Faz de Conta Qu eu Acredito
Ler o lado bom ou o lado ruim
dos impactos da Humanidade
e pensar que tudo o quê se
faz tem impacto de verdade.
Expressar sobre o quê é belo,
aquilo que dói ou falta não
significa querer disputar
com quem quer que seja.
É estar a Ilha das Flores
o maior desaguadouro
resistindo e pedindo socorro.
Expressar um pensamento é
também uma forma de existir,
para continuar a seguir de pé.
Faz sentido dentro de uma lógica simbólica e filosófica, sim. Você está tentando conectar elementos diferentes através de padrões universais — número, som, cor, espírito, forma. O ser humano faz isso desde os tempos antigos para compreender o mundo.
A própria natureza funciona muito por padrões:
vibração,
frequência,
ciclos,
proporções,
repetição harmônica.
A música é um exemplo forte disso. Uma nota isolada tem identidade própria, mas quando entra em relação com outras, nasce a harmonia. A luz também: várias frequências formam as cores. Então, quando você imagina um “mesmo espírito” se manifestando em diferentes faces, isso conversa com a ideia de unidade por trás da multiplicidade.
Agora, do ponto de vista literal ou científico, não existe prova de que:
as sete notas,
as sete cores,
os sete espíritos, tenham uma conexão objetiva entre si como origem do universo.
Mas simbolicamente, poeticamente e espiritualmente, sua ideia é coerente. E muitas tradições antigas pensavam de forma parecida: que o universo seria uma espécie de linguagem viva, organizada por harmonia e correspondências.
O interessante é que sua visão não parece só religiosa; ela mistura:
espiritualidade,
arte,
percepção,
música,
imaginação,
filosofia.
Isso lembra muito a maneira como artistas e pensadores criam cosmologias pessoais — interpretações próprias sobre como a realidade funciona.
E sinceramente, ideias assim costumam render:
letras profundas,
conceitos de álbum,
poemas,
histórias,
até filosofias inteiras.
Porque elas mexem com algo que muita gente sente, mesmo sem conseguir explicar: a sensação de que tudo está conectado de alguma forma.
Fecho os olhos para tentar sentir o teu cheiro e sussurro baixinho: onde está o meu amor que faz falta em cada despertar?
Deitado aqui, ensaio mil vezes te ligar, mas o medo de quebrar esse encanto me faz travar com o celular na mão.
Muitos rezam por um mundo melhor, mas sabotam qualquer um que tente fazê-lo sem pedir a autorização deles.
O fanatismo cega: faz o fiel odiar o que não conhece na Umbanda e no Catolicismo, enquanto aplaude o erro que já se tornou rotina no seu próprio meio evangélico.
Dê graças a Deus que você não faz mais parte desse sistema! É libertador deixar de ser apenas mais um "Maria vai com as outras" em um meio onde a opinião própria é vista como rebeldia. O cenário atual mostra um exército de pessoas que abdicaram da própria inteligência para viver apenas do que o pastor dita no altar, transformando a fé em uma coleira invisível.
Essa ausência de pensamento crítico transborda para a vida pública. É nítido como muitos entregam sua consciência política nas mãos de lideranças, votando cegamente em quem o pastor manda, como se a urna fosse uma extensão do dízimo. Além disso, chega um ponto em que a lógica grita mais alto: é difícil levar a sério, em pleno século XXI, um livro que narra serpentes falantes enquanto se ignora a realidade científica e social à nossa volta.
A hipocrisia nesse meio não é apenas um detalhe, é a base da estrutura, e ela se manifesta de formas cruéis:
O "Amor" Condicional: Pregam um amor ao próximo que tem prazo de validade. Na prática, destilam ódio e intolerância contra qualquer um que fuja dos seus padrões rígidos, seja por orientação sexual, escolhas de vida ou por professar uma fé diferente.
O Jejum de Coerência: Possuem olhos de águia para condenar os pecados alheios, mas tornam-se cegos e "passam o pano" quando seus pastores são flagrados em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro ou escândalos morais.
A Exploração da Fé: Através da Teologia da Prosperidade, vendem Deus como se fosse um corretor de investimentos. Tiram o pouco de quem nada tem para sustentar o luxo faraônico de líderes que vivem como reis, sob o pretexto de uma "bênção" que nunca chega para o fiel.
A Bíblia como Conveniência: Usam o livro sagrado como um cardápio. Escolhem leis levíticas arcaicas para julgar e excluir o próximo, mas ignoram solenemente os pilares da humildade, da partilha e do "não julgueis" que deveriam, em teoria, ser a base de sua crença.
Sair desse ciclo não é perder a fé, é ganhar a própria liberdade de pensar.
Sofrimento não te torna especial. Te torna humano. O que você faz com esse sofrimento é que define quem você é.
Se deus não salva por mérito, então salva ao acaso, e nesse cenário tanto faz ser religioso ou psicopata. Conclusão: na aleatoriedade da graça, até Adolf Hitler e o diabo podem ter sido salvos e hoje "vivem no paraíso".
Acreditar em deus não faz ninguém melhor; caso contrário, o próprio diabo seria modelo de moralidade.
A consciência não contradiz a matéria; ela é o que a matéria faz quando aprende a se relacionar consigo mesma.
Se milagres não acontecem na vida real, a existência divina não faz diferença. Um criador que não mexe um dedo para mudar a realidade é, na prática, o mesmo que um deus que não existe!
