Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Eu sou um farol, no fim de tudo em meio a tantas questões, habilidades e pessoas estou aqui para guiar o caminho para chegar a algum lugar, não sou mais do que isso, parado e seguro. Que sentimento doloroso, agora me pergunto o que os faróis sentem? Algum vez alguém considerou mudar ele de lugar? De alguma forma nem mesmo pensar nele em um ponto diferente?
Tenho medo...De que o que eu pensei que era verdade, seja apenas uma alucinação passageira...
Oh céus! Me dê seu amor, mesmo que só por um instante...
Como posso estar tão ciente de que isso não ocorrerá?
De que nunca terei sua atenção?
Óh, céus! Me quebro em pedaços,
Sinto algo que não pode ser correspondido,
Uma carta enviada de volta...sem resposta...
Me desespero e procuro me acalmar de baixo dos alámos, que tentam me consolar...
Mas suas ações não colaboram...
Me vejo em um campo de Jacintos amarelos...
Com o céu estendendo seu véu nebulosoe se desperando junto de mim...
Posso estar exagerando,
Atordoada com a esperança de estar realmente alucinando.
Enquanto isso, vago pelo campo de rosas amarelas, procurando resposta em minhas próprias lembranças e reflexões, mas aparentemente essa neblina em meu caminho não vai sair tão cedo e irei me perder nele, me juntando ao vazio de não saber
Que cada batida do meu coração contenha o teu nome e a promessa: que até em outras vidas eu te amarei como o amei nessa—Fernando Machado.
Olhos castanhos
Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...
Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.
Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos
Meu bem
eu tava indo embora
Agora estou olhando a lua com voce do meu lado
Me sinto realizada de ter voce comigo
As vezes nao me dou tao bem assim com as palavras
É por que realmente
Nao da pra explicar a sensação de te olhar
Pois vejo outras constelações
É como se saisse por alguns minutos ou segundos
Do meu próprio corpo
E fosse teletransportada para outra dimensão
Ao te beijar
Desejo nunca mais sair do momento
E quando me abraca
Me sinto tão única
Que sinto a necessidade de de novo te falar o quao apaixonada sou por voce
Pelo seu jeito iluminado
Pela sua fe
Sua fe move montanhas
Moveu a minha
Voce e LUZ
amo quando deixa eu te cuidar
E te acarinhar
Me sinto rica.
Te quero todos os dias
Te quero em paz
Me quero em paz
Quero a gente em paz
Voce apagou na massagem
Amo essa sensação.
Que estou fazendo parte do seu descanso
E contribuindo para que ele aconteça
Meu bem
Te amo tanto
E te quero tanto
Estou com voce para o que der e vier.
Sou sua fortaleza
Sua âncora
Sua gata
Sua paixão eterna
Sua
Só sua
E de mais ninguém.
2026
"Ontem eu te vi"
Ontem eu te vi.
No mesmo lugar que orou pra sair.
Eu vi quando você pediu uma saída,
quando prometeu que nunca mais voltaria.
O que prometeu não conseguiu cumprir,
escolheu cair invés de me ouvir.
E mesmo sabendo onde aquilo ia te levar,
você voltou.
Ontem eu te vi
acordar pensando:
“o que foi que eu fiz?”
Eu vi o peso que você carregou em silêncio,
a vontade de voltar no tempo
e fazer diferente.
Mas me diz...
O teu coração se vende por tão pouco?
Valeu a pena?
Você sabe que não.
Eu te falo para fugir
e você não me escutou.
Eu não estava tentando tirar de você
aquilo que te fazia feliz.
Eu estava tentando te livrar
daquilo que um dia faria você chorar.
Mas você chamou de liberdade
aquilo que estava te prendendo.
Chamou de escolha
aquilo que já tinha virado hábito.
E então, no último dia,
o pecado que decidiu domar
e tratar como um bichinho de estimação
traz a conta.
Porque tudo aquilo que você alimenta
um dia cresce.
E aquilo que você achou
que conseguiria controlar,
agora controla você.
Valeu a pena?
Me diz.
Quantas vezes você disse
“é a última vez”?
Quantas vezes prometeu
que amanhã seria diferente?
Quantas vezes caiu,
levantou,
chorou,
pediu perdão...
e voltou para o mesmo lugar?
Eu estava lá.
Quando ninguém viu.
Quando você fechou a porta.
Quando fingiu que estava tudo bem.
Quando sorriu para todo mundo
e por dentro estava cansado de lutar.
Eu vi.
Eu quero te ajudar,
mas você não se ajuda.
Não porque eu não possa te levantar.
Mas porque você continua escolhendo
aquilo que te derruba.
Eu estendo a mão.
E você continua olhando para trás.
Você pede que eu mude a sua vida,
mas ainda segura aquilo
que está destruindo ela.
Você pede uma nova história,
mas insiste em voltar para o mesmo capítulo.
Então me escuta.
Eu não desisti de você.
