Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Tem gente que é assim: pensa e realiza coisas boas. Outros pensam e destroem-nas. E eu tenho pena dos minutos, horas, dias, dos anos, enfim, da vida dos segundos.
Eu só quero que você seja sincero comigo e me diga se eu estou entendendo tudo errado, porque se eu estiver, eu mudo a sua opinião sobre o assunto!
O que você prefere?
As cartas na mesa ou as cartas na manga?
Eu, nesse momento, preferiria um mágico que as fizessem desaparecer.
Eu só preciso olhar em seus olhos e saber o que exatamente se passa neles quando você me faz perguntas que podem acordar meus demônios adormecidos.
Preciso saber se você sofre, se se diverte ou se é indiferente.
Só isso.
Você já parou pra constatar que todas as vezes em que alguém ou a vida me puxa o tapete, eu aproveito para fazer uma coisa que eu adoro: voar!
Já parou pra pensar que você não voa porque suas asas podem estar atrofiadas pela inveja?
Nós somos iguais.
Ambos temos asas.
Tente usar as suas, quem sabe você para com essa mania chata de me olhar de baixo pra cima!
Eu tenho pena de quem passa a vida sem nunca ter tido um grande amor.
Eu sinto pena de quem passa na vida de alguém, e esse alguém já teve um grande amor, principalmente se fui/sou eu!
Se eu fosse você torceria, rezaria, oraria, faria promessas pra eu assumir quem eu estou. Quem sabe assim seu namorado idiota para de achar que tem alguma chance comigo!
Todos os anos, desde que eu nasci, eu sempre passei o Natal em Mara Rosa, na casa da minha amada Vovó Maria. Em torno dela, nós nos reuníamos, e essa era uma época tão ansiosamente esperada por toda família, que ninguém cogitava não comparecer, porque ela sempre foi o nosso melhor presente de Natal, aquele caro, raro, único, que não descia pela chaminé, mas que recebia, de portas abertas, cada um dos mais de 10 filhos, com seus respectivos netos e bisnetos, com o abraço mais aconchegante e o sorriso mais leve e sincero que eu já recebi em toda minha vida.
Infelizmente, ela se foi há alguns poucos anos, e levou com ela o Papai Noel, e o Natal. Nos primeiros anos foram só dor.
Impossível Natal sem minha vozinha, com seu doce de figo nas mãos, feito especialmente para sua neta "zói de gato", e que ela sempre confundiu que eu gostava com talo de mamão. Daí eu tirava o mamão escondido dela, porque, com aquele sorriso, eu comeria até doce de jiló.
Bom, os anos se passaram, eu passei o Natal em outros lugares, outros Países, mas, mesmo sem ela presente fisicamente, é em Mara Rosa que está, de verdade, o meu e o nosso Natal.
Então, eu estou no lugar certo, hoje, nesse ano, graças a Deus, também ao lado da minha Mamy.
A falta da minha vozinha e de meu pai ainda doem, mas estar aqui é estar tão próximo dos dois que eu consigo sentir até o cheirinho de café coado na hora dela, e meu pai me falando: filha, não volte muito tarde para casa. Na verdade ele não dormia enquanto eu não chegasse, e muitas vezes o flagrei correndo para a cama para fingi-lo.
É isso.
Eu não tenho e não poderia estar em lugar melhor.
Estou com os meus, com as minhas melhores lembranças, e rodeada de verdadeiro amor.
E É isso que eu também desejo a todos vocês.
Feliz Natal! (2016)
Se eu já tentei te encontrar em outras pessoas?
Algumas vezes.
Muitas vezes.
E o que aconteceu?
Até hoje eu estou ME procurando.
O mundo já acabou tantas vezes para mim, e eu o reinventei, que se acabar hoje também, só vou ter o trabalho de reconstruí-lo mais uma vez!
E quer saber?
Isso fica mais fácil a cada reconstrução.
Tem dias que eu preciso de uma cerveja.
Tem dias que eu preciso de duas, três ou mais.
Tem noites que ter alguém para brindar, por si só,
já me embriaga...
