Faz de Conta Qu eu Acredito

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O que o outro interpreta de mim geralmente faz parte do outro.

Não espere que o bem que você faz aos outros sejam reconhecidos por eles, a ingratidão tem sido bem grande em pessoas bem pequenas!
Só pessoas grandes são gratas!

⁠Fé não é gritar alto,
é confiar baixo…
mesmo quando tudo faz barulho.


Marcilene Dumont

Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.

Não existe dor maior, do que a dor do abandono. Nos faz sentir tão fracassados , tão impotentes e insignificantes.

Nenhum plano maligno é maior que a soberania de Deus; Ele faz até as adversidades cooperarem para o bem dos que O amam.

Às vezes, para mudar, você precisa se afastar do que faz você andar para trás.

Liberte sua vida do que te faz mal e tenha uma semaninha abençoada com Deus.

Confiança não é transmitida no que você diz, é transmitida no que você faz.

Não tenho a obrigação de viver para atender a expectativa de alguém. Vivo de acordo com o que faz sentido para mim.

O que seria de mim sem…
sem a dúvida que me faz pensar,
sem a dor que me ensina a valorizar,
sem a incerteza que me obriga a seguir em frente?

O BOM


Acho estranho quando alguém diz ser bom porque não faz mal a ninguém.

Afinal então ser bom é não fazer maldade?

Eu digo que não fazer o mal é o mínimo que podemos ser e fazer.

Mas ser bom de verdade é ter amor de verdade no coração.

Não aquele egoísmo indecente que muitos chamam de amor.

Chamar de amor o comodismo.

O costume de estar ao lado de alguém

Ou a carência de sentir saudade de alguém

Loucura? Não!

Sensatez.

Porque na verdade muitos dizem amar, gritam aos sete ventos que fariam de tudo pela pessoa amada.

Fazer de tudo o que?

Um ramalhete de flores?

Um presente qualquer comprado?

Amor é doação.

Amor é atenção.

A pessoa quando ama de verdade nota os mínimos detalhes do outro.

Ele percebe a alma.

Então volto a perguntar.

Você ama mesmo ou apenas é egoísta?

Egoísta porque valoriza o material e se esquece do primordial.

E em resumo, se você se acha bom porque não faz o mal, vou te contar uma coisa.

Eu te acho um monte de nada elevado à quarta potência de coisa nenhuma.

Você é um sujeito morno e inexpressivo.

Um ser que vive as margens de um espelho que reflete o que você quer enxergar, não exatamente o que ele te mostra.

E eu na minha completa loucura, prefiro os maus, os bandidos de fato assumidos, à aqueles que se entilulam de "bons" de "politicamente corretos". E sabe porque?

Porque para ser "bom" o sujeito não precisa de nada.

Mas para ser mal, ele precisa no minimo de uma dose de coragem para depois assumir seus erros e suas maldades.



Rê Pinheiro

O humor nos encanta porque nos faz esquecer de tudo o que aprendemos.

⁠A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem Vingança Apressada com Justiça Célere.


Há uma pressa muito perigosa em responder ao que revolta.


Uma ânsia quase instintiva de punir, de devolver dor com dor, como se a velocidade da resposta fosse suficiente para legitimar sua justiça.


Mas justiça não é sobre rapidez — é sobre precisão.


E, sobretudo, sobre responsabilidade.


A indignação seletiva escolhe seus alvos com base na conveniência emocional, não na coerência moral.


Ela grita “alto demais” quando o erro vem de um “inimigo”, mas silencia quando o mesmo erro nasce em território conhecido, protegido ou admirado.


É uma indignação que não busca justiça — busca confirmação.


Nesse cenário, a vingança se disfarça com descarada facilidade.


Veste o discurso da urgência, da ordem, da necessidade de resposta imediata.


Mas, no fundo, é apenas a satisfação momentânea de ver alguém pagar — não importa como, nem sob quais critérios.


E, quando isso acontece, o que se perde não é só o equilíbrio… é o próprio sentido de justiça.


Justiça de verdade exige tempo, escuta, critério e, muitas vezes, desconforto.


Exige aceitar que nem toda resposta será rápida e que nem toda punição virá na intensidade desejada.


Porque justiça não é espetáculo, nem moeda de troca emocional.


É construção — lenta, imperfeita, mas necessária.


Confundir Justiça com Vingança é abrir mão daquilo que nos diferencia do erro que condenamos.


E a indignação, quando não é acompanhada e pautada na reflexão, deixa de ser ferramenta de mudança para se tornar apenas combustível de mais injustiça.

⁠A súbita e idealizada paixão política
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho
do debate público.


Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável.


Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa.


Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.


A idealização cumpre um papel ainda mais sutil.


Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes.


Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados.


Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro.


Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.


O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas.


Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos.


Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.


Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la.


Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração.


Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira.


Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.

⁠11/02

Tenha orgulho das pequenas
coisas que você faz
para nunca ninguém
te diminuir e roubar a sua paz.

⁠Um Bolo Formigueiro
gentil com suco ou café
é algo bem brasileiro
que faz sempre a nossa
festa a qualquer hora,
Você sabe que te guardo
com poesia amorosa.

⁠Poema

Um poema no sentido
figurado serve de elogio
sobre tudo aquilo que
faz o olhar apaixonado,
Os versos constroem
cordilheiras de estrofes
capazes de unir universos,
As rimas são as canoas
postas no rio do ritmo
capazes de trazer tudo
aquilo que engrandece
e põem o espírito, o coração
e a inspiração para transbordar.

⁠A tua presença
tão intensa
abre rodas sem
pedir, me tira
para dançar
e faz do meu
coração um tambor
para acompanhar
a sua música sem parar.

Pensamento matutino


que me agarra pela cintura,


que me faz resistir nunca,


nem por ausência de ternura


me tornar um arquivo na tua vida.






Mas sim elevar o jogo à altura,


para te derreter e te levar à loucura.