Se eu tivesse desistido,
você não estaria lendo isso agora.
Você ainda pode voltar.
Ainda pode largar.
Ainda pode dizer não.
Ainda pode escolher diferente.
Mas não espere perder tudo
para perceber o valor daquilo
que eu estava tentando preservar.
Porque talvez o seu maior erro
não tenha sido cair.
Talvez tenha sido acreditar
que precisava continuar no chão.
Eu te vi cair.
Eu te vi chorar.
Eu te vi se arrepender.
E eu também vi
todas as vezes que você tentou esconder de mim
aquilo que eu já conhecia.
Eu não quero a sua perfeição.
Eu quero o seu coração.
Então volta.
Antes que aquilo que hoje parece pequeno
se torne aquilo que amanhã
você vai implorar para esquecer.
E quando você olhar para trás
e perguntar:
“por que eu não ouvi?”
Lembre-se...
Eu estava falando com você o tempo todo.
Gênese Moral
As escolhas e mudanças almejadas
devem ser todas engendradas
ante o eu primordial
e no silêncio total
de nossa vasta escuridão.
Eu tenho um sonho: o de que por meio da leitura, todo homem indouto alcance certa medida de bom senso e de humanidade...
ENQUANTO ELA DORME
é noite, e perto de mim dorme a minha amada
eu, à distância de mil pensamentos,
tento ouvir seu ressonar de paz.
será que ela sonha?
será que quando acordar
se lembrará que vivo estou?
a minha amada tem os olhos azuis
da cor da esperança
suas mãos são finas,
macias como lã de algodão.
ela tem um corpo esculpido
de quase perfeição.
minha amada,
quando sorri ilumina a noite
a noite de treva e solidão.
mas, a minha amada dorme,
minha amada não sabe
que morro aqui, ao seu lado,
acordado, tentando dormir também
para lhe encontrar.
oh, se ela pudesse me ouvir,
oh, se ela pudesse vir aqui
por um instante.
minha amada não respira
o mesmo ar que eu.
de onde estou não posso chegar até ela,
a não ser em pensamento.
nossa cama parece um imenso oceano,
e eu só tenho as mãos para lhe abraçar.
tudo que eu queria nessa vida
era que ela pudesse ouvir meus pensamentos
para que ela soubesse o quanto a desejo,
oh, quem dera,
que ela um dia desses
me acordasse com um beijo.
mas a minha amada dorme,
enquanto eu escrevo poesias,
em delírios que me consomem,
mesmo distante
em noites de insônia
como uma sombra
eu ainda a vejo..
Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.
A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.
Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.
Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.
Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.
Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.
Eu sei que você tem perguntado por mim. Fico sabendo das suas dúvidas por aí, quando você questiona se eu realmente existo ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nessa busca.Talvez eu esteja agora mesmo na mesma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando o nosso encontro. Enquanto você se pergunta quem eu sou e o que faço da vida, eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou vivendo, errando e me preparando para o momento em que os nossos caminhos finalmente se cruzarem.Não pense que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente passe por outras experiências primeiro, só para darmos o devido valor quando o nosso encontro real acontecer.O que posso te prometer hoje:Eu existo: mesmo que agora eu seja apenas uma ideia na sua mente.Eu vou chegar: não no seu tempo, nem no meu, mas no momento exato em que estivermos prontos para voar juntos.Eu também espero por você: com a mesma leveza e com o mesmo frio na barriga.
eu tenho medo. muito medo.
medo de tudo, medo de respirar, medo de sair de casa, medo de ficar sozinha, medo de estar com muita gente, medo de ser amada, medo de ser odiada.
mas o meu maior medo eh que ele me deixe, que ele me olhe da mesma forma que eu me olho e perceba que não vale a pena. que não vale o esforço.
eu sou quebrada, sou traumatizada, sou louca, paranoica, imatura, descontrolada, desequilibrada e mesmo assim ele segue comigo, mas ate quando? ate a que ponto esse amor vai?
um dia, ele vai acordar, vai olhar pra mim e pensar "o que eu to fazendo aqui?" porque eh a mesma pergunta que eu me faço todos os dias.
"talvez eu precise de uma terapia especial... pra me destraumatizar e tirar esse rolo de fios, do peito e da garganta... que antes não me deixava respirar e agora não me deixa falar, nem cantar..."
Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.
E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.
A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.
Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.
Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.
Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.
Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.
Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.
Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.
Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.
Cristo vai voltar e perguntar
Quantas almas você evangelizou?
Cadê os dons que eu te emprestei?
Quantas caridades você praticou?
A pessoa Dirá: Toma o dinheiro que eu ganhei
e as almas que eu enganei!
"Ninguém é como Deus, nem Cristo ousou se comparar ao Pai, quando Ele disse, Eu e o Pai somos um, Ele não disse Eu Sou o Pai, mas sim, quem vê a Mim, vê aquele que me enviou"
- Quem lê entenda.
