Faz de Conta Qu eu Acredito

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Tenho passado por alguns daqueles dias em que você reflete sobre cada ação... O rumo que nossa vida toma depende apenas de nos mesmos. Eu escolhi me conhecer, eu escolhi ser eu mesmo, escolhi não ter medo, escolhi muito e errei varias vezes, mas acertei em ter tentado em cada um desses dias, ser feliz.

A lembrança veio à tona, a lembrança do presente do futuro não vivido. O futuro foi postergado mais uma vez. A lembrança veio através da incontinência emocional, do incontrolável desejo ora preso. Não consigo dizer quais sensações emergiram juntas com essa lembrança. No momento, apenas sinto. Permito-me sentir essa indecifrável emoção que não sei qual é. Na lágrima fina e tenra, jorra consigo àquilo que não pude digerir, mas que preciso expelir, seja de qual forma for. Lacrimejar está sendo uma boa alternativa, eu até escreveria, mas por palavras seria insuficiente para pôr tudo que está engasgado e preso aqui no esconderijo onde ninguém pode alcançar. O que me fascina é que somente eu consigo alcançar o universo que sou. Na caminhada me perco em meio às tantas sensações que perpassam o meu ser. Sigo caminhando e, junto, a minha incontinência emocional me acompanha. Batemos continência para as vivências que ocasionaram tais lembranças, são elas que nos dão o norte para uma vida melhor nessa breve passagem por aqui. Cada lágrima, uma sensação; cada sensação, um turbilhão de lembranças; e cada lembrança, um sentimento indescritível.

⁠Por mais que eu sofra !



Por mais que eu sofra Senhor,
por mais que eu venha sofrer.
Eu não pagaria Senhor,
o que te fiz padecer.

Na dura cruz no Calvário,
por me tu padeceu.
Depois de sepultado, a morte
por mim tú venceu.

Ainda que o inferno se levante,
para me atingir, eu te peço meu Senhor,
me ajude a prosseguir.

Cá estou eu em mais uma tentativa frustrada de mim. Cá estou eu tentando mais uma vez. Cá estou eu levantando-me mais uma vez. Cresci. Ninguém me falou que eu poderia cair. Ninguém me falou que eu poderia me levantar. Ninguém me falou que os tropeços que a vida me deu, me tornaria mais forte. Cá estou eu aprendendo com isso tudo. Se cá estou eu... onde eu estava quando me procurei? Eu estava lá? Se cá estou eu, carrego comigo quem sempre esteve comigo. Carrego consigo o eu que posso oferecer. Bem dizer... fortalecer. Prevalecer. Enaltecer.

Inserida por Robkenede

Quem te ama sou eu, que me culpo pra te enxergar ilesa.

Inserida por sandrinho0501

Eu sei o que sei,
Porém Deus, sabe o que não Sei

Inserida por ruth_nely

Ninguém me entendeu. Não quiseram me ouvir, me decifrar. Eu só queria viver. Viver um momento. Um encontro do EU. Dos EUs que há em mim. Precisava de um momento para navegar em mim, para me reconectar as nuances por mim vividas outrora, a minha essência. No fundo, emudeceu. Petrificou. Solidificou. Tento resgatar. Trazer a tona. Lapidar a rocha que se formou. Esculpir aquilo que quero, que desejo. Para isso, preciso olhar pro horizonte, pro céu, pro espelho. Olhar para algo que não tem fim. Acho que no espelho encontrarei os caminhos, lá verei um reflexo de um dos EUs que há em mim. Vi tantas coisas... vi o sepulcro. Quantas coisas eu sepultei contra minha própria vontade... quantos EUs abandonados eu pude vê. Alguns choravam a minha procura. Alguns choravam aos prantos por motivos que não caberiam aqui em uma linha. Deparei-me diante de um cemitério, do meu sepulcro. Tenho que exumar os meus EUs. Aqueles que eu matei por outrem. Aqueles que eu suicidei por motivos bobos. Olho no espelho novamente... agora vejo os EUs que, antes choravam, estão a sorrir para mim com aquele semblante de esperança, de saber que puderam me encontrar novamente, que eles terão uma segunda chance para serem quem sempre quiseram ser. Paro. Penso. Olho para um EU que está em um canto refletindo. Encontro-o. Vou ao seu encontro. Convido-o para sair dessa bolha. A bolha que o aprisionou. As cadeias mentais que o deixaram estagnado, parado, sem vida, sem cor. Sorri. Sorrimos. Nos demos as mãos. Nos abraçamos. Choramos. Fizemos as pazes. Nos reconciliamos. Foi tão lindo... a lágrima rolou. Desceu em cascata ao encontro do rio. Borrifou em mim o desejo de viver esse EU. A quimera. De ser esse EU. O EU que fui um dia. Encontrei-me. EU.

Inserida por Robkenede

Se eu não for Eu,
Ninguém mais será!

Inserida por ruth_nely

Compreendi que aqueles que não sabe nada, sabe mais do que eu.

Inserida por PHLimadeJesus

E então eu mirei o astro rei... E percebi que habitavas novamente na luz..

Inserida por Fitter

Você nunca vai saber o bastante de mim a ponto de não ter algo para descobrir.

Inserida por anapaulafing

Nenhum lugar é tão longe que eu não possa chegar...

