Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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Se foi tempo perdido?
Talvez.
Mas foi nesse tempo que aprendi:


há amores que não chegam pra ficar,
só pra ensinar onde
a gente se perde…
e onde,sem saber,
começa a se encontrar.

Meu presente é simples



Não te entrego ouro
Nem promessas vazias,
te dou meu tempo,
meu cuidado, meus dias.
Dou-te o silêncio que escuta
teu falar e o abraço que insiste em te amparar.


Meu presente é simples,
mas é inteiro:
um coração sincero, verdadeiro.
Lateja intenso, infinito, feito prece,
cada vez que teu nome aparece.


Te dou meus sonhos para dividir,
meus medos para juntos
enfrentar e seguir.
Dou-te amor sem prazo,
sem medida, daqueles que escolhemficar pela vida.


E se um dia o mundo pesar demais,
lembra: em mim sempre haverá paz.
Porque o maior presente que posso te dar é amar você…
e sempre te amar.

Deixa o vento soprar o que não ficou,
Deixa o tempo levar o que não brotou.


Se não floresceu, não era estação,
Se não permaneceu, faltou coração.


Guardei silêncio onde havia querer,
Aprendi que amar também é ceder.


E no espaço vazio que ficou em mim,
Planto esperança
— recomeço, enfim.




P.silva3

Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.


Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.


Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.


Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.


Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.

O tempo não repete histórias por acaso.
Ele devolve cenários com novos rostos,
na esperança silenciosa
de que a gente finalmente responda diferente.

Um amor para recordar
é aquele que não passa com o tempo —
ele aprende a morar na memória.
Como o pôr do sol que insiste em voltar todo dia,
teu nome ficou gravado no silêncio do meu peito,
como se o destino tivesse escrito nossa história
com tinta de eternidade.


Ligados pelo amor,
como duas estrelas que o céu aproximou sem pressa.
Mesmo quando o mundo gira depressa demais,
há um fio invisível que nos puxa de volta,
um laço feito de carinho, saudade e promessa.
E nele meu coração encontra abrigo
toda vez que pensa em você.


Se um dia o tempo tentar apagar os passos,
a lembrança ainda saberá o caminho.
Porque alguns amores não terminam —
eles apenas viram luz dentro da gente.
E no meu coração você permanece assim:
um amor que o tempo não leva,
um amor… para sempre recordar.

Não são falhas —
São marcas que o tempo desenhou na pele como quem escreve cartas silenciosas pra quem soube ficar, mesmo quando tudo pedia partida.


Cada cicatriz guarda um pedaço de coragem, um “eu continuo” sussurrado entre lágrimas,
e foi no meio desses escombros
que você floresceu
— bonito de um jeito que só quem resiste consegue ser.


E eu te olho assim,
inteiro nas suas imperfeições,
como quem encontra poesia
onde o mundo viu erro,
porque amar você é entender
que suas quedas
foram só ensaios pra aprender
a me encontrar.


Então não esconda o que você chama de falha, deixa eu tocar
Cada história que te construiu
— porque é nelas que eu vejo
o milagre:


você ficou… e virou alguém impossível de não amar.

A tempos...




Depois e tanto tempo e convivência juntos não como queríamos, mas sim como amigos de muita cumplicidade e sinceridade,


Foram tantos movimentos e momentos que passamos sem perceber o quanto nossos olhares se encontravam e queriam dizer algo,


Uma certa elegância e charme tomaram conta da nossa distância, porém algumas atitudes que faltaram em determinado período foram se revelando através de sonhos e memorias saudosas,


Ao nos reencontrarmos no mercado depois de anos longe um do outro, tudo passou a se ressignificar automaticamente,


Por anos nos queríamos do mesmo jeito, por anos nos desejamos sem saber sobre os sentimentos um do outro,


Agora podemos entregar atitudes e presença, agora podemos viver um amor do tamanho da nossa própria essência.

Ilusão do tempo


O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.


O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.


Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.


E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.

O tempo não levou nada, só mostrou o que nunca ficou.

Não compare seu começo com o sucesso de outros, cada jornada é única e tem seu tempo!

⁠Em um mundo de verdades a mentira sempre cai, não importa o tempo.

"Afinal, com a convivência pelo tempo, há pessoas que perdem o valor que antes tinham e, não obstante, vão-se como a correnteza."⁠

Meu coração


Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.


Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.


Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.


Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.

O QUE NÃO MORRE

Eis o que não morre
Pois tem suas garras cravadas na garganta do tempo
Ela está entre a humanidade desde o início dos tempos...
Fera que ronda a terra
Louca besta devoradora
O mundo teme suas garras afiadas
Rasgando ventres vazios,
Infernal sempre é sua presença
Arrastando quem há tanto tempo não come,
No prato vazio revela seu nome
O maldito nome é: Fome... Maldita fome
Fome.

LER não é passatempo.
LER é aproveitar melhor
o tempo.

Não apresse o rio, ele corre sozinho. Não apresse a alma, ela tem o próprio tempo de florescer.

Ela não voltou mais suave.
Voltou mais inteira.

O feminino nela não era doçura o tempo todo,
era verdade.

E a verdade, às vezes, corta.

Ela cansou de ser medida pelo quanto suportava,
pelo quanto compreendia,
pelo quanto se calava para manter algo de pé.

Isso nunca foi força.
Era ausência de si.

Quando voltou,
não foi para ser escolhida
foi para se escolher.

O corpo mudou de lugar.
A presença também.

Já não se esticava para caber,
já não diminuía para manter,
já não confundia intensidade com profundidade.

O feminino nela deixou de pedir.
Começou a discernir.

E nesse retorno
não houve anúncio,
não houve explicação,
não houve necessidade de ser entendida.

Houve um silêncio firme
de quem sabe onde pisa.

Se alguém ficasse,
seria porque sustenta.

Se alguém fosse,
ela não iria junto.

Porque o retorno dela
não é para o outro.

É para um lugar
onde ela não se abandona mais.

Algumas feridas não se resolvem com o tempo. Elas atravessam, permanecem, se manifestam em silêncio.
O que não é reconhecido não se dissolve. Se repete, se infiltra, se atualiza nas relações e nas escolhas.
A tentativa de esquecer não cura.
A negação só mantém a ferida em estado ativo.
Cicatrizar exige outra coisa.
Exige sustentar o contato com o que doeu, sem fugir, sem distorcer.
É nesse encontro que algo se desloca.
Não porque a ferida desaparece, mas porque deixa de comandar.
No fim, integrar é isso.
Não apagar a dor, mas não viver mais a partir dela.

"É um peso dobrado quando o mundo digital e o mundo real parecem travar ao mesmo tempo, não é? A sensação de que nada flui — nem a tecnologia, nem a conexão com quem a gente ama — cansa a alma."