Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
PATRÍCIA SILVA: A PONTE ENTRE O CAOS DA VIDA E A CURA
Nas curvas do tempo, onde a vida desliza,
Ergue-se a força de Patrícia Silva.
Cuidou do idoso, da dor fez massagem,
Tornando a existência uma linda viagem.
Pa-trí-cia...
Três sílabas que ecoam cuidado,
Não como obrigação, mas como arte escolhida.
Em Campo Grande, o afeto fez ninho,
Westerlley e Rafael me acolhem com grande amizade familiar,
Laço tecido à mão, não herdado por sangue.
Mesmo que a mente me peça o desterro,
Na casa dela eu nunca me perco ou erro.
Neste mundo moderno de laços banais,
Sua alma transcende os seres normais.
Zarpou contra o vento, buscou sua CNH,
Provando que a mente madura governa.
Domina a cozinha, o diálogo, o bolo,
Para os aflitos, seu colo é consolo.
Mas quem muito brilha desperta a inveja,
De quem só na dor a procura ou deseja.
Sil-va...
Raiz que sustenta mesmo quando o solo treme,
Nome que não pede rima, pede presença.
O passado com Vera deixou cicatriz,
Humildade em falta na fé que se diz.
Sem pedir perdão, fingindo a virtude,
Vera não muda o que a filha sacode.
Pois Patrícia não guarda o rancor que envenena,
Sua ética é pura, sua luz é suprema.
E há também aquele que caminha ao lado,
Cujo olhar escurece enquanto o mundo clareia,
Que julga o caminho alheio com certeza cega,
Mas cuja bondade resiste, teimosa, na penumbra.
Ela releva o que o coração já não sente,
Por respeito à fragilidade que o tempo impõe,
Sabendo que amar, às vezes, é permanecer
Mesmo quando o afeto se transforma em dever.
Se a dor ou a angústia lhe cobram o preço,
Na mesa dos poucos amigos conheço:
O riso explode, a resenha clama,
Curando o cansaço na mesa de quem ama.
Ali toca o pagode que eu acho insistente,
"Masoquista", "negacionista" para a minha mente!
Eu sou do Metal, da Ópera, do Jazz,
Do Rap do Eminem, do som que me satisfaz.
Mas na batida do peito, o compasso se alinha,
Seja no Tim Maia ou na marcha rainha.
Eu trago a ironia, o humor mais ácido,
Ela traz a fé e o abraço mais aconchegado.
Mesmo sem o valor que o mundo devia lhe dar,
Ela se mantém de pé, com soberana guia.
Entre o Rock e o Pagode, a amizade cultiva
O teorema perfeito de Patrícia Silva:
Que a cura não está na perfeição,
Mas na coragem de ser inteiro nas fissuras,
De escolher a família que nos escolhe,
E de transformar cada sombra em verso,
Cada silêncio em ponte, cada dor em luz.
Por isso, peço hoje em prece e devoção:
Que o Criador Celestial abrace o teu ser agora.
Que a mão divina cure as tuas dores físicas
E acalme o teu coração, levando embora toda a ansiedade.
Que o Pai Todo-Poderoso restaure a tua alma por completo,
Te concedendo uma vida longa, próspera e transbordante de bênçãos.
Que a paz de DEUS seja o teu refúgio hoje e sempre.
E assim eu te agradeço no santo nome de JESUS!
Amém.
J Rabello de Carvalho
"Vivam a vida ao segundo, pois é a
medida do tempo.
Dediquem-se a quem amam, ajudem
quem precisa, sejam simpáticos para
os que merecem e sejam sinceros para
vós mesmos.
A vida é demasiado curta para
perdermos tempo com quem não
merece."
Conselhos do tempo para
uma borboleta,
Aquilo que lhe parece ser uma prisão
É na verdade sua proteção.🦋🦋
Criança sorridente
A alma arguta
Aproveita teu tempo
Meu anjo
Teus pedidos, Deus escuta
Perceba, não faz sentido
Abrir mão do pouco tempo
Que possuis
A querer viver depressa
A vida aqui na frente
É muito astuta
Crescer se faz premente
Se soubesses realmente
O que é a vida
Deixaria-se ficar
Pra sempre assim
Os jardins da vida adulta
Não tem flores
Parece ter
Mas você não poderá
Jamais tocá-las
Aproveita um pouco mais
A voz materna
Que te embala.
O AMOR desconhece o tempo e se reveste de outros sentimentos... saudade (se passado), felicidade (se presente) e esperança (se futuro).
Ainda assim, sobrevive o amor... como a gratidão, o perdão e a alegria... o tempo do amor é diferente do tempo de amar.
Chega um dia na vida
Que a medida de tudo
Muda
A passagem do tempo
E a contagem das horas
Dinheiro contado
O Relógio emudece
Cresce a escuridão
Escurece
E tudo é medido
Pela altura
Nessa altura da vida
É que se descobre
Descobri
Que eu não sou quem eu era
Eu morri
Faleci de esperar
O dia que não veio
Morri de tanta espera
Bem no meio da vida
Esperei por ela
Parado
Bem no meio do passeio
Um arranjo de flores
Hoje, em meio a essas dores
Não sei se era pra mim
Ou se pra ela
Minha causa mortis
Desnuda
Fingindo vestida
Foi vida
De todo despojada
Minha vida me matou
Enquanto a vivia
Triste a morri
E a vida seguia
Morri de vida
Sem rumo
Sem prumo e nem norte
Eu morri uma morte linda
de morte despercebida
Enquanto a vivia ainda.
