Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Eu não corro atrás — não há necessidade de tal atitude.
Antes, me doei por inteiro, fiz o melhor de mim.
Minha dedicação foi tamanha que transbordou na tua vida.
Hoje, o que te resta é a saudade do capricho que um dia te acalentou.
Mas acabou.
Passou o tempo do amor que te ofereci.
Agora é adeus.
Minha declaração será forte, franca, humilde.
Não escondo, não disfarço, eu te amo.
Queria transformar essas palavras em melodia singela,
e nela cantar tudo que por ti.
Eu não vou me dá o luxo de uma companhia confrontar a minha vida vivida em anos de paz amor e harmonia.
Antes de falar eu queria estar no seu lugar reflita por favor, a dor do outro não será a tua dor, pensamentos angústias aflições decepções não são os teus, as tuas intenções são honrosas parabéns, por mais que você seja uma pessoa boa não será você.
Hoje eu não sonhei o Hoje mas desejei o ontem, ontem estava um dia bonito feliz de magia alegria felicidade.
Angústia depravada criatura desbravadora, eu não pedir a tua presença devastadora em minha vida vivida, vá viver o teu fracasso em outro templo não precisa voltar não desejo você.
Passa por mim, esconde o olhar pra que eu não o vejo a tua beleza encantadora devastadora em minha vida vivida, você não vai esconder nem fugir do mel olhar que viaja a tua procura, a tua beleza não está escrita juntos vomos escrever a nossa história.
Forge de mim pra eu não te encontrar, esconde o teu olhar na lágrima do choro, será você vai esconder do amor que eu te dou, de carinhos envolventes dos caprichos que são teus, você pode escolher mudar é tua escolha, no entanto quando a saudade lembrança assolar estarei a te esperar.
Posso caminhar na tua estrada próximo de você, eu não vou te atrasar não precisa esperar por mim, quero estar próximo de você conversar ri olhar no teu olhar vê o brilho que reluz em teu olhar.
Eu não te ouvi em cânticos, nem li em livros, não te encontrei na estrada. Por onde andei não te avistei, parei, olhei no horizonte, e vi você estar em mim.
Que eu continuo aprendendo salvando-me do meu mal que me corrói todos os dias, não quero livrar do mal que habita em mim, que eu reconheça a necessidade de estar vivendo o meu mal não fazer o mal.
Eu não espero nada de você, mulher:
nem promessa ao vento,
nem carinho momentâneo,
nem gesto que me faça acreditar de novo.
O que era chama virou cinza,
o que era sonho virou brisa
e se perdeu no teu jeito de nunca ficar.
Já cansei de te entender,
de te buscar, de te querer,
e você, sempre tão distante,
mesmo quando diz que é amor.
Eu não espero nada de você, mulher:
meu coração já aprendeu
que amor que cobra e não devolve
é só um espelho quebrado no chão.
Hoje sigo sem olhar para trás:
a dor virou coragem,
o medo virou passagem
para quem sabe amar de verdade.
Eu não espero nada de você, mulher,
mas espero tudo de mim:
força para recomeçar,
alma para florescer
e paz para te deixar ir.
Eu não espera nada de você mulher.
- Você sabe o que é mimetismo?
- Eu não seria um idiota se não soubesse ou... talvez seria se soubesse!
'EU FELICIDADE?'
Calor intenso,
puxada [...], telha baixa.
Criatura não conhece:
- Que sujidade!
Assembleia diária,
papos em dia:
cornagem, piadas, cachaças, religião, pescarias.
A roda é veemente,
ela sempre acontece, à tardinha,
quando se começa a ver a poeira da rua,
[feia e esquecida] abarrotando o cabelo.
Parcialmente esquecido,
o bairro todos admiram.
Ar de tranquilidade,
costume de 'sítio', todos se abraçam:
Vagabundos, padres, alcoólatras, senhoras, prostitutas!.
A vida congela,
o olhar fala[...], o mundo fala:
- Estou tracejado em dissabores!
Experiências peculiares,
vida empurrada no ombro.
Como anda a vida,
como a vida anda?
- Bem, graças a Deus, se melhorar estraga!
Fala-se de felicidade,
muitos acenam, apreciam a vida como ela é:
Orações,
fé.
Vida difícil!
Pitada de euforia.
Arco-íris nas nuvens,
temporais, chuvas.
A releitura é diária,
abraçar o primordial é primordial.
Facetas?
Nada tira o ar [felicidade],
mesmo que aparente.
Importante é levar a vida,
[atemporal].
Diagnosticada, risadas.
Aperto de mãos,
devorar o improvável.
E a vida,
ficando mais vida, a cada rodada.
Eu seria um imbecil se afirmasse ser infeliz. A felicidade não está no início, tampouco no fim. Ela está no percurso e cresce na medida exata se assim você o permitir. A minha tem vários nomes...
'EU'
Ando descalço no mundo genuíno.
Não porque o abracei,
As terras temporárias são forasteiras.
No meu amplexo já cansado,
Diluo a espera.
No branco sem destino,
Na latência de sentimentos,
A fluorescência ofusca-me,
Assombra-me.
Sou migalhas de um pobre na dor que não cura...
Invento psicanálises nos dias perturbadores.
Adentro o espírito infértil vaga fortuito,
Probabilidades casuais,
Sedento de anseios como as infinitas variáveis no espaço,
Sem cabanas.
Sou inesperado,
Duvidoso,
Eventual tal qual os olhares distantes que se abraçam demorado...
As sátiras deixaram-me,
Corro feito louco,
Sem domicilio.
Abraço o improvável como se abraça os mares.
Os tantos mares que moram em mim,
Chegando tempestuosos,
De súbitos,
Embaçando a ficção aflorada.
Na incerteza,
Crio outros mundos,
Terras ditantes,
Aconchegantes para aliviar as dores.
As dores que outrora,
Tornaram-me identidade,
Sem essência,
Ou analogias...
