Faz de Conta Qu eu Acredito
"Como e por que me tornei professora?"
COMO ?
Estava nos primeiros passos ...
brincadeiras com sucatas!
com suas cores e formas ...
desconsertavam e voltavam ao compasso!
objetos que construía,
que só pra mim sentido faria.
Com outra percepção se deu
quando as letras eram desenhos
que surpresa:
os coloridos representavam sons.
Nas mãos da mamãe as figuras brincavam:
cortava, colava e dava outros tons.
Chamou-as de sílabas
e brincávamos de rir.
Vi que sozinhas,
as vogais tristonhas
com essas tais consonantes
precisavam interagir.
E sobre o papel sem cor
a mãe me provocaria
e eu coloria, a sorrir.
Certo dia papai chegou
e um grande presente na parede fixou.
De tão verde parecia a mata
Com seus bastões coloridos
que no quadro verde podia tingir.
De tão alto me obrigava
nas pontas dos pés ficar
e de joelhos eu descia
para desde sua base
as minhas letras começar a desenhar.
Crianças chegavam de lá e de cá.
Vizinhos e primos queriam brincar.
Os colocava sentados no chão
e ali começava a brincar de ensinar.
E assim foi...
pela descoberta das letras com a mãe colorindo,
montando e desmontando pra ler
por meio do pai a brincadeira completava
quando as crianças amontoavam
e dali eu dizia que ensinava a escrever.
POR QUÊ ?
Na escola aprendia
conversando com a “tia”
que a todo tempo me chamava
porque parada eu não ficava.
Seu tom de voz, medo não causava
porque tia Heralda, tranquila sempre estava.
Me pedia para ajudar na sala
e no recreio eu podia ter minha fala.
Assim descobria uma nova ação
entre professor-aluno uma relação.
De origem não genética
mas de natureza dialética.
Então pude conhecer
que “todo professor é sempre aluno
e todo aluno, professor, pode ser” 68
Estas palavras do Seu Antonio
que em suas cartas eu pude ler
para me preparar e entender
sobre as inquietações deste universo do saber.
Assim com Gramsci um pouco mais entendi
por que docente eu me vi
e tão logo o coração aquiesci.
Poema publicado no livro "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias."
Os multiletramentos direcionaram à multiplicidade cultural de diferentes públicos e multiplicidade de significações, com reflexos dos seus diferentes signos linguísticos, objetos e interpretações.
Extraído do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
A prática da leitura e da produção textual refletem na cultura e na linguagem, contribuindo à formação humana na perspectiva integral em que os sujeitos aprendem a construir formas de pensar, além de articulações linguísticas capazes de recriarem novas condições sociais.
Extrato do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
O cravo brigou com a rosa, levou tapa e fez careta,
Disse: “Nunca mais te falo!”, saiu com muita treta.
Mas no baile da alegria, veja só que confusão:
Tavam juntos, lado a lado, dançando de mão na mão.
Paráfrase em cordel da canção popular “O cravo brigou com a rosa” publicada em "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Muitas vezes não conversar algum assunto não significa não querer resolver, mas buscar a melhor forma de comunicar no momento mais confortável.
Se a pergunta vem no ar,
a gente para pra escutar.
Do cordel, vamos falar,
e a curiosidade saciar!
Do livro: "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Nenhuma relação duradoura existe sem turbulências; o que a sustenta não é a ausência de crises, mas a decisão diária de permanecer e amar.
Perdoar, permitir e perseverar. Três escolhas que florescem quando o reencontro de almas atravessa longas jornadas, quem sabe até diferentes vidas. Há caminhos que não se explicam pelo tempo, mas pela profundidade do amor que, mesmo depois de tantas travessias, continua encontrando razões para recomeçar.
Perdendo o Juízo:
Para quem aprecia séries e filmes inteligentes, capazes de provocar reflexão mesmo nos momentos de lazer, fica a dica: "Perdiendo el Juicio".
