Faz de Conta Qu eu Acredito
Não mais vive o ser meu, a cada instante que passa não sou mais eu. Revestido da mutabilidade, lá se foi quem eu era, e a dinâmica do lapso temporal, trás à tona um novo ser, até então, quando encerrar o ciclo vital, extinguindo enfim, as manifestações das transformações de minha individualidade, caráter intrínseco do ser eu.
Eu ouço a sua voz
Consolo do meu ser
Eu logo penso em nós
Intenso sentimento de prazer.
Traze a mim inspiração
Eu posso assim sonhar
O bálsamo de meu coração
É poder você intensamente
amar
Podemos ser muitas coisas,
Um bom exemplo disso sou eu mesmo.
Já fui esperança,pra quem precisou.
Alegria, pra quem me conheceu.
Frustração, pra quem decepcionei.
Fui prazer, pra quem me teve.
Saudad, pra quem não me vê mais e ainda queria estar perto.
Alívio, pra quem não quis me ver mais e está longe.
Amigo, pra quem buscou um.
Amor, pra quem quis e para quem não quis,
Porque eu escolho amar a todos
Amante, pra quem buscou apenas momentos.
Honesto, na grande parte da minha vida.
Desonesto, quando não pensei nas consequências.
Herói e vilão, Pra ver os dois lados da moeda.
Mais sempre fui EU, e espero que isso venha ser bom no fim da minha vida
Porque jamais quis ser alguém que não sou pra agradar quem quer que seja.
"E no final, seremos só eu e você, para sempre.E, será muito bom olhar para trás e rever o quanto foi bom viver tantos momentos ao seu lado."
"Eu não gosto do bom gosto, gosto sim dos quem tem fome e morrem de vontade e de sua autenticidade natural, visceral. Eles não conseguem esconder suas verdades, pois são guiados pela necessidade e seguem a vida assim, registrando no mundo sua identidade."
Eu fui a São Paulo, para trabalhar.
Passei tanta fome, cheguei a chorar.
Partir para Santos, depois Guarujá.
Cheguei a dormir nas praias de lá.
Querida São Paulo, que decepção.
Aqui na Bahia eu não choro não.
Eu nunca chorei e nem fome passei.
Mas em ti , São Paulo, eu me machuquei.
Eu irei contigo ó meu amado rei
Eu irei contigo pra cidade de Sião
Contemplar tua face e rever
os meus irmãos.
Eu irei contigo pra Nova Jerusalém
Contigo eu quero está,
e comprir as tuas leis
Seja a feita a tua vontade
Ó meu amado rei.
Haviam três pensamentos
E lá estava ela, a lua
Dalva e mais uma
Todo aquele verde
Aquele céu, aquelas luzes
O brilho, o frio, o farol
Aquela estrela que do nada aparecera
Sem nenhuma explicação
Alguém a colocou lá, naquele exato momento de eternidade.
(Poema noturno)
