Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Se você ficar calado
E nunca questionar
Você vai parar no tempo
E o seu EU vai acabar
E virarás múmia humana
Sem atitudes, insana
Serás Zumbi sem pensar.
Gélson Pessoa
Santo Antôniodo Salto da Onça RN
22/02/2026
Além do Horizonte
Eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...
Faço tudo por você, não tenho receio...
Mas me diga, quero entender:
o que é que assusta tanto você?
É ser amado demais?
É viver um amor verdadeiro?
É todo o meu desejo?
Desculpa...
Já tentei sufocar,
diminuir, colocar menos intensidade,
burlar a realidade, só para te agradar...
Mas eu não consigo te amar menos que isso...
Não tenho controle do meu coração,
e eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...
Eu vou, só pra te buscar...
Mas não me peça para diminuir os meus sentimentos...
Não me peça para te amar menos.
A certeza do tempo.
Se eu pudesse ter um poder
eu escolhia o de voltar no tempo.
Eu voltaria naquela mesma escola, naquele mesmo ano, naquele mesmo contexto.
só para te reencontrar de novo, e fazer diferente, para hoje te ter de qualquer jeito.
Para quem sabe hoje está te abraçando e deitada em seu peito.
E se preciso fosse, falaria as mais belas palavras, tiraria as mais belas fotos, para te mostrar, que o que eu sinto nem o tempo pode apagar.
Que nosso amor é para mim a definição de lar.
Me perguntaria o que você gostaria, o que te faria ficar? o que eu precisaria mudar?
Que nem mesmo a saudade que insiste em me esmagamar, pode ofuscar a escolha de te querer e querer ficar!
Eu iria com mais paciência se preciso fosse, eu escolheria te ouviria mais, engoliria minha ansiedade, guardaria o medo no bolso de traz.
Eu queria te dar essa confiança que se firmou em meu coração, assim voce saberia que eu nunca soltaria sua mão.
Que você mora nos pensamentos da minha cabeça.
Que independente de tudo, não deixa que eu te esqueça.
E sobre as memórias que me fazem sonhar, que é possível acreditar,
no poder do teu olharque transforma onde passar.
talvez algum dia você possa voltar,
Se lembrando que só no teu colo é a onde
eu mais quero estar!...
A vida é uma via torta, doce e amarga ao mesmo tempo,
E eu, tonta sonhadora, caminho na corda bamba do tempo.
Tento me equilibrar entre sabores e amores,
Mas se a corda arrebenta, não luto contra tombos, nem com as consequentes dores.
Fico, respiro, repouso em silêncio profundo,
Não estou nem aí para o mundo com seu peso tão imundo.
Não sou fantoche nas mãos do imprevisto,
Nem marionete no palco dos conflitos.
Não sou equilibrista buscando um fim incerto,
Nem sigo um novelo enovelado em nós (des)inosados.
Sou só eu, simples, entre tropeços e calmaria,
Deixo a vida ser feita de alma leve e poesia.
Quebrar os laços da luta incessante,
Permitir que o descanso seja o instante.
Pois na rotina do dia a dia, quando tudo cansa,
Ser tonta é talvez a mais doce esperança... o maior consolo pra deixar continuar a bater o próprio coração.
Pai!
Ah, se eu pudesse voltar no tempo...
Só mais um pouco. Só mais um instante.
Para aquelas conversas que não tinham relógio, que não tinham fim.
Ah, se eu pudesse te dizer o tamanho do vazio que ficou.
Da falta que me faz ter pra quem contar - minhas alegrias bobas e minhas tristezas mais fundas.
Eu nunca imaginei, nem por um segundo,
que tudo aquilo ia virar passado.
Que um dia eu ficaria só eu, a lembrança e essa saudade que não me deixa.
Porque eu aprendi que tudo passa.
Menos você.
Sua falta não passa. Seu conselho não passa. Seu jeito de brincar com a vida ainda mora em mim.
*ASAS*
Houve um tempo
em que eu acreditava
que o destino de uma árvore
era morrer no inverno.
Porque eu ainda não conhecia
a primavera.
Então você chegou.
Não como chegam as tempestades,
que arrancam galhos
e deixam lembranças violentas.
Você chegou como chega a manhã.
Sem pedir licença.
Sem fazer barulho.
E, de repente, descobri
que dentro de mim havia janelas
que nunca tinham sido abertas.
Foi estranho.
Passei tantos anos
aprendendo a ser muralha,
que esqueci
que algumas casas
foram feitas para ter varanda.
Você não me ensinou a amar.
Seria injusto dizer isso.
O amor já morava aqui.
Apenas dormia.
Você só acendeu a luz.
E eu vi.