Inserida por SamaraSantanaCamara

Ontem fui aquilo,hoje sou isto e amanha serei outra coisa,louvado seja o senhor.

Inserida por Nasamo

Eu amo!
Como um louco eu amo.
Não espero retribuição, apenas o encanto de saber que amo acima de minha existência, acima de todas as coisas, a entregar a minha vida por este amor.
Eu amo e não desisto do meu amor!

Houve um tempo que o relógio parou; tudo parou.
Houve um tempo que a bomba pulsou; pulsou como nunca antes.
Vez por outra, nesse tempo, o ponteiro dos segundos girava em sentido anti-horário como se fosse o ponteiro das horas.
Odiava! Queria execrar o tempo.
Aos poucos, tudo fez sentido. O ponteiro dos segundos começou a acompanhar o movimento do sol.
Não sabia qual energia foi usada neste tempo, neste relógio. De uma coisa eu sabia: me surpreendeu!
Hoje, volto a viver esta energia. Intransponível. Incrível. Vejo-me no tempo. No relógio. Vivo a estação que um dia pensei não viver mais. Reencontro-a. Porém, perco-me.
Onde estarás? Outrora, encontrar-se-ia no relógio, no esguicho de sentimentos pulsionados pela bomba propulsora. Esse tempo, perdeu-se no horizonte com as luzes do sol em um lindo poente. E o nascente está aí para provar que ele pode renascer e trazer a à tona tudo de volta...
Cadê tu? Encontro-te no horizonte, nesta estação, no ponteiro do segundo que novamente começou a funcionar. Está girando em sentido anti-horário. Mais uma vez, só para variar.
Prometo que desta vez será diferente. Sim. Será diferente. Você não só virará poema como também não será só mais uma linda e única estação.
Serei o tempo. O relógio. O ponteiro dos segundos. Simplesmente, serei. A energia que transcendeu. A estação que floresceu. O grito que emudeceu. O sentimento que nunca morreu. Serei eu.

Inserida por Robkenede

Só sei do que não sou; que desconheço tudo. É a única parte que conheço de mim. Fecha aspas" [...]

Inserida por Robkenede

Eu só sei te amar

Fiquei anos te observando
Brinquei, você sorriu!
Mandei beijos, você sorriu!
E me declarei, você sorriu!
Uma hora você vai enxergar
Os meus sentimentos
Irá parar de sorrir,
Mas sim chorar!
Mas o tempo é rápido,
Não irá voltar,
Mas nunca vou te esquecer
Já estou com saudades
Saudades de estar perto de você
Saudades de te olhar
Saudades de te abraçar!
São tantas coisas pra te dizer
Mas resumido:
Eu só sei te amar!

Inserida por Luthan56

Sou poeta mas não por vocação, sim por amor as palavras, as palavras que me confortam, quando tenho medo, amo, odeio ou sinto grande esperança, e estes versos eu dedico a mim mesmo, porque? Por que minguem vai lê-los, ninguém vai sentir os sentimentos que eu sentiam no exato momento que o escrevia, pois não vale a pena o tempo perdido para lê-lo, todas estas besteiras, os sentimentos que são apenas meus, que apenas eu sou dono e que não quero que ninguém a mais saiba deles, pois são meus e apenas meus serão eternamente.
Se for para sofrer sofrerei sozinho, se for para sorrir, me alegrarei sozinho, como minhas piadas que apenas eu entendo, se for para amar amarei a mim mesmo, porque só um louco pode amar um louco eu.

Inserida por Minage

"Eu amo porque Ele me amou primeiro."

Inserida por ana_paula_m_moraes

POEMA – PRECORDIALGIA NUMA QUARENTENA

Hoje, eu só queria falar da dor, da dor que enlaça o meu peito nesse momento de confinamento. Sei que está sendo difícil, já senti vontade de chorar, até. Talvez esse seja um momento de encontro comigo mesmo. Quanto tempo que não tive mais esse contato, esse encontro, talvez a dor surge em meio a essa dificuldade de me encontrar e de conectar-me a mim mesmo no dia-a-dia. Nesse momento, talvez um acalento singelo pudesse apaziguar essa dor tão devastadora que urge em meu peito. A precordialgia me invade! Nesse nome, percebo o quanto o preço da dor dói em mim, o quanto eu permito ela doer em mim. Qual o preço da dor? Qual o preço da cor? Não sei! Mas, sei que estou pagando o preço por guardar tudo em mim, esses sentimentos guardados se transformaram em dor no meu peito, essa dor que me sufoca, que me tira o fôlego, parece que estou morrendo, que tem algo me corroendo por dentro. Fico pensando e imagino que o preço da cor está naquilo que eu não faço ou gostaria de fazer. Até colorir isso tudo, essa dor que está aqui dentro, levarei uma quarentena. Talvez esse momento seja para isso: para transformar a dor em cor, para refletir se vale a pena cultivar essa dor, para transformar a escuridão em luz, para colorir em aquarela a algia que surgiu quando eu entrei em contato comigo mesmo. A dor tem preço, e desse preço eu quero levar o valor da cor. Ao fim da tão dolorosa quarentena, virei um pintor de mim mesmo: a dor virou cor!

Inserida por Robkenede