Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Fiz um balanço do tempo que um dia se foi embora, sobre a nostalgia do suor que embalou o teu corpo no sono do meu amor, dooei parte do meu coração ao teu profundo suspiro.
Lentamente, sublinho o tempo em que te tornaste a mais bela arte aos olhos dos teus filhos, tão linda e majestosa, que animas e convertes o mundo de quem contigo convive em grande certeza de que vale apenas viver, neste mundo tão incerto e conturbado que é a terra.
Rasguei o tempo de pandemia, sobre a calçada do teu coração, em busca de cura para doença que assola o mundo e, numa irrefletida, mas, harmônica simbiose entre o desejo de te amar e estar curado da CONVID-19, descobri que és o antídoto mais perfeito, que suaviza o receio de estarmos parados no tempo em busca de solução para voltarmos a viver amanhã.
O tempo leva o suspiro que te afaga entre a melodia da noite que se acaba e, o desejo da brisa suave, que no toque mágico da Kianda, traz refletida na lua a pureza magistral da tua beleza.
Sou o tempo que passa sem retorno, a magia que se espalha pelo vento e te traz a certeza que vale apena viver, ainda que, não haja mais motivos para confiar no amor.
A fragilidade do amor, iguala-se a fragilidade do tempo, tão suave e sensível que quando passa, pela nossa vida, torna-se muitas vezes difícil alcançá-lo na mesma proporção que foi um dia.
As mulheres são o tempo sem pressa que nos consomem, são a bebida sem álcool que nos embreagam e, a droga mais intensa que nos viciam.
O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.
Mais sensato que o tempo, são as nossas convicções, que nascem num tempo e espaço determinado, mas, morrem conosco no dia do nosso último suspiro.
O tempo marca o princípio de muitos finais e, o Natal, com a sua doçura, traz sobre as suas asas mágicas os sonhos que muitas famílias querem realizar à luz de um novo ano que em breve se iniciará.
Escrevo o tempo, no tempo em que o desejo e o prazer se apossam da minha alma, sem tempo para parar, me deixou embalar no espaço trazido pelo suspiro quente e suave da tua boca, que vai contra a lei da gravidade.
A literatura é o ar que respiramos, é o bálsamo colocado sobre as feridas proporcionadas pelo tempo e pela vida.
A lembrança do tempo que se viveu sem a nossa presença é mais cobrada pela nossa mente, do que os momentos que vivemos conscientes do tempo.
As nossas atitudes nem sempre refletem aquilo que somos, por isso, acompanhemos as mudanças do tempo, e, permitamo-nos crescer na maturidade.
O tempo passa e leva consigo a nossa jovialidade aparente, mas, nos ensina que devemos manter a nossa jovialidade intelectual e moral.
Os pés descalços pelo tempo, nunca irão conhecer o motivo porque devem algum dia sentir o sabor de se estar calçado.
Os rascunhos feitos sobre a vida real, nos transformam em verdadeiros mestres do tempo e da história.
Os sorrisos oferecidos pelos meus filhos a cada dia que o tempo me consome, me levam a acreditar que vale a pena viver amando sem precedentes.
