Faz de Conta Qu eu Acredito

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Não entendo por que algumas pessoas tratam as outras tão mal, será que elas se sentem superiores? Ou será que esse é o único jeito de elas se sentirem alguém?

Se desculpas adiantassem, para que polícia?
(Dao Ming Si)

Quando você conhece uma pessoa, nunca se esquece dela.

Gostaria tanto de... estender o braço e tocar você em sua solidão.

Antes de lutar devemos saber pelo que estamos lutando.

O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, mas principalmente, o que ele tira de mim: a carência, a ilusão de autossuficiência, a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora. O amor tira de mim a armadura, pois não consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele. E é por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia. Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia.

Quando acordei meu travesseiro estava molhado.
Eram lágrimas. Muitas. Minhas...
Acho que passei a noite regando meus sonhos.

Não faça com as outras pessoas aquilo que você não gostaria que lhe fizessem, mas também não permita que façam com você o que você não seria capaz de fazer aos outros!

Quando sentir vontade de chorar, plante uma bananeira, assim as lágrimas não irão cair.
(Hua Ze Lei)

Você está se prendendo a problemas imaginários. Você precisa se concentrar no que é real.
(Jake)

– O que pesa mais: o amor ou a morte?
– A vida pesa mais. A vida.

Procurei ser o que fui, mas não houveram chances, então passei a ser silêncio, pois descobri que nem tudo é digno de minha voz.

O que falta é vontade política para mobilizar recursos a favor dos que têm fome

Amigos são aqueles que estão sempre nas horas em que mais precisamos.
Amigos são companheiros, irmãos, cúmplices, são as melhores pessoas do mundo, são aquelas em que podemos sempre confiar sem medo.

Se um dia me perder me procure em seus sonhos, estarei lá.

Não existe nada mais falso do que desejar boa sorte aos adversários.

Esquecer é uma forma de aprender.

Parece estranho, mas é verdade.
Sempre que me esforço para esquecer alguma coisa, de alguma forma eu me exercito nos horizontes do aprendizado.
Esquecer faz bem.
É uma forma de abrir espaços para as novidades que ainda estão por chegar em nossas vidas.

[...] É bom esquecer o que não foi bom, o que doeu, o que fez sofrer, mas vez ou outra a memória resgata a informação esquecida e a transmuda em aprendizado que vale à pena.
A dor, distante da hora em que doeu, torna-se uma tradução bonita do que chamamos maturidade. [...]
Dois pensamentos não podem ocupar o mesmo lugar na mente. É só uma questão de escolha...

3d
"Se for pra fugir de algo que seja de meus
pensamentos. Infelizmente eles me levam
sempre até você."

Pode um homem enriquecer a natureza com sua incompletude?

Para que minha vida me bastasse, precisava dar seu lugar à literatura. Em minha adolescência e minha primeira juventude, minha vocação fora sincera mas vazia; limitava-me a declarar: "Quero ser uma escritora". Tratava-se agora de encontrar o que desejava escrever e ver em que medida o poderia fazer: tratava-se de escrever. Isso me tomou tempo. Eu jurara a mim mesma, outrora, terminar com vinte e dois anos a grande obra em que diria tudo; e tinha já trinta anos quando iniciei o meu primeiro romance publicado, A convidada. Na minha família e entre minhas amigas de infância, murmurava-se que eu não daria nada. Meu pai agastava-se: "Se tem alguma coisa dentro de si, que o ponha para fora". Eu não me impacientava. Tirar do nada e de si mesma um primeiro livro que, custe o que custar, fique em pé, era empresa, bem o sabia, exigente de numerosíssimas experiências, erros, trabalho e tempo, a não ser em virtude de um conjunto excepcional de circunstâncias favoráveis. Escrever é um ofício, dizia-me, que se aprende escrevendo. Assim mesmo dez anos é muito e durante esse período rabisquei muito papel. Não creio que minha inexperiência baste para explicar um malogro tão perseverante. Não era muito mais esperta quando iniciei A convidada. Cumpre admitir que encontrei então "um assunto" quando antes nada tinha a dizer? Mas há sempre o mundo em derredor; que significa esse nada? Em que circunstâncias, por que, como as coisas se revelam como devendo ser ditas?

A literatura aparece quando alguma coisa na vida se desregra; para escrever - bem o mostrou Blanchot no paradoxo de Aytré - a primeira condição está em que a realidade deixe de ser natural; somente então a gente é capaz de vê-la e de mostrá-la.

Simone de Beauvoir
A força da idade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.