Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Você está ouvindo
o quê eu ouvi?
Você ouviu e viu
o quê ouvi e não vi?
É o Comendador
da casa das 365
janelas andando por aí.
Não toque na reputação
alheia de jeito nenhum,
e não mexa naquilo que não é seu.
Ovelha da Poesia
Com Rita eu sorria,
sem a nossa Rita
não há mais alegria;
Santa Rita rogai por
esta ovelha da poesia.
In Memoriam a genial Rita Lee.
Eu não sou você,
você não sou eu
e a visão diferente
de mundo não é
motivo para espanto.
Os meus olhos não
são os seus e nem
os seus são os meus:
ambos são óbvios.
Também vejo tudo
e o mundo inteiro
através dos sonhos
que cresceram comigo.
Do teu olhar doce
como Cocada
não me esqueço,
Eu sei que colado
comigo te mereço,
Se chegar mais
perto tem cubro
com milhões de beijos.
O seu acúmulo de conhecimento
não te faz melhor do que eu,
A tua falta de conhecimento
não te faz pior de quem quer seja,
Se você é uma boa pessoa
e tem vontade de aprender,
você é melhor do que muita gente.
Não preciso me antecipar,
você sabe que eu quero
deitar ao seu lado sobre
a grama no final da tarde
neste Médio Vale do Itajaí
coroado com as flores
do tempo desabrochadas
de cor-de-rosa-claro
aqui na nossa Rodeio.
Perceber as sutilezas
das Begônias Maculatas
no auge do sarau visual
para receber as estrelas,
te cobrir com poemas,
dar morango do amor
na sua boca e beijar
cada um dos teus beijos.
Mais explícita impossível,
deixo nas mãos do tempo
que é senhor da minha confiança
e aliado incomparável e perfeito,
porque com amor tudo tem jeito.
O Matracão pousou na janela,
eu posei em pleno poema
para quem de mim não
se esqueça e para o nosso
amor na vida você se renda.
O ódio custou muito caro ao Brasil. Quem não se lembra do bordão "eu odeio o Brasil" que foi repetido infinitamente?
Não façam o quê eu faço,
só façam o quê eu mando
A minha vontade
é a Constituição,
E abafem quem
fez a minha indicação.
Não que eu seja
da prepotência
mais uma filha,
Cada linha escrita
na existência
não necessita
de terceiros
para serem arautos,
(Tem gente que
olvida que o seguro
morreu de velho).
Não que eu seja
orgulhosa,
Cada linha escrita
apenas necessita
das pausas estranhas
da minha cidade,
Porque a minha
poética tem vida própria,
(Ela mesmo só
precisa dos olhos
e dos teus sonhos).
Não que eu seja
ostracista,
Cada linha escrita
nasceu do convívio
como noiva eterna
do Pablo Neruda,
e que hoje conta
com os beijos da Lua,
(Que não se permite
fazer parte nunca
de antologia nenhuma).
Eu sou uma pessoa tranquila, não tente me constranger que dou respostas proporcionais, ninguém intimida a minha opinião. Quer conversar comigo? É só ter educação e não colocar fel nas palavras.
Vida interior eu tenho bastante para viver até no deserto. Quem escreve poesia não padece de solidão e nem de falta de distração.
Quando as minhas letras
não forem capazes
de alcançar onde estás,
buscando eu estarei
a força de quem das trevas
conseguiu se salvar,
Com o punhal do destino
na boca resolvi dançar.
Trago impressa a herança
dos poetas que passaram
por noites tão escuras,
e fizeram o melhor
de si com punhadinhos
de estrelas, noites de luar
e ainda conseguiram amar.
O meu peito encarregado
será de te embalar
com a chama de amor,
e no mel do silêncio
embebidos serão o afeto
e o tão divino apego,
depois de saber que existo
você não é mais o mesmo.
Mercúrio estará no ponto
mais alto do céu,
visível acima do pôr do sol
inspirando além mar
utopias e canções
encantando as estações.
Nada do que nos pertence
passará nem por aquilo
que transita freneticamente
pelos mapas astrológicos,
arrancando todos os véus iremos,
porque viver de braços cruzados
ambos nunca fomos criados.
Olhe na direção Oeste,
porque adentro ardente
o melhor de ti sou eu,
me amarás eternamente
porque sob medida
inteiro para mim você nasceu.
Eu não tenho vergonha de ser brasileira, eu tenho vergonha do que uns brasileiros fizeram com o Brasil. Infelizmente por de alguns ficaremos conhecidos como o povo que desperdiçou o melhor país do mundo.
Não é um filme
em branco e preto,
mas esse filme
eu já conheço.
Não dá para
prever o melhor
colocando mãos
armadas onde
o sentimento
de país nunca
foi cultivado,
é um sinal
de tormento
anunciado.
Na mente lentes
em 3D nas cores
rosa e azul,
não sei se perdi
o meu Norte,
ou se fico
no meu Sul.
Não me contento
com pouco,
meio que tarde
demais querem
distrair o povo
tocando a arte
de fingir que nada
está acontecendo.
Gostaria de ter um
mistério para ofertar,
mas eu não consigo
nem inventar dada
a gravidade daquilo
que estamos vivendo.
A ligação que tenho
com tantos fatos que
geram os meus versos
é que sou do povo
e sinto como se fosse
minha a dor de tantos
além fronteiras que
têm sido oprimidos.
Estou aqui para provar
que toda a poética
é que salva de um
Estado de Ditadura,
e nos salvará de
toda essa loucura,
é só preciso acreditar.
Eu penso em você
todos os dias
doidamente:
o meu peito
insistemente por ti
não para de bater,
me vejo nesses
lábios desfrutando
saborosamente.
