Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Descompasso
Meu tempo passa,
e meu relógio permanece parado
diante de tua congruência,
relembro-me do meu passado.
Vivo ao lado da incerteza,
de braços abertos à inconclusão.
Sinto-me a me desgastar
perante tua exatidão.
Palavra que me prende,
sentimento que me molda,
sensação que me vicia —
é o amor que me desola.
Ó lua,
será que diante
da plena madrugada,
meu tempo descontinua?
Um objetivo só pode ser alcançado quando respeitamos todo o processo: o tempo, paciência e perseverança (Fé).
Pense nisso para a ansiedade não lhe impedir.
O Tempo que Escuta
No campo vasto da existência, onde o tempo tece e desfaz ilusões, muitos se perdem na busca incessante por um sentido.
Eu, aqui, deixo meu pensamento. Trago no peito a quietude dos campos e o burburinho da cidade, transformando o invisível em verso, o silêncio em sabedoria e a solidão em ponte para o reencontro da alma consigo mesma.
Minha escrita é para quem sente, para quem pensa, para quem ousa viver cada instante com a intensidade de um raio e a delicadeza de uma flor.
Às vezes, me pego em silêncio — não por falta do que dizer, mas por não saber se o mundo ainda sabe ouvir.
Colecionamos tanto barulho, tanta urgência vazia, que a melodia da alma vira um sussurro perdido na ventania.
Carrego em mim uma pressa calma — daquelas que não se apavoram com o relógio, mas se inquietam com o tempo desperdiçado.
Tenho vontade de fazer muito, sim, mas sem perder a alma no caminho. Essa alma que se enrosca em atalhos e se perde nas veredas sem estrela.
Já não busco respostas rápidas — dessas que vêm prontas e se desfazem ao primeiro vento.
Busco verdades lentas, aquelas que só o tempo revela. Como o gosto de um bom vinho que espera pacientemente a taça certa.
Como a brasa que vira cinza com dignidade, sem pressa de apagar — apenas aceitando o destino de virar pó e adubo para o novo.
Nem sempre estou onde meu corpo está.
Minha alma — essa andeja incansável — às vezes vagueia no passado, catando memórias como quem colhe conchas na praia da infância.
Outras vezes, conversa com o futuro, tecendo esperanças e desenhando pontes para um amanhã que nem existe ainda.
Mas quando estou presente... ah, quando estou — sou inteiro. Ali, a vida me abraça, e eu a recebo com a sede de quem encontra um poço após longa caminhada.
E sobre a morte? Ah, a morte...
Essa velha amiga que nos observa desde o primeiro suspiro. Muitos a temem, a evitam, como se fosse o fim.
Quando talvez seja apenas um novo começo.
Que ela venha, sim. Mas que me encontre em plena dança — com os pés na terra, os olhos no céu e o coração transbordando de vida.
Que me encontre vivo — não apenas respirando, mas sentindo cada batida, cada riso, cada lágrima, cada instante que se fez eternidade na alma.
Porque, no fundo, a grande arte não é evitar a morte, mas aprender a viver enquanto ela não vem.
E viver, para mim, é estar inteiro no que sinto, no que penso, no que sou.
Vivemos e estamos no âmago do senhor do tempo…
Somos proles deste senhor que nos controla e imaginamos ser livres e ter poder de mudar nossos destinos.
Tudo que move vive,
Nem sempre dizer é certo
(“Maria ele morreu em movimento?”)
“Sim! Por uma bala dura
Que saiu de um canhão
Do homem da viatura pública que solta:
Bang, bang, bang”
(“como assim Maria?”)
Sentir-se viva é diferente de viver.
Viver é seguir o compasso dos dias;
sentir-se viva é dançar fora do ritmo,
é se arrepiar com o inesperado, é conectar a alma em cada detalhe, é deixar que a brisa te abrace, que a chuva molhe seu rosto sem pressa, é sentir o toque leve da despedida do sol ao entardecer, é sentir o coração vibrar a cada amanhecer e encontrar a plenitude, mesmo correndo contra o tic-tac do tempo."
O tempo é um artista com pincel de ouro,
Pinta o céu de azul, e o coração de aforo.
Na simplicidade do dia a dia,
Descobrimos a magia da existência vazia.
A cada geração é confiada a guarda de um testemunho; e a cada época, a sagrada missão de discernir os sinais do tempo.
Na dança das horas, o tempo se esvai,
Um ciclo incessante, onde tudo se vai.
Risos e lágrimas, em roda a girar,
A vida é um jogo, sempre a nos chamar.
A devida vénia ao tempo seja dada, pois, jamais olhaste para os teus meros mortais com desdém, pelo contrário, sempre trataste-os com verdadeira igualdade e as decisões, imparcialidade.
"É muito louco esse mundo..."
É muito louco esse mundo…
Quando somos crianças, tudo o que queremos é crescer.
Ficamos ansiosos pelos 18, como se essa idade fosse um portal mágico pra liberdade, pra vida de verdade.
Mas quando ela chega… mal dá tempo de sentir.
Ela passa. Rápido. Rápido demais.
Mais veloz que um foguete, mais impiedosa que o tempo.
E aí, o que era sonho, vira rotina.
A liberdade vira responsabilidade.
A pressa vira cobrança.
E o medo começa a crescer dentro do peito.
Medo de não dar tempo.
Medo de falhar.
Medo de ir embora desse mundo sem entender direito o que viemos fazer aqui.
Porque, no fundo, ninguém sabe o que vem depois.
E talvez seja isso que mais assuste:
essa incerteza do destino final, esse silêncio depois da última batida do coração.
Mas enquanto estamos aqui…
Talvez o segredo não seja entender o final,
mas dar sentido ao agora.
Viver de verdade.
