Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
É tempo de abrir mão dos velhos conceitos e deixar o novo entrar. Estamos passando por um período de grandes transformações na forma de ver o mundo.
TEMPO EM SONETO
Se tempo é a minha fortuna, quero ir além
Ter quem, no essencial tempo para amar
Tempo nas palavras pra falar com o olhar
Tempo no tempo pra ter tempo, também...
Porém, que este tempo traga um lugar
Que se possa no tempo confiar a alguém
Tempo ao tempo que esperança contém
Criando tempo no meu vário caminhar
Se tempo é tudo que tenho, me convém
Aprecia-lo com tempo, assim, respeitar
Cada tempo que o tempo no fado detém
Então, no tempo eu ter afeto sem desdém
E cada detalhe do tempo, o bem embalar
Sem objeções e ofensas ao tempo... Amém!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
Talvez seja assim, olhares e sorrisos que com o tempo ficaram para trás , deixando apenas a doce saudade e o desejo de voltar no tempo ... fim do sentimento que os prendia!
O tempo assim como o vento, voa, assim como cada piscar de olho é único, assim como simples momentos deixam grandes saudades.
"Existem pessoas que boicotam teus passos na largada para que você se atrase na chegada e ainda te faz perder o tempo da vitória"
A um oceano que aguarda
Por uma tempestade o sol e a neve
Rios e chuva sol e a lua
Nunca esqueceremos que a vida continua
O tempo é tão vaidoso que quanto mais o observamos, mais devagar ele faz questão de passar, assim como quando o ignoramos, num piscar de olhos um ano se vai.
A vida é cheia de paralelos que acreditamos fazer parte de nós, mas com o passar tempo percebemos que apesar de sempre terem caminhado ao nosso lado, nunca nos pertenceu de verdade.
As pessoas gastam aquilo que
tem de mais valioso, o tempo,
em busca daquilo que atribuem
ter mais valor, o dinheiro.
Voar alto e chegar ao topo, depende apenas do quanto estamos dispostos a investir nosso tempo com Dedicação e Foco.
CRUZES
"Cruzes escapam dos ventos de crenças reanimadas
Contorcendo conicidades, locações, histerias,
Tubérculos, escatologias, insolações
Na tentativa ensombrada
De reler licores e escolas sentadas
Que circulam sobre leigos doutra sobriedade.
Reitores do firmamento bitransitivo,
Cuja voz espartana redime
Tufões do sumiço da prova
Que estufou flores edulcoradas
Evitam o dessalgue da impaciência, do ardor e do afago
Postulando inícios encarecidos
Com ávida esportividade
Sob cabeiras e suavidades
Postas sob relicários perdíveis
Que estagnam os pistons do ópio,
Crivam o completo asseio do tempo,
Mas nunca apuram em imperatividades."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
SOMÍTICO TEMPO
"Somítico TEMPO que me afaga
Tentando me embaçar
Com espancamentos em flutuosas esperas,
Cobres-me de inculpações,
Aspiras aos restos de mim
E me contornas no fito
De partir-me em sucintos pedaços.
Não outrora me batas,
Muito embora me ostentes,
Sou-te têmpora esparsa,
Adendo do teu sopro,
Estupor cálido de teus gostos,
E me afugento por querer-te frio, alagado, sem cravos,
Longínquo de minhas inspirações."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
TEMPESTADE EMBOLORADA
"Tocarei reminiscências trabalhadas no tempo,
Ouvirei que o favor se forçou a receber o vão do argumento,
Evanescerei por tombar o preço do alvedrio,
Temperar-me-ei com a tempestade embolorada,
Almejarei ser lhaneza que supera o alvitre do certame
Certarei na estranheza divisória entre apneias de tipicidade."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
ESPECTRO DEIFICADO
"Deificar o meu espectro me torna escape
Da instalação de estradas estratosféricas.
Senão, o mesmo rio que me engolfou
Secando em desencontros do visto da janela
Me tornaria capaz de ser ao mesmo tempo
Vida de dístico, fundo do estilo,
Eixo do sinistro e prumo da embocadura."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