Muito além de um drama jurídico, a obra convida a refletir sobre como, muitas vezes, o julgamento mais difícil não acontece nos tribunais, mas na própria consciência. Entre erros, fragilidades e escolhas, revela que a justiça nem sempre se limita à aplicação da lei: envolve também empatia, responsabilidade e humanidade.
Provavelmente a maior lição da primeira temporada seja justamente a de que compreender o outro exige muito mais do que conhecer os fatos; exige reconhecer a complexidade da condição humana.
Uma série que entretém, mas, sobretudo, nos faz pensar.
Ninguém renasce, no mundo físico, para sofrer,
senão para reeducar-se, para recuperar-se
dos delitos infelizes, para crescer
em direção a Deus.
SEGUNDA-FEIRA COM OZZY – UM RITUAL DE MEMÓRIAS E PRESSÁGIOS
(Por John Rabello de Carvalho)
Ontem era só mais uma segunda-feira comum.
Ou pelo menos, parecia ser…
Mas às 9h da manhã, quando meu irmão Estevão me chamou e me perguntou: e aí cara, você viu a mensagem que te mandei? Respondi que não, então ele me chamou até a sua casa e me mostrou as carnes para um churrasco, com as cervejas e o vinho, algo estranho começou a tomar forma.
Um espírito antigo acordava no som do primeiro riff...
Ozzy Osbourne começava a cantar…
E o tempo parou.
Não sabíamos porquê, mas estávamos ali:
Celebrando sem motivo. Brindando como profetas do nada.
Rindo, lembrando histórias, ouvindo — de “Mr. Crowley” a “Mama I’m Coming Home”, como se fosse o último disco antes do fim do mundo.
Falávamos dele, do Sabbath, da história, da loucura.
Como se estivéssemos preparando uma despedida...
…sem saber.
E o dia passou inteiro assim.
Ouvindo o Príncipe das Trevas.
Mas quando a madrugada caiu…
Veio o silêncio por dentro.
Três e pouca da manhã.
Ozzy ainda tocando em meu celular,
e meu peito apertando como quem pressente o fim.
Um choro travado. Uma tristeza sem nome.
Como se o tempo estivesse me dizendo:
"Isso que você sente é real.
Você está de luto por algo que ainda não aconteceu."
E então eu vi:
Não era só sobre música.
Era sobre tudo o que vivi até aqui.
Era sobre mim mesmo, meu passado, minha juventude, meus medos,
os fantasmas que gritam nos solos de guitarra.
Era sobre a fragilidade do eterno.
Hoje acordei e ainda ouço Ozzy.
Mas não é mais ele cantando para mim.
Sou eu cantando por ele.
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E então veio a notícia. A dor tomou forma.
Infelizmente, nesta terça-feira, 22 de julho de 2025,
meu coração vestiu o luto eterno,
porque John Michael Osbourne, o eterno Príncipe — Ozzy — partiu deste mundo.
E eu não sei como lhe dizer adeus…
Mas creio, sim — creio que suas músicas viverão até o fim do mundo.
Agora, apenas virão os dias, os meses, os anos,
até que chegue a nossa vez…
E quando chegar,
espero ouvir, na travessia do além,
um último acorde ecoando em trevas e abrindo a porta para a luz:
"I’M GOING OFF THE RAILS ON A CRAZY TRAIN..."
Descanse, Príncipe. Viva eternamente em cada alma que queima com tua voz despertando bons sentimentos.
"A vida é feita de encontros. Somos fruto daquilo que regamos por meio de nosso cotidiano. Cabe a nós cuidar das nossas experiências que enchem nossa vida de, simplesmente, vida."
Cada ser humano, ainda e sempre em formação contínua, carrega consigo as pessoas que encontra no seu cotidiano. Ao fazer encontros, somos formados pelas pessoas que encontramos e, nunca seremos completos. Sempre seremos seres necessitados do outro.
Aguentaria todas as dores e todo aborrecimento, só não aguentaria acordar um dia sem ter alguém pra me chamar de pai.
Se fosse escolher entre seguir ou me perder,
entre a certeza do sim e a duvida que o não dar,
escolheria me perder por completo
só para me reencontrar diante de teu olhar.
