Faz de Conta Qu eu Acredito
Caminhei descalça,
os espinhos feriram os meus pés...
Mas, isso serviu-me apenas
para que eu percebesse
a suavidade das pétalas,
comparadas a eles.
Cika Parolin
Não sou eu quem deve dizer
quem é bom e quem não é.
Essas coisas se evidenciam por si só.
Alguém que foi mau comigo
pode ser um anjo de candura,
com outras pessoas,
Essa é minha forma democrática
de levar a vida : que cada um viva a sua
e me deixe viver a minha...
Cika Parolin
Que minha alma seja branda,
que ela perceba o bem que existe em cada ser.
Que eu não aponte falhas em meus semelhantes,
mas antes observe as minhas que podem ser ainda maiores
do que as que eu busco apontar nos outros.
Que eu não tire a paz de ninguém
e que o coração dos que querem tirar a minha,
também seja abrandado.
O outono da vida me puxa,
cada vez mais, para o passado.
Acontecimentos que eu julgava esquecidos
e de nenhuma importância para o presente,
batem-me, à porta, com frequência.
Essa tem sido a grande surpresa
que a idade madura tem me trazido:
A capacidade de rememorar fatos ocorridos há muito tempo
e de transformá-los em relatos.
Cika Parolin
Amizade é via de duas mãos...
um carinho que vai...outro carinho que vem....
eu ouvindo daqui e você ouvindo daí....
eu te buscando quando sinto saudade
e você me buscando quando sente saudade de mim....
Assim vai se vivendo...
e vamos construindo, em bases sólidas,
a nossa bela e duradoura
história de amor fraterno....
Cika Parolin
A gente escolhe quem vai ficar e é um jeito mudo de dizer: eu aceito o risco de ser machucado por você, eu aceito sua explosão iminente, eu aceito caminhar por esse não saber que é a vida ao teu lado.
Que as pequenas ondas do egoísmo não impeçam
que eu me una à vastidão do oceano da paz e
dos sentimentos fraternos.
Eu lhe ofereço o que sou!
Sem maquiagens,
sem segredos.
A transparência da Alma.
Nada Mais.
Cika Parolin
Como as águas escuras do rio negro, cheio de mistérios, é como eu te imagino. Me desconcerto nos seus encantos, de beleza estonteante, me faz simples, me deixo levar. Até pode me chamar de Solimões, só meu prazer.
Que sigamos nossos destinos incertos, mas ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, eu não me surpreendo em sentir a essência de Acqua fresca que você deixou no tempo e que o vento às vezes insiste em trazer de volta para mim.
É verão de dezembro. O sol foi tão gentil, enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Estes que mexiam com a minha inquietude, que não doma esse mundo selvagem lá fora, mas é o suficiente para me fazer vagante.
Ainda que eu esqueça, minha consciência reconhece: uma dose de loucura não desaparece. Apenas criamos um espaço para repousar, até o despertar de simplesmente ouvir o seu nome.
Musicalizando, que sorte a minha eu ser eu. Transformar poesia em forma de música dar aos sentidos uma nova forma de sentir. A certeza de que um sentimento jamais é igual a outro me fascina e me faz ser quem sou.
Viajei tanto no universo dos contos que quase no final da aquarela eu suspirei: eu ainda sentia que ela estava ali. Quando olhei para dentro de mim, meu sorriso calado era quase uma resposta para uma pergunta que eu desejaria ouvir.
Semelhante a uma Catedral distante, eu não ouço mais o sino tocar, mas eu sinto quando é chegada a hora. Compreendo então sua frase: “o olhar conversa com a gente sem usar palavras”. Nostalgia ainda é uma de minhas muitas falhas.
Queria te escrever algo bonito
Algo bonito eu não sei escrever
Tudo se parece tão pequeno e sem beleza
Comparado ao amor que sinto por você
Aqui me coloco a tentar
Quem sabe um dia eu possa lograr
Te passar em palavras
A certeza de que ao meu lado é o seu lugar
Te escrevo isso enquanto estás em sessão
E ainda sim aqui coloco toda minha emoção
Para que saiba que a todo momento
Tu é com quem eu quero estar em um casamento
Por você eu vou até o fim do mundo
Posso até me tornar um mudo
Mas isso não faria com que você não soubesse
Que quando você não está, meu coração entristece