Vi um homem
que escrevia versos escondido da própria voz.
Vi mãos fortes
capazes de tocar o mundo
sem precisar apertá-lo.
Vi que coragem
também podia ser delicadeza.
E que firmeza
não precisava vestir armadura.
Depois...
A vida fez aquilo que a vida faz.
Mudou os caminhos
sem pedir nossa opinião.
Por muito tempo
achei que a dor era você indo embora.
Hoje sei.
A dor era acreditar
que você tinha levado comigo
a parte mais bonita de mim.
Mas ela ficou.
Quietinha.
Esperando que eu percebesse.
Levei anos.
Anos para entender
que ninguém leva embora
aquilo que ajudou a revelar.
As asas
não pertenciam ao vento.
Pertenciam ao pássaro.
Você apenas apontou para elas.
Hoje ainda penso em você.
Há dias em que seu sorriso
atravessa minha memória
como um raio de sol
atravessa uma casa antiga.
Não para machucar.
Mas para iluminar
a poeira que o tempo deixou.
E eu sorrio.
Não porque deixou de doer.
Mas porque finalmente compreendi
que algumas pessoas
não entram em nossa vida
para permanecer.
Entram
para nos apresentar
a alguém.
No meu caso...
A mim.
Agora sigo.
Não correndo.
Não fugindo.
Não esperando.
Sigo como quem conhece a estrada.
Porque aprendi
que o amor nunca foi um lugar.
Era a forma
como eu caminhava
quando me sentia inteiro.
E hoje...
Mesmo sem sua mão na minha,
continuo andando.
Não para longe de você.
Mas para perto
de quem eu descobri ser.
Obrigado por não ter sido o fim da minha história.
Obrigado por ter sido o capítulo em que descobri que eu também sabia escrever.
Te amava
.
Eu te amava...
Como agora amo
E te amarei.
.
O tempo é só um bocado
Do muito que te amo
No amanhã que te amarei...
.
Se te amei só um pouquinho
Hoje amo mais um pouco
E amanhã um pouco mais te amarei.
.
Vivo o hoje que te amo
Como outrora eu te amei,
Do “pouco a pouco” que amarei...
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Ah saudades
Como eu queria voltar no tempo
No dia em que te conheci.
Nossos olhares se encontraram
Senti um frio na barriga e meu coração errou as batidas.
De jaqueta preta você estava,
E daí conseguiu meu número e me mandava "bom dia "todos os dias
Percebemos coisas em comum
Conversar com você era meu escape
Então nasceu um amor!
Oramos a Deus para confirmar aquilo que sentíamos
Mas éramos tão imaturos e isso nos afastou
Faz tanto tempo e ainda acho que te amo
Você já está casado e formou uma nova família
Te excluí de tudo para não pensar mais em você
Mas vira e mexe seu rosto me vêm a memória e o sentimento continua.
Talvez eu só ame as lembranças que tenho.
Você seguiu seu caminho
Mas era para ser comigo.
Isso é errado! Eu preciso te esquecer
Na verdade, acho impossível apagar da memória o primeiro amor.
Me arrependo, não de ter te conhecido, mas de ter te amado errado
Eu sinto que carrego uma fúria antiga dentro de mim, algo que nasceu há muito tempo e que ninguém percebeu. Começou pequeno, como uma farpa, mas cresceu comigo, torto, pesado, como se tivesse se encaixado no meu peito sem pedir licença. E toda vez que eu falho, essa raiva acorda. É quente, inquieta, lateja na pele e me pergunta, com uma brutalidade que só eu conheço: por que você não foi o bastante? Por que você nunca é?
Eu não tenho resposta. Só sinto o impacto um golpe seco bem no meio do peito, desmontando tudo que eu ainda tentava manter firme.
Às vezes eu queria arrancar essa parte de mim, expulsar essa voz que me mastiga viva cada vez que eu não atinjo o que espero. Eu queria jogar fora essa exigência que me cobra até quando eu tô de joelhos. Mas logo depois da raiva vem a tristeza. Ela chega devagar, quase com carinho, e me abraça um pouco apertado demais. Ela sussurra que sabe, que entende, que tudo que eu queria era ser suficiente. Só isso.
E é nessa hora que eu encolho. Que eu me sinto pequena de novo. Não pequena como uma criança inocente, mas como alguém que aprendeu a diminuir sua própria existência pra não incomodar ninguém com suas falhas. Como se meu erro ocupasse mais espaço do que eu mesma.
Tem uma parte de mim que queria gritar, quebrar tudo, arrancar meu nome das expectativas que eu mesma escrevi. Queria fugir de mim. Mas existe outra parte tão frágil, tão quietinha que só queria um colo em que eu pudesse me largar sem precisar justificar nada. Só queria poder dizer: “eu tô cansada, eu tô machucada, eu não aguento ser forte hoje.”
