita os limites dos mundos;
o dia brilha nos ossos;
onde não existe o frio, vem a tempestade desoladora abrir
as vestes do inverno;
a teia da primavera desprende-se nas pálpebras.
A luz irrompe em lugares estranhos,
nos espinhos do pensamento onde o seu aroma paira sob a chuva;
quando a lógica morre,
o segredo da terra cresce em cada olhar
e o sangue precipita-se no sol;
sobre os campos mais desolados, detém-se o amanhecer.
( "Light breaks where no sun shines" )
não peça perdão, a culpa não é sua
estamos no mesmo barco e ele ainda flutua
não perca a razão, ela já não é sua
onda após onda, o barco ainda flutua
ao sabor do acaso
apesar dos pesares
ao sabor do acaso... flutua
então, preste atenção: o mar não ensina, insinua
estamos no mesmo barco, sob a mesma lua
no mar, em marte, em qualquer parte
estaremos sempre sob a mesma lua
ao sabor da corrente
tão fortes quanto o elo mais fraco
ao sabor da corrente... sob a mesma lua
âncora, vela
?qual me leva?
?qual me prende?
mapas e bússola
sorte e acaso
?quem sabe (?) do que depende?
