Faz de Conta Qu eu Acredito
Sozinha nos trilhos eu ia,
coração aos saltos no peito.
O espaço entre os dormentes
era excessivo, ou muito estreito.
Paisagem empobrecida:
carvalhos, pinheiros franzinos;
e além da folhagem cinzenta
vi luzir ao longe o laguinho
onde vive o eremita sujo,
como uma lágrima translúcida
a conter seus sofrimentos
ao longo dos anos, lúcida.
O eremita deu um tiro
e uma árvore balançou.
O laguinho estremeceu.
Sua galinha cocoricou.
Bradou o velho eremita:
“Amor tem que ser posto em prática!”
Ao longe, um eco esboçou
sua adesão, não muito enfática.
Estou com esse temperamento no qual se eu estivesse debaixo de água, dificilmente iria espernear para chegar à superfície.
Terça feira, 06 de fevereiro de 2007-02-05
Eu tentei o Adeus, varias vezes mas não consegui
Pq nós andávamos na mesma direção para que nunca pudéssemos nos separar, mas se separamos
Dizem que se vc ama alguém então tem que libertá-lo, eu nom acho
eu preferiria viver preso à vc do que viver nessa dor e miséria, mas vc me libertou, ou melhor fez com que eu me libertar-se
Dizem que o tempo vai fazer com que tudo isso vá embora, pura ilusão o mesmo tempo que tomou meus amanhãs e transformou em ontem....
Mais uma vez esse sol nascente está se pondo
E mais uma vez vc, meu amigo não pode ser encontrado, pq vc não quer ser encontrado, paciência...
E é tão difícil de se fazer mas tão fácil de se falar
Mas as vezes vc só tem que ir embora....
Ir embora
Seguir seu rumo, seu destino, pq não suas vontades...
Eu sei me virar do meu jeito , fugindo, acreditando em ilusões, acreditando na loucura da minha mente insana, mas isso é a minha forma de esquecer, e quer saber de uma coisa, isso funciona....
Ah quer saber ja cansei de falar de amor e dor.
Eu quero agora falar de mim e ter de volta minha paz.
E eu ja tenho uma boa razao pra dar um pouco de alegria pro meu coracao, comprei um espelho novo, e ele todos os dias me diz, voce e tao linda, pare de se preocupar e va ser feliz !
Eu nunca exigi nada de você a não ser o amor. Só queria que me amasse. Mas você não me amou. Sabe? Ainda dói!
Eu gosto daquela chuva
Daquele som que ela produz
Ao cair e lavar a telha
Do seu correr pela biqueira
Daquele cheiro que sai da terra
De olhar as gotas da janela
De banhar no meio da rua
De brincar com os meus amigos
Dos tempos sem internet, apenas TV
Mas também se nós tivéssemos
Nada insignificante iria interromper
Porque aquele momento nos fazia
Tão felizes como jamais entenderia
Quem não sabe o que é ser.
Esse valor carrega a vida por si
O contemplar de uma simples chuva
A lembrança da infância querida
Sem muita preocupação descabida
Ensina que viver bem é puramente viver
Como a chuva que esfria o calor
Que acalma a alma e alivia a dor
Revela um mundo cada vez menos
Criança e que cada vez mais precisa
De Deus e do Seu inexplicável amor.
E quando eu sinto, sinto muito, você sente também.
E compreende porque esse sentimento lhe é conhecido
Você lê em mim, o que está escrito em ti...
Eu agora nunca aprovo ou reprovo nada. Aprovar e reprovar são atitudes absurdas para com a vida. Não viemos ao mundo para dar largas aos nossos preceitos morais.
(O retrato de Dorian Gray)
Como eu queria dormir agora e só acordar daqui uma semana. Daqui um mês. Um ano seria ótimo. Como eu queria que todos os problemas se solucionassem por si só, enquanto eu estivesse deitada, sonhando. Queria ir dormir agora e só acordar quando tudo estivesse bem. Como seria bom acordar e encontrar tudo passado à limpo, acordar e não sentir os sintomas dessa doença chamada amor. Ahh, trocaria o resto de todas as minhas noites para que essa, apenas essa, resolvesse tudo por mim. Sabe, ando tão cansada de pensar em certo e errado. Cansada de sofrer sem saber se vale a pena. Estou exausta. Olhar pra você com esse seu jeito me encanta, e me cansa ao mesmo tempo. Tudo anda tão complicado. Cada gesto desencadeia milhões de pensamentos e isso realmente faz minha cabeça doer. Não quero mais interpretar o mundo, não quero mais interpretar você. A partir de agora meu bem, você que corra atrás. Esse coração cansado não aguenta mais sofrer.
Vou dormir agora, não quero mais pensar.
