Fazendo a coisa Certa
A Liberdade do Seu Mar
A sua alma é profunda e a sua superfície é bela, desfruta de uma certa espontaneidade; a sua liberdade é muito notória, faz parte de todo o seu ser; busca proteger a sua valiosa integridade, cuja essencialidade é bastante intensa — certamente, atributos peculiares de uma natureza grandiosa, singular, que a cada raiar do sol se renova.
A maneira com a qual a sua personalidade vai se expressar muitas vezes é imprevisível, chamativa, aprazível; tem seus admiradores e nem sempre agrada, mas não se importa, depende do momento, do clima, do tempo, pode estar tranquila ou agitada, solitária ou receptiva — uma expressão verdadeira que, de qualquer forma, se destaca.
Sendo assim, liberta, cheia de intensidade e imponência, ela se conecta facilmente com o mar e a sua farta expressividade, que vai muito além da linda aparência das suas ondas — o vaivém de águas e belas curvas —, levando em conta também a profundidade da sua transparência; não que tudo dela esteja revelado, pois isso é apenas uma limitada interpretação poética.
Certa vez, vi um homem morto. Ele não parecia estar morto, fazia todas as coisas que um vivo faz. Trabalhava, ria, brincava, estudava...
Mas ele só estava vivo por fora, e isso era agonizante de se observar.
A maior falha na vida é que é sempre imperfeita e que uma certa parte dela é adiada. Aquele que diariamente coloca os toques finais de sua vida nunca está com falta de tempo.
Nota: Trecho da carta 101 (CI), Sobre a futilidade do planejamento prévio.
...MaisHá quem floresça, florei e cresça na estação certa… e há quem apenas apareça, como os cogumelos na umidade do outono, cogumelos brotam de repente… árvores levam tempo — e permanecem, porque nemtodo crescimento rápido é força… alguns são só pressa da estação.
Nessa vida há processos para chegar e permanecer ... Boas oportunidades surgem em tempos oportunos.
Eu tenho um sonho: o de que por meio da leitura, todo homem indouto alcance certa medida de bom senso e de humanidade...
O Conhecimento e o Risco de Partilhar
Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.
O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.
O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.
A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.
A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.
Tem orações que não foram esquecidas.
Foram guardadas…
pra florescer na hora certa.
Porque Deus não dá pela metade.
Ele dá no tempo exato,
com propósito completo
e paz no coração.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Há certa sonolência na sociedade: pessoas vagam numa espécie de sonambulismo desperto; em sono profundo, embora de olhos abertos. É o teatro da vida, com o livre-arbítrio ensaiado. Cada personagem com sua máscara.
“A pessoa certa não é ilusão”
Quando alguém diz “a pessoa certa não existe”, geralmente está partindo da ideia de que ninguém é perfeito, que sempre haverá defeitos e diferenças. E nisso há verdade. Mas dizer que não existe “a pessoa certa” é o mesmo que negar que exista encaixe, sintonia e propósito entre duas pessoas.
A pessoa certa não é aquela sem falhas, mas aquela cujos defeitos não anulam o amor, cuja presença multiplica a paz, cuja vida soma à sua e não subtrai.
Ela é “certa” porque desperta em você o que há de melhor, porque transforma o ordinário em extraordinário, e porque faz do caminhar juntos um lugar seguro mesmo diante das tempestades.
Se não existisse a pessoa certa, não existiriam histórias de casais que superaram décadas juntos, não haveria quem dissesse “eu não trocaria essa pessoa por nenhuma outra”.
Isso não é ilusão: é experiência real de quem encontrou alguém que fez sentido para a vida.
Começamos a perceber o poder da ação certa quando ela se alinha ao movimento natural da vida e às leis do universo. Agir em sintonia com esse fluxo nos permite viver de forma plena e consciente.
Se é para parar de escrever? Talvez um dia, mas enquanto houver uma certa magia em mim eu nunca pararei. E só para lembrar sábias palavras de uma grande escritora, a J.K Rowling: Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia.
As Cicatrizes da Boa Intenção
Certa vez, conheci uma pessoa muito boa, uma verdadeira amiga. Ela gostava de plantas e possuía uma coleção com diversas espécies. Quando as folhas acumulavam poeira, ela passava um pano limpo e macio por toda a sua extensão.
As folhas ficavam renovadas e brilhantes. No entanto, ela utilizava uma força quase imperceptível, que não sentia e nem imaginava ser prejudicial. Apesar de seu gesto nobre e bem-intencionado, com o passar do tempo surgiam finas marcas na superfície das folhas, como pequenas cicatrizes. Aos poucos, elas adquiriam um aspecto envelhecido, frágil, seco e sem vida.
A intenção era boa, mas a falta de informação fez toda a diferença. Sem perceber, ela não avaliou que sua forma de agir poderia causar danos. Acabou machucando as folhas sem imaginar que um ato bondoso, porém sem conhecimento, planejamento ou reflexão sobre os possíveis efeitos, poderia expor sua fragilidade e prejudicá-las.
Por isso, até mesmo os atos de bondade exigem consciência, prudência e sabedoria. Nem sempre querer fazer o bem é suficiente; também é preciso compreender como fazê-lo.
As pessoas que de certa forma te fizeram mal devem ser armazenadas em uma parte da memória dedicada ao aprendizado, onde se retêm as lições e se descarta o que não é relevante. Livre-se dos ressentimentos que só fazem mal a você!
Certa vez parei pra observar um padrão de ação que o ser humano sempre repete: o da ingratidão. Nesse instante refleti sobre essa atitude e observei que não importa a boa dádiva que se oferte a alguém no ontem, se não a ofertar hoje a pessoa se torna o pior ser "desse mundo". Errar e dizer não é o método de autodestruição das boas dádivas que ofertamos aos outros.
Reflexões:🦉 Um gênio
Tive um amigo muito inteligente.
Chamei ele de "gênio" certa vez, em meio a uma conversa nossa.
De pronto, ele retrucou:
"Não. Isso da muito trabalho!
E implica em muita responsabilidade, não quero isso.
A todo momento vem alguém com um problema difícil para você resolver...
Caso eu fosse um gênio mesmo, tentaria esconder isso das pessoas."
Então, eu falei para ele:
"Mas, a tua resposta foi genial... acho que você se entregou.
Você é gênio mesmo".
Ele apenas sorriu e mudou de assunto.
Clovis G.A. Macedo
A verdadeira felicidade chega com a maturidade.
A partir de certa idade chega a maturidade e, começamos a entender que não é mais a euforia da felicidade que se busca, mas a paz.
E talvez essa seja, na verdade, a forma mais profunda e duradoura de ser feliz.
Já não se quer mais amores intensos que machucam, amizades que cobram demais, nem conquistas que custam a alma.
A prioridade muda.
Queremos silêncio que acolhe, presença que acalma, rotinas que confortam.
A paz vira o bem mais precioso, e tudo o que ameaça isso simplesmente deixa de valer a pena.
Não é desistência da felicidade, é maturidade.
É perceber que o brilho do momento não compensa o peso que deixa depois.
Quando a paz chega, ela cura, organiza e dá sentido.
E é aí que você entende que a verdadeira felicidade não está no que brilha lá fora, mas no que permanece tranquilo aqui dentro.
