Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Seus olhos não são pombas, mas o arrulho silêncio que convoca a primavera e faz o tempo da colheita parecer uma espera doce.
A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.
O tempo não cura, ele apenas te obriga a conviver com a ausência e a transformar a falta em presença interna.
No espelho dá para ver ele corroer e deixar feridas, pois o tempo não cura tudo, apenas registra as batalhas que perdemos.
O tempo não volta, mas a lição que ele nos deu pode ser aplicada com juros de sabedoria a cada novo despertar.
O tempo não apaga a memória, mas ensina a conviver com a ausência sem perder a urgência do presente.
O tempo não possui o poder mágico de curar, ele é apenas o cronista impiedoso das nossas batalhas perdidas, registrando as feridas que insistimos em maquiar com o falso sorriso da resignação forçada, e a ilusão de que a passagem dos anos apaga a dor é o autoengano mais perigoso. O verdadeiro antídoto contra o veneno do passado não está na espera, mas na ação de mudar as escolhas, de traçar um caminho onde a sua atitude não seja um reflexo do que foi, mas um farol do que será, porque a vida só se transforma quando paramos de ser meros espectadores dos nossos próprios erros.
O tempo não cura tudo, o tempo apenas ensina a conviver. Ele põe a ferida em nível com o cotidiano. Não apaga a dor, a integra como móvel da casa. E eu reorganizo a vida em torno desse novo móvel. Conviver é aprender a dançar com o incômodo sem tropeçar.
O pedido de tempo não é um hiato, é uma confissão: o desejo de afastar a vulnerabilidade antes que ela se torne um argumento de separação. É a fuga estratégica da intimidade que nos desnuda, deixando apenas o eco da pergunta: quem está fugindo de quem?
A fé me ensinou a esperar, mesmo quando tudo parece tardio, o tempo de Deus não falha, e quando chega, chega perfeito.
O tempo não espera. Gastamos nossa vida economizando tempo, mas o que realmente desperdiçamos é o único momento que possuímos, o agora.
Pouco deu certo desde que resolveram me
colocar neste tempo. Não sou hipócrita, conquistei e realizei, mas a sensação de pertencimento é nula. Tudo me parece incompleto, como se eu estivesse vivendo uma vida que, fundamentalmente, não
me pertence.
Não permita que a pressa alheia determine o ritmo do seu crescimento, o tempo da lagarta é diferente do tempo da borboleta.
A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.
A espera é o lugar de treino onde a paciência cresce e se aprimora. Não é tempo perdido e parado, mas um momento especial onde Deus trabalha em coisas que não podemos ver. Se quisermos colher antes da hora, teremos frutos amargos, é essencial respeitar o tempo da semente, honrando o silêncio da terra onde a promessa ganha força.
O tempo não cura tudo, apenas muda o lugar onde a dor se acomoda. Às vezes ela se torna menor, às vezes muda de forma, às vezes se transforma em sabedoria. E em raros momentos, vira força. Mas nunca desaparece totalmente.
Aqueles que me prejudicaram, desejo apenas o tempo; porque de todos os males que me causaram não precisei retribuir, como um telespectador, o vi chegar como. Também não espero desfrutar desse ocorrido com satisfação, mas sim demonstrar solidariedade. A maior maldição não virá de uma vingança própria, mas da consciência do individuo mesquinho. Assim elevo-me frente aos meus inimigos.