Amar sem medida.
Ser presença.
Ser memória boa.
Ser o que o tempo não apaga.
"Por que a partida é tão inexplicável?"
Talvez porque ninguém está realmente preparado para o fim.
Passamos a vida tentando entender o começo, lutando para nos encontrar, e quando percebemos... o tempo já está nos escapando pelos dedos.
Corremos tanto. Atrás do que? De dinheiro? De aceitação? De promessas que nem sempre se cumprem?
E nessa corrida desenfreada, esquecemos de viver.
Esquecemos que cada dia pode ser o último.
Esquecemos de olhar nos olhos, de escutar com o coração, de abraçar sem pressa.
A vida é pequena, sim.
Mas não no tempo.
É pequena na forma como a vivemos — cheios de medo, de dúvidas, de silêncios engolidos.
Temos medo do amanhã.
Medo de partir.
Medo do que vem depois…
Mas às vezes, o que mais assusta é a ideia de partir sem ter vivido de verdade.
Sem ter deixado uma marca de amor, de verdade, de presença.
Então, talvez a pergunta não seja "por que temos que ir embora",
mas sim: o que estamos fazendo com o tempo que ainda temos?
A melhor resposta à ignorância é deixar ela corroer seu portador... cedo ou tarde, ela consome o que à segura com a certeza do que acha que sabe...
Como é maravilhoso e sombrio o tempo. Sua beleza é sutil, mas grandiosa. Seu poder de cura é variável, mas eficiente. Seu tamanho, sem descrição permanente. Nos relaxa, nos dá esperança, nos desespera, nos motiva. Passado e futuro se entrelaçam ao presente e assim nos ensinam a sermos humanos melhores, para nós e os a nossa volta. O tempo é magnífico, é espantoso, é céu, inferno, dor, sofrimento, alegria, amor, tristeza, felicidade. É tudo que pode ser proporcionado por ele. Só quem dependeu deste professor perfeito consegue enxergar sua principal lição: aproveitá-lo ao máximo...
Sempre aproveite o tempo.
O Elo Inquebrável da Maturidade: Amor Que Virou Amizade
A vida nos apresenta muitos caminhos, e em alguns deles, o amor romântico se transforma, mas não se desfaz. Ele amadurece, ganha novas cores e se revela em uma das suas formas mais puras e grandiosas: a amizade. Essa não é uma amizade qualquer; é aquela forjada na chama de um sentimento que um dia foi outro, e que hoje se sustenta na certeza de que a conexão, o cuidado e o respeito mútuo são inabaláveis.
É a maturidade afetiva que nos permite segurar a mão um do outro a qualquer momento, sem que haja sequer um pingo de dúvida sobre a pureza desse gesto. Não importa o tempo que passe, ou as direções que nossas vidas tomem, quando nos reencontramos, a entrega é total, a verdade se faz presente em cada palavra e em cada olhar. Não há máscaras, não há jogos, apenas a transparência de duas almas que se reconhecem e se acolhem.
Essa capacidade de transformar e sustentar um vínculo tão profundo, honrando o passado e vivendo plenamente o presente da amizade, é uma das mais belas virtudes que podemos cultivar. É a prova de que o verdadeiro amor não se limita a rótulos ou expectativas; ele evolui, se adapta e, acima de tudo, persiste. É saber que, aconteça o que acontecer, há sempre um porto seguro onde a confiança e a verdade são os alicerces, e onde a mão estendida é um lembrete constante de um elo inquebrável.
Minha inspiração.: S.P.P.B
Com o tempo...
Com o tempo aprendi que nada é eterno. Que amigos vêm e vão, mas que os verdadeiros ficam na lembrança eternamente! Aprendi que posso amar muitas pessoas, mas tenho que amar principalmente quem sou.
Com o tempo aprendi a não mais dar ouvidos para o que as pessoas pensam ou falam. Passou a ser indiferente! Afinal, por mais que convivamos com outras pessoas, jamais saberemos ou as conheceremos a fundo!
Com o tempo, aprendi a perguntar menos, a ouvir mais e não tirar conclusão alguma! Viver não é uma conta exata! E perder tempo tentando entender o que não tem entendimento é bobagem!
Com o tempo, aprendi que ter uma companhia para sorrir é raro! E dura pouco! Que o melhor relacionamento a dois é aquele em que a amizade prevalece! Pois os melhores amantes são sempre os melhores amigos!
Com o tempo aprendi a não mais perder tempo com o que me faz triste, me faz sentar, chorar e faz com que me deixe de lado! Aprendi a não mais perder tempo com os problemas dos outros! Não é falta de compaixão, apenas que o tempo vai se encarregar de resolver e ajuda deve ser dada a quem pede! É necessário deixar as pessoas trilharem seus caminhos sem a nossa interferência. Não somos a verdade em nada! Somos reflexos de vivência! Tudo o que passamos na vida vem com propósitos que não são nada explícitos e nos deixam confusos! E somente o tempo para nos mostrar o motivo de tudo!
Com o tempo, aprendi que paciência é um treino diário, mas que procrastinar não é a saída!
Hoje o dia está acontecendo e cabe somente a mim decidir o que será dele! Cabe a mim decidir quem fará parte dele!
Com o tempo parei de mentir pra mim e tentar me enganar, pois a única pessoa que precisa 100% da minha atenção sou eu mesma! As demais são coadjuvantes da minha história e, para que o enredo seja bom, é necessário observar, filtrar e dar a relevância que cabe a cada um!
Com o tempo aprendi que amor próprio não é ser egoísta. É viver de acordo com o que me faz bem! Então, vamos escrever nosso roteiro de forma a nos fazer feliz! Eu... escrevo minha história, afinal, o CARA lá de cima me deu o livre arbítrio!