Edson Ricardo Paiva.
Pedi ao Sol um quente abraço
Pedi ao tempo que parasse
e olhasse um pouco pra gente
Tentei escrever uma canção
Que falasse da lua nova
Quando míngua pra crescente
Saí à rua pra fazer
Alguma coisa que eu há muito não faço
e esperei o Sol nascente
Saí ao mundo pra fazer
Quem sabe, o que nunca fiz
Te convidei pra vir dançar na chuva
Meti minhas mãos num arco-íris
Qual se ele fosse um par de luvas
Te perguntei se era feliz
Pedi ao vento uma resposta
Falei com os companheiros
Que me cercaram a vida inteira
Agradecendo aos rios
Não chutei, nem desviei-me
das pedras do caminho
Cantei canções para o mar
Depois eu dei um abraço no ar
Coisas que fiz a vida inteira
Por cada irmão que me cercasse
e antes que o dia acabasse
Voltei pra casa e fiz algo
Que desde há muito eu não fazia:
Sorri meu melhor sorriso pra noite
e desejei bom dia ao dia
Mas não me senti satisfeito
O Sol no céu
Águas no mar
O rio no leito
A chuva que cai neste canto do mundo
Num pranto profundo e na mesma cadência
Então eu perguntei à lágrima
O porquê da tua ausência.
Edson Ricardo Paiva.
Ah! ... O beijo..., Como se o tempo parasse, e o mundo também, nàquele único momento. Um recomeço, uma despedida...
Às vezes, o beijo mais marcante é aquele que nunca aconteceu. Fica suspenso no ar, como uma promessa não cumprida, um desejo que nunca se materializa. Ele habita os sonhos, os olhares trocados e os quase-encontros. É o beijo que vive na imaginação, perfeito e intocado, sem as imperfeições da realidade. E, talvez, seja justamente por nunca ter existido que ele se torna eterno, um símbolo de tudo o que poderia ter sido, mas nunca foi.
Beijo da Gente
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi
Tem gente que tem cheiro de estrambelhado, respirando os dias que correm com a corda do tempo, e tem gente que sabe o dia em que dá vontade de jogar tudo para o alto. Mas aquilo que faz o seu coração pulsar mais rápido irá guardar onde ninguém poderá tocar. Tem gente que abraça o mundo e ele sorri de volta. Se joga para a vida, devolve flores e amores. Não quer maturidade o tempo todo. E tem gente que dança no chuveiro para lavar a alma e deixa escorrer pelo chão as coisas da vida que não valem a pena. Tem gente Sonha! Acredita que seguir em frente é necessário. Um coração que é capaz de sonhar pode te levar aonde você nunca pode imaginar, ...
Tem essa coisa de Gente
Essa,
Vida de Solteiro,
Alexandre Sefardi
A hora se desfaz descolorindo – o instante perde sua cor, revelando que o tempo é uma paisagem, não um relógio.
O que é verdade? O que é mentira? A vida não é um "ou", mas um "e". Você não é nem está; você acontece, em fluxo constante.
E eu, pensativo, mergulho nesse mistério: ser "coisa de gente" é justamente isso – habitar os pensamentos, ouvir as perguntas e dançar no vão entre a paixão e o "sei lá". A beleza está no próprio questionar...
Coisa de Gente
O tempo passou e muita coisa mudou. O coração muda, a mente muda. Um dia, tentei voltar ao passado, mas ele não me quis.
Do presente, recebi um convite novo. Aceitei. No meio dessa vida diferente, vi um sorriso novo — meu próprio sorriso, que eu não via há muito tempo. O tempo passou, mas agora ele me levou para um lugar melhor, mais calmo.
No futuro, um convite pra viver, pra começar outra vez. Aprendi que seguir em frente é o melhor caminho.
O tempo muda muita coisa...
Sorrateiro
Os olhos se viam felizes
Refletidos pelo espelho
Mas o tempo, sorrateiro
Envelheceu seu rosto
Ao longo de um dia inteiro
Como gotas de chuva
As noites que desabam
Sobre nossas casas,
Nossas coisas, nossas vidas
As horas correm felizes,
suaves por uma fenda
O sinal de saída, o apito do trem na curva
Hora de dormir e descansar
O brotar das uvas em novembro
Felizes idas e vindas
Pode ser que a vida seja
Não um fim em si mesma
Mas um laço indefinido, que liga
Entre futuro e passado
Uma pergunta retórica
Mesmo assim, ser respondida
Depois deixada de lado
Pra no fim, passar despercebida
Por ser o assunto indissolúvel
Questão que, de mal resolvida
A gente vai se apegando
Às alegrias passageiras
Que o tempo vai trazendo, sorrateiramente
Nada nessa mão, nada na outra também
Sorria! Você viveu mais um dia!
Edson Ricardo Paiva
"vida x azar: a gente precisa acertar o tempo todo, o azar só precisa acertar uma vez."
Edson Ricardo Paiva
Em dez tempos verbais, o verbo espera seu libertador. No tempo cronológico confronta o biológico. No biológico atravessa ciclos. Nos ciclos constrói história. E na história deixa marcas que podem ser narradas, mas jamais ensinadas.
Porque há saberes que só nascem quando alguém ergue com as próprias mãos sua cadeia de valores.
A sabedoria do tempo
Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.
“Que possamos prosperar sem competir nem derrubar ninguém. Que cada um viva o seu próprio tempo, sua vitória e sua cura, e que tudo dê certo para mim e para todos aqueles que são de bem.”
