Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
“Antes que o tempo nos leve” - De João Moura Júnior (2023)
O tempo passa, apaga caminhos,
deixa histórias, e homens sozinhos.
Alguns se vão sem um último abraço,
outros resistem, são fortes, são laços.
Se a saudade pudesse falar,
gritaria o que eu quis calar.
Eu queria ter dito, queria ter sido,
palavras que o vento levou pro mar
Antes que o tempo nos leve, me escute, me veja,
se existe amor, que ele, então seja.
Não deixe pra depois, não espere o final,
pois tarde demais é sempre fatal.
Tia Bia, vida que brilha em tom de sabedoria,
um olhar puro e doce, uma belezinha.
Tem tanto a viver, tem tanto a ensinar,
Com um coração que só sabe amar.
Se eu pudesse voltar o tempo, diria sem medo:
“Pai, mãe, vocês foram o meu enredo”.
Mas a vida não volta, só segue pra frente,
E quem fica pra trás vira um eco ausente.
Antes que o tempo nos leve, me escute, me veja,
se existe amor, que ele, então seja.
Não deixe pra depois, não espere o final,
pois tarde demais é sempre fatal.
Hoje eu vivo sem esperar o tempo passar,
mas se há um amor, que elesaibaficar.
Se o futuro é o presente que ainda não veio,
o que resta do seu tempo eu me presenteio.
Pai
Pai, faz tempo que tu partiste
Mas meu coração insiste
Que você está presente
E grita dentro de mim
Que a morte nao é o fim
É apenas estar ausente
É estar do outro lado
Num lugar lindo e sagrado
Onde vive eternamente
Mesmo sendo assim, meu pai
Quanto mais o tempo vai
Mais ainda a saudade dói
Por teu exemplo de vida
Pela força desmedida
Sempre foste o meu heroi
Só Deus, na eternidade
Sabe a reciprocidade
Que havia entre nós
Hoje, que está tudo distante
Vejo a figura gigante
Que tu foste para mim
E os teus ensinamentos
Alem da palavra, o exemplo
Guardarei até o fim
E pedirei numa prece
Que o nosso Pai celeste
Cuida de você pra mim
Francisco Garbosi
O tempo de Deus tem mistérios que você nunca vai conseguir entender, porém, se você confiar Nele sem questionar e duvidar, jamais será decepcionado ou esquecido.
Quem confia Nele é sustentado, amado e abençoado no caminho da prosperidade. Pode confiar no tempo de Deus com a certeza de que Ele vai te surpreender com o melhor (Código 0606). Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
MEMENTO MORI
Pensamos que a sombra se aproxima, Mas, na verdade, ela já nos envolve. O tempo que escorreu, não nos pertence mais, É da sombra, que tudo recolhe.
Os anos que respiramos, já se foram, Até quem éramos ontem, já se desfez. A vida autêntica é o presente que abraçamos, É o agora, o instante que vivemos de vez.
“Memento mori”, sussurravam os sábios antigos, Não só um lembrete da brevidade da vida, Mas que estamos desvanecendo, dia após dia, E o passado, nas mãos da sombra, jaz escondida.
Esqueça o que foi, o que já se perdeu, O passado não vive, não mais nos molda. Olhe adiante, viva o agora com paixão, Pois só no presente reside a verdadeira canção.
Roberval Pedro Culpi
O MEU LUGAR
No início tudo é diferente.
Com o tempo, tudo vai se tornando ausente.
As noites acompanhadas,
passam ser apenas uma memória recordadas.
As visitas eram longas e constantes,
passam ser raras e são em instantes.
Isso me ensina que quem te quer, por perto, faz acontecer.
E não espera apenas uma cobrança para poder te ver.
Assim, mais uma vez, eu deixo para lá,
pois não adianta mais cobrar.
Vou aprendendo onde é o meu lugar.
O meu lugar é onde minha companhia
faz bem, onde minha presença trás alegria.
