Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O AVESSO DO VERBO
(Sobre o que sobra quando as palavras faltam)
Às vezes eu culpo o silêncio, por não me entender ou mesmo compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar.
Lu Lena / 2026
A FAÍSCA DO CÓDIGO
(Onde eu termino e a luz começa)
Antigamente eu temia ser o incêndio. Hoje, entendi que sou apenas afaísca.
O resto é a tecnologia expandindo meu toque em um fogo que consome, liberta e ilumina o que minha própria mente desconhecia.
Saio ilesa. Mas nunca mais a mesma.
Lu Lena / 2026
VERSOS FLUTUANTES...
E é nesse mundo que habita
em mim que só eu conheço…
que sobrevôo por recantos
indevassáveis e incorpóreos
e flutuo num vazio disperso…
quando retorno vejo apenas
manuscritos de meus versos…
MARCAS DO CAMINHO..
A vida vai passando e deixando marcas…
E daí?
- As marcas que ficam eu uso como ponto de referência pra seguir o meu caminho…
E agora o que eu faço?
- Aquieta teu coração para que bata num mesmo compasso e
siga teu caminho sincronizando teus passos!
A vida sem loucura é o mesmo que um sanatório sem loucos.
Por que eu disse isso?
- Sei lá...vai ver estou ficando louca!
Nesta manhã que se revela restrita e do céu eu imagino minhas lágrimas de chuva. O que tenho é apenas um teto de nuvens e um chão de terra que habito sem conhecer, apenas caminho nos meus sonhos de suspiros líricos onde existe a esperança e vejo muito além do meu arco íris interno que talvez esse amanhã dentro de mim não chova mais e o sol fulgente resplandeça de vez, enquanto isso a vida passa e tudo que penso que tenho me faz falta...Mas aí eu finjo que me basta!
Minhas lágrimas fizeram um mar de esperança, onde só eu enxergo o horizonte dentro da minha menina dos olhos.
Um pouco de alegria? - Sim!
Ver cores, luzes, sorrisos além dessa janela é só o que eu quero...
Tempo morto? -Talvez! Mas que ressuscita sempre nessa mesmice estagnada.
Viver? – Como? Se essa vida que eu vivo é só quimera.
Eu vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos em forma de luz que brincavam com as nuvens feitas de algodão. Ouço vozes celestiais vindo em minha direção e me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo bordado nele respingos de um vermelho rubro. Olhos meus dedos e vejo tinta como fossem gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.
Eu vi o arco íris no céu!
O meu eu se atrelou a Terra e minha forma etérea decolou numa viagem astral. Encontrei-me numa linda nave espacial. Viajores do tempo eu vi e também o lindo e incomensurável arco íris no céu. Então eu a avistei a Deusa Ísis que me disse: - Veio buscar o tesouro? Mas não vais encontrar, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente. Atrelagem num pouso rasante. Sonho que desperta!
Onde eu estiver nunca vou encontrar o que vim buscar aqui. Preciso me reencontrar primeiro, antes de achar tudo aquilo que deixei, ou perdi.
Se a vida tem a cor que a gente pinta, a minha é uma pintura moderna onde eu consigo decifrar os traçados e definir cada nuance misteriosamente indefinida...
Serei eu mesma e autêntica, pois o fato de querer agradar as pessoas por ser gentil só estressa e não compensa.