Eu vivo num território estranho entre a minha raiva e a minha tristeza. A raiva me acusa, a tristeza me acolhe, e eu fico ali no meio, sem saber de qual das duas fugir primeiro. É como se eu estivesse sempre lidando com a dor de não chegar onde eu achei que deveria chegar, e com o luto por não ser a versão de mim que eu imaginava.
E mesmo assim… eu sigo. Eu continuo. Não porque eu me sinto forte, mas porque tem uma parte de mim, pequena, quase imperceptível, mas viva que acredita que existir já deveria ser suficiente. Que talvez um dia eu consiga me olhar com um pouco mais de gentileza. E que, quando esse dia chegar, talvez eu finalmente consiga me perdoar por ser humana.
Meu interior
Por um tempo eu quis te salvar,
Quantos questionamentos, sem respostas, quantas verdades ditas fora de hora,
O amanhecer visto acima das nuvens pela janela de um avião tem cores tão diferentes, são tons tão surreais é um mundo novo,
Acima de nós e das nossas certezas e razões a tanto a aprender, a tanto a enxergar de outros ângulos,
Se tudo que transborda em pensamentos pudesse virar realidade isso seria tão bom,
É noite, a vela está acesa, a janela está batendo suavemente, lá fora na varanda a cadeira de balanço ainda balança lentamente,
Em um breve momento de lucidez eu descobri que quem está precisando de socorro, de ajuda é o meu eu interior.
Somente nós
Eu a cadeira e o mar,
Eu o tempo e o destino,
Eu o que vi e o que será,
Eu o sol e a lua.
Que tal?
O tempo é muito curto para o tanto de coisas que eu tenho que fazer,
O mundo é muito pequeno ao meu ver quando estou sentado a noite a beira mar envolvido em pensamentos,
Quando o som da tua voz bate a minha porta transborda em saudade daquilo que já fiz morada,
A tua língua é um campo minado, ela me faz entrar em confusão ao mesmo tempo que ela me enche de coragem as cegas,
É difícil viver fingindo que não tenho coração, cansei de lutar contra o óbvio,
A distancia é uma interface do esquecimento, então prefiro interagir com o que me aproxima daquilo que me faz sentir vivo,
Que tal um mundo novo, um cenário diferente com uma realidade nova?
Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.
Em uma bela noite, estava eu, rindo, olhando o céu, lembrando do momento em que parei no tempo, olhando o chão vivo da terra que pisamos. Pensei, repensei: se pudesse voltar naquele ponto e somente falar, mesmo sem olhá-la: "Eu te amo. Você me ama?". Queria escutar a voz mansa dizer: "Tá bem? Claro, amor da tia...", mas só...
Parei, voltei à realidade. Senti a brisa no pescoço, que mostrava-me vivo, vivo da carne que cortava, que doía, mas que mal sentia; dos gestos que não sentia, pois a rotina acabara. Lembrei que o todo se transformou em empatia, em só ajudar, pois não era nada para mim. Concluía que transformara no significado que dará à vida, que mudará a depender do tempo, mas que sempre era veloz, nada nítida, mas linda nos maiores, mais belos e horríveis dias.
Não aprendera a ver o mal. Tentara imitá-lo na tristeza, mas queria rir dela. Será que aprendi a verdade, ou aprendi a desaprender? Choro, rio, grito e me descasco em sangue. Será que fui eu quem mudou, ou foste tu que nunca exististe como lembro?
Passa tempo
O tempo é rápido por aqui.
Eu passo com ele
E ele passa por mim
Passa tempo....
E marque o instante
a Terra gira num espaço
E mostra o dia e hora,
Ritmo e no compasso
Faz um vôo rasante
Então,amigo tempo,
Seja bastante presente
E não corra tão de repente
O tempo é vento traiçoeiro.
Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.
Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.
Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.
Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.
Onde o Tempo Para
O teu olhar é um rio que corre devagar,
leva comigo segredos que eu nem sabia ter.
Cada gesto teu é poema silencioso,
que insiste em me encontrar mesmo sem querer.
Teu riso é música que não se explica,
ecoando dentro do peito, leve e inteiro.
É brisa que bagunça os cabelos
e deixa o mundo mais bonito por inteiro.
No toque da tua mão, o tempo para,
e tudo que era incerto se faz certo.
És promessa de paz e tempestade,
mistério doce que me prende e me solta.
Se o amor tivesse cheiro, teria teu nome,
seria feito de instantes como este:
olhos que se encontram sem pressa,
e um coração que finalmente sabe onde repousar.