O meu lugar é onde o tempo se torna relativo
onde a noite se torna agradável e curta
onde sou sua escuta e sua bússola.
Na verdade o meu lugar, é o meu lugar favorito
É o meu quarto, minha solitude pode até parece esquisito.
O meu lugar, mais uma vez me faz companhia
Em uma noite longa e fria.
Mas é o meu lugar, é a onde estou
aprendendo mais uma vez não me importar .
E esse é o problema,
Quando eu me acostumar
com esse dilema.
Vivemos um tempo em que a Constituição é frequentemente lida, mas raramente compreendida; invocada em discursos, mas negligenciada em decisões. Quando o pacto constitucional se curva ao arbítrio dos fortes ou ao clamor das massas, o Estado de Direito adoece, e, a toga, outrora símbolo de equilíbrio, arrisca-se a tornar véu da conveniência ou espada do populismo togado. Adib Abdouni
Algumas pessoas perdem o tempo de plantar seu próprio jardim cobiçando as flores dos jardins de outras.
É muito simples entendermos sobre os prejuízos causados pelo excesso de tempo que ficamos na frente das telas do celular, TV e computadores, pois o tempo pode ser quantificado, porém dificilmente analisamos sobre os conteúdos, estes que silenciosamente são introjetados em nossas mentes.
Em uma segunda-feira qualquer foi tempo de refletir e recomeçar.
Nem sempre é fácil ou é rápido.
Por vezes leva tempo - o tempo que precisar.
No meu caso, com os pés no chão, feliz em recomeçar, em 1° de setembro de 2025.
Pensar em você ao despertar,
faz o mundo parecer mais leve,
e ao mesmo tempo mais intenso,
o mais interessante é que na minha
primeira oração do dia,
você estava aqui na minha mente.
(30 de agosto de 2025)
É importante tirar um tempo de qualidade pessoal... Fazer reflexões e perguntas introdutórias sobre si mesmo!
Algumas respostas estão dentro de você... é só parar para analisar.
Espero que você tenha tempo para olhar para si e perceber a ruindade que carregou. Tudo tem preço, e você está pagando caro — não em dinheiro, mas em vazio, em solidão, em fracasso. No fim, o que você somou na sua vida? Nada além de restos de escolhas podres.
Glaucia Araújo
Mágoa é uma ferida infectada
Que, mesmo cicatrizada pelo tempo,
Permanece ali, se espalhando —
Como medo, como dor, como trauma —
Matando tudo aquilo que toca.
Sabota encerramentos, compromete recomeços,
Nos arranca do presente e nos acorrenta ao passado.
Em um mundo que celebra a pressa, esquecemos que o que realmente sustenta a vida exige tempo. Relações, cuidado, aprendizado nada floresce no imediatismo. Dedicar-se é plantar sementes e sementes não germinam em um dia.
NUM CAFÉ, O TEMPO PAROU...
Trago comigo um amor em segredo,
que tem morada na minha ilusão;
amor sem nome, sem culpa, sem medo,
que veio do fundo da solidão!
Pintei seu rosto na tela da mente,
onde o amor, em silêncio, florescia;
a cor do afeto — sutil e envolvente —
tingiu de ternura a melancolia.
Vaguei nas ruas da perseverança,
em busca de algo que nunca se achou;
no rastro fugaz de parca esperança,
o amor calado mais fundo ecoou!
Um dia o vi — por acaso ou bruxedo —,
num café, e então minha alma se avia;
surgiu qual fosse um feitiço de enredo,
e pensei: “Será ela? Quem diria!”
O tempo parou — tremi de surpresa —
não era a mesma, mas lembrava tanto,
que meu olhar se perdeu na incerteza,
e até busquei conservar o encanto!
Mas, sem defesa, rendido à realidade,
voltei à vida, ao mundo real!
E então, sentindo uma estranha saudade,
amei — de novo — um amor sem final!
Nelson de Medeiros.