Cometi erros irreversíveis
Eu tinha a necessidade neurótica de mudar quem amo, tinha a melhor resposta para tudo, tinha tudo ao meu tempo, era do tipo “bateu-levou”, decepcionei muita gente com quem convivi, gritava enquanto o outro se calava, fiquei desorientada demais em cima do meu eu.
As experiências negativas me marcaram profundamente, afastei de mim pessoas excelentes, perdi apoio, abafei os beijos, os elogios, o encorajamento. Comecei a ter fobia de relacionamentos, pânico de sofrer, raiva de casais felizes, rejeitava o fato de estar sozinha por consequência das minhas atitudes.
Discriminava casais que não combinavam no meu soberbo julgamento, debochei de quem vivia de aparências, fui agressiva com quem me deu amor, ofendi publicamente quem estava ao meu lado, humilhei sem medidas, traí, precisava ser forte e grosseira para abafar meu complexo de inferioridade.
Não conseguia entender a falsidade que rodeava os relacionamentos, as crises que fazem perder a sobriedade, a pessoas que se afastam da família e dos amigos e nem parecem as mesmas pessoas, a falta de generosidade ou a generosidade em excesso.
Os amigos de infância que partiram para nunca mais voltar, ué, será que eu estava certa e o mundo inteiro errado? O processo de autoanálise é complexo, eu tinha um quê de superioridade que dificultava tudo.
Eu precisava aprender a amar de verdade, eu precisava que alguém me chamasse para uma conversa franca, apontando os traumas que me fizeram desse jeito, eu estava cheia de relacionamentos saturados de atritos, mas eu não fazia o menor esforço em evitá-los.
O pior de tudo é que eu me sentia bem comigo mesma, era radical, mas precisava falar e agir como penso, excluía pessoas da minha vida segundo meus julgamentos, não me esforçava para agradar, acolhia com alegria quem eu admirava, apostava em quem só me fazia mal e não respeitava minha intuição.
Cobrei e exigi de pessoas que não estavam preparadas, nem tinham nada a me oferecer, eu com a minha mania de achar que as coisas insignificantes iam se transformar em extraordinárias.
Tinha ideias fixas por controle, não superei os traumas das rejeições e traições, não acreditava em segundas intenções, eu sempre me doei totalmente sem perceber os riscos, estava presa emocionalmente, tinha medo de perder quem eu nunca tive de fato, um sentimento de culpa que me invadia e me dava à certeza de ter feito tudo errado outra vez.
Eu era responsável por fazer os outros felizes, mas por viver em crises profundas, uma necessidade em estar certa, uma educação desequilibrada, eu não tinha nenhuma vantagem em ser assim.
Fui insegura, ansiosa e eu não entendia nada de mim mesma até que descobri a força da palavra: Equilíbrio.
Vem que o bom astral vai doominar o mundo! Eu ja briguei com a vida hoje eu vivo bem com todo mundo.
Eu gosto de gente simples, gente que é feliz com pequenas coisas. Gente que sorri, mesmo tendo motivos pra chorar...
Ah como eu gosto de gente assim!
Eu gosto de gente simples, humilde! Que conversa com todo mundo como se olhasse no espelho, que ajuda qualquer um, conhecido, estranho, mendigo ou patrão... eu gosto de gente como a gente, que carrega consigo sentimento profundo dentro do coração. Eu admiro pessoas que são de bem com a vida e sorriem mesmo com a alma doída... pessoas que estão sempre prontas a praticar o perdão... eu amo esse jeito meigo, doce, sincero e ingênuo. Eu acredito em bondade e em piedade também... e que há possibilidade de vencer as marcas de crueldade na alma que vão muito além.
Minha personalidade não é fácil. Sou 'tudo' menos meiga. Se eu achar que estou certa defenderei isso até o fim. Se não estiver sei reconhecer. Não sei forçar amizade, só me aproximo daqueles que me dão essa liberdade. Não saio por ai distribuindo sorrisos (principalmente se tiver acabado de acordar). Não sei ser falsa, meu rosto é transmissor transparente das minhas emoções. No entanto, se digo que gosto e que me importo, essa é a maior verdade que poderia ouvir de mim. Quando me importo é pra valer.
Inescrupulosa. De coração frio e sem afetos. Insensível. Intransponível. É, talvez eu tenha me fechado mesmo. Talvez eu seja aquela garota que todo garoto quer fugir e tem medo. Talvez essa seja eu. Vagando num mundo de gelo. Atirando bolos de neve em todo e qualquer homem que ousar... Essa talvez seja eu. Mas eu não era assim, me tornei assim... Tranquei a porta desde então. Me desapeguei do castelo e das princesas com seus finais felizes. Não quero mais essa utopia. Quero apenas o que for verdadeiro. Apenas. E nada mais. Nada.
