Faz de Conta Qu eu Acredito
Eu fiz, isso, eu fiz, eu fiz um juramento em plena quarentena de 2020, para o céu, para as pessoas, para mim.
Todos os dias
Escolho seguir em frente
Os pensamentos me traem
Trazendo memórias às quais peço esquecer
Olho o futuro como um quadro branco
Mas não entendo por que ainda recordar o que passou
Vidas bagunçadas, trocadas
Mágoas que ainda existem aqui, na memória
E tudo continua como um grande ponto de interrogação.
O melhor lugar para estar
é onde estou agora.
O lugar a que pertenço
quando saio lá de fora.
Eu falo do dentro de mim,
que é de onde não posso ir embora.
A sociedade, com as suas regras, pode tentar fazer de mim o que pretende.
Dobrar-me. Manipular-me. Impedir-me de ser livre.
Mas eu, estou sempre a tempo de o renegar... A cada dia que respiro, vou a tempo de emendar o que a sociedade já operou em mim, enquanto não abria os olhos e perdia o medo de a encarar de igual para igual.
Hoje, quem faz a sociedade, sou eu!
Quando estou pensando na vida, me vejo no mesmo lugar que você, um pouco perdido e cheio de caminhos.
Às vezes, ardo! Consome-me a sede de alguém. Um contacto. Uma presença. Mas... é tão fugaz. Tão lacónico... que, quase não chega a ser.
A maneira que você pensa no proximo, se coloca no lugar do outro e a forma que você trata o seu semelhante, são atitudes que revelam o seu EU.
E no dia em que eu vi o seu sorriso
Foi fácil perder o juízo
Esqueci TODOS os meus problemas
Naquele dia você me fez sorrir
Cheguei em casa, mal consegui dormir
Pensei nele por uma semana
Até que descobri a sua “fama”
De que namorava aquela menina
Morena, baixa, esbelta, tímida
E eu que sempre fora extrovertida
Percebi que jamais teria a minha chance
Quem dera eu tivesse chegado antes,
Será que teria conseguido roubar seu coração?
Ou então, pelo menos teria a oportunidade
De te fazer sorrir
De te ver dormindo
Da gente sair
Ir ao culto domingo
E te ver cantando
Violão tocando
Louvores entoando
E eu aqui… pensando
Meu Deus obrigado
Por estar aqui,
Tudo o que eu pedi…
