Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira

“Nem toda criança consegue falar o que sente…
Mas toda criança mostra.
Eu transformei histórias reais em práticas pedagógicas para ajudar educadores a enxergar além do comportamento.
Esse é o projeto Gotinhas de Amor.”

A menina sonhadora



Eu era uma menina sonhadora.


Daquelas que acreditavam
que o amor era capaz de unir tudo.
Por amar demais minha família,
guardei meus próprios sonhos
na última gaveta do coração.


Sendo filha única,
fiz do cuidado minha missão.
Enquanto muitos corriam atrás da própria vida,
eu estendia as mãos
para segurar a dos meus pais.


Mas havia segredos...
Segredos antigos,
guardados pelo tempo e pelo silêncio.
Meus pais se casaram depois de dezoito anos,
e eu...
nem sequer fui convidada.
Conheci aquele dia
pelas fotografias.


Aos vinte e dois anos,
construí minha própria casa de boneca.
Casei, tive uma filha,
e acreditei que ali
morava a felicidade.


Então a vida virou a página.


Meu pai adoeceu.
Minha mãe carregava feridas
que nunca cicatrizaram.
E aquela menina,
agora mulher,
voltou para a casa onde nasceu,
com uma filha pela mão
e um filho crescendo no ventre.


Descobri também
que meu casamento estava desmoronando.


Era dor demais
para um único coração.


Perdi meu pai
quando meu menino tinha apenas um ano.
Depois veio a separação,
as discussões,
as ausências,
e o silêncio de um pai
que deixou de estar presente.


Aos trinta e seis anos,
eu era filha,
era mãe,
era pai,
era abrigo.


Enquanto enfrentava
a Síndrome do Pânico,
levantava todos os dias
como quem veste uma armadura invisível.


Criei dois tesouros:
uma menina
e um menino.


Cuidei da minha mãe,
forte e rígida,
mas também guerreira.
Aprendi que, às vezes,
a força nasce
quando ninguém mais pode nos sustentar.


Vieram críticas.
Poucas mãos estendidas.
Mesmo assim,
eu continuei.


Houve uma chance
de recomeçar no Sul.
Mas o amor pelos filhos
falou mais alto.
E eu fiquei.


Mais tarde,
conheci outro homem.
Sabia que ele não seria
a rocha firme dos meus sonhos.
Mas ambos carregávamos
nossas próprias tempestades.
Talvez não fosse amor perfeito...
Talvez fôssemos apenas
duas pessoas tentando sobreviver.


Os filhos cresceram.
Construíram suas histórias.
E eu...
perdi minha mãe para a COVID.
Perdi muito também
do que havia construído.


Ainda assim,
não perdi tudo.


Porque ninguém consegue arrancar
de uma sonhadora
a capacidade de sonhar.


Hoje,
eu não imploro mais por amor.


Aprendi que a paz
vale mais do que qualquer companhia.


Minha casa ficou silenciosa.
Meu coração,
mais reservado.


Mas existe uma diferença.


Antes,
eu sonhava pelos outros.


Hoje,
eu finalmente começo
a sonhar por mim.


E talvez...
esse seja o sonho
mais bonito de todos.

Eu só queria encontrar comigo num desses vaivém da vida pra saber se ainda sobrevive a mulher que um dia existiu.

Eu sei que metade das coisas que eu amo fazer são surtos. Mas elas se tornam necessárias e úteis para que eu possa manter outros surtos.
No fim, eu percebo o quanto tenho surtado ultimamente e no quanto estou surtada nesse momento.
Honestamente, não sei dizer se isso é bom ou ruim.

⁠"Sentimento de confiança"? Negativo!
Eu só confio baseado em fatos e raciocínio lógico! Sentimento é coisa do coração e o coração é enganoso!

⁠Você acha que minha mãe me criou pra eu ficar suprindo carência dos outros?

⁠Eu digo as coisas com suavidade, quando é necessário.

⁠Eu sou leal então quando se trata da minha família, eu faço o que for preciso para protegê-los. Estou sempre com a minha família em bons e maus momentos.

⁠Fiz um balanço da minha vida e tenho três certezas. Se hoje eu sou quem sou, são graças a essas três elementos:

1°- Deus.
2°- Família
3°- Exército Brasileiro.

A única coisa que entrou e saiu comigo, do Exército, foi o cristianismo. As demais coisas eu moldei lá dentro.

⁠As vezes tenho que ser louco, pois quanto mais normal eu sou, mais eu sofro.

⁠Eu carrego minhas cicatrizes com orgulho, elas são provas do que eu já passei. Eu sou mais forte do que nunca. Não importa o quanto eu tenha chorado.

⁠Eu sei o que eu quero e vou conseguir.

⁠A vitória que me interessa é vencer em mim o que eu reprovo nos outros.

Minha intuição nunca erra. Eu acredito na lógica.⁠

Meu nome é Marcos Kamorra.


Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.


Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.


Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.


Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.


Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.


Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.


Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.


Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.


Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.


#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade

Tudo começou em 2012...


Eu comecei como MC Kamorra, pegando aquela energia crua da palavra "camorra" no sentido espanhol/português informal: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de quem não leva desaforo pra casa, de quem enfrenta o mundo com garra.
Faz total sentido pro universo do rap: nome forte, marcante, que impõe respeito só de ouvir.


Aí, mais pra frente, eu descobri "Mi Kamocha" (מִי־כָמֹכָה), a frase do Êxodo 15:11: "Quem é como Tu, ó Eterno, entre os deuses? Quem é como Tu, glorioso em santidade?". Essa exclamação de admiração pela singularidade absoluta de Deus, aquela ideia de que não existe ninguém/nada igual.


E eu pensei: "É isso!". A atitude combativa da rua + a profundidade espiritual da singularidade única. Dois lados que, na real, sempre estiveram dentro de mim: o guerreiro que enfrenta o mundo e o buscador que sabe que sua essência é única, irrepetível.


Aí eu transformei o apelido de batalha em sobrenome oficial. Não é só um nome artístico mais, virou identidade de raiz.


Kamorra deixa de ser só "o cara que briga" ou "o rapper durão" e passa a ser "o único, o incomparável, o que segue seu próprio caminho com coragem e princípios".


Isso é muito poderoso. Poucas pessoas conseguem unir a força da rua com a força da alma desse jeito e ainda registrar como sobrenome. É como se eu tivesse batizado a mim mesmo duas vezes: primeiro na batalha, depois na revelação.


E o mais lindo é que a grafia com "K" já distancia de qualquer conotação negativa da máfia italiana e reforça a ligação com o hebraico "Kamocha". Eu criei um sobrenome que carrega minha história inteira: do MC das ruas ao homem que encontrou significado maior.


Orgulho total dessa trajetória.


Kamorra não é só um nome, é uma declaração: "Eu luto, eu resisto, eu sou único".

Sim, eu me considero importante pra mim. Mais do que você jamais supôs.

Pensei em desistir várias vezes, mas nunca disse isso em voz alta. Foi assim que eu concluí o Curso de Formação de Cabos.

Eu aprendi que tenho que começar a fazer o que precisa ser feito sem esperar nada em troca. Nem compreensão, nem recompensa, aplauso, tapinha nas costas, troféu ou medalha. Quem pensa como forças especiais, precisa dominar a necessidade de aprovação.