Faz de Conta Qu eu Acredito
Um dos motivos de eu não acreditar em inferno é o fato de eu duvidar que haja um lugar pior que este.
Eu confesso que fico feliz quando passo pelas ruas, e arranco olhares indelicados das pessoas, sabe aqueles, que fazem curvas?! Fico ainda mais feliz que as pessoas não podem ver o que se passa dentro de mim, assim qualquer julgamento que façam sobre mim será invalido, do mesmo modo como as opiniões dessas pessoas são para mim. Não estou sendo grosso! Só estou tentando achar uma resposta para essa pergunta... O veneno de uma cobra também pode ser antídoto?
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Eita! Então toma mais cuidado com o que você julga.
Os meus inimigos é que me tornam forte, pois através deles percebo quanto mais eu tenho que me aperfeiçoar no bem!!!
Eu particularmente gosto do adverso e julgo irreal aquele tipo inflexível, personalidade única de “cara limpa”. A vida não é uma só, ela muda todo o tempo. O próprio ser humano domina múltiplas facetas simultaneamente; ao passo que é irascível, pode ser estranhamente pacífico, vangloria sua liberdade, mas deseja ardentemente um amor que o prenda, salda calorosamente o verão, em contrapartida anseia ansiosamente o friozinho agradável do inverno. O que é o ser humano senão um legítimo paradoxo?
Eu estava sendo arrastada por uma maré nostálgica, ondas furiosas vinham sobre mim querendo me afogar dentro de minhas próprias águas escuras, tentava a qualquer custo submergir-me de mim mesma, das margens que criei. Estava nadando contra a onda enorme de sentimentos sufocados que queriam engolir-me. Estava sendo indo cada vez mais fundo. Os braços já cansados, a vista já embaçada. Tentava alcançar a luz, e fugir dessa fúria que me pregava dores buscava insaciavelmente águas cristalinas e tranquilas. Tentava acalmar meus sentimentos, que assim como o mar estavam em fúria. Procurava fugir do desatino que me tornei. Deixei a maré me levar. Quis mergulhar e entregar-me aquelas ondas mortais que chamavam meu nome cada vez mais alto. As águas puras então lavaram minha alma, pegaram para si todas as minhas dores. Afogaram as minhas melancolias, levaram para o fundo do mar a solidão que me cercava. Comecei então a boiar de volta a terra firme. A leveza da brisa havia me carregado. Os ventos erraram de direção e me cochicharam coisas boas no ouvido, sussurrares rejuvenescedores que me trouxeram esperanças novinhas em folha. Essa brisa que o vento carrega me reacendeu o coração e levou consigo toda dor e desordem que me aplacavam, essa brisa boa me fez acreditar de novo. Submergi-me de meus medos e receios e do toda a escuridão que me agarrava às águas furiosas e me firmei em terra firme. Olho pro mar agora, e ele parece calmo, não, não digo o mar em si próprio, mas aquele que tenho dentro de mim. As ondas agora se formam em meu favor. A tempestade já não me faz tremer. Minhas lágrimas estão cravadas no fundo do mar. Ancoro-me na felicidade, e velejo em outras águas, águas que me levam ao meu melhor. Agora posso debruçar-me inteira no mar, porque não há raso, e se acaso eu me afogar, as águas iram me acolitar.
Eu ando me afogando nessa maré boa da poesia pra tentar fugir de mim, fugir do que anda me letargiando por dentro, desse obscuro total que se apossou do meu ser. Mas poesias rasgam, a maré baixa, e eu continuo com esse mundo monótono onde eu sou a protagonista, sem querer morrer no final. Ou não.
E um dia desses, eu te disse que com esse seu sorriso você ganharia tudo o que quisesse.E aí você ganhou logo meu coração.
Sinto falta da melancolia que agora já não é mais minha. Masoquista eu? Não, não gosto de sofrer. Mas é simples, quando estava sozinha em minha solidão, estava eu acompanhada de minhas palavras indizíveis e pensamentos eloquentes, coisas que eu sentia pra mim e acabava vivendo pro mundo. Um paradoxo que me tomava. Talvez Clarice estivesse certa, de certo modo, minha escuridão era a minha melhor face, minha solidão era minha força. Agora entendo, era meu lugar certo, onde minha essência brilhava e onde já não havia nada mais que pudesse me ofuscar, até porque,eu já estava mesmo no fim do poço!
Como pode…
Como pode um peixe vivo viver fora d’água fria?
Como pode eu menino viver nessa nostalgia?
Como poderei viver, não sei se vou sobreviver
nessa tua, nessa tua, nessa tua vida crua,
onde o próprio ser humano se mata de amargura.
Como poderei viver, se estou a enlouquecer…
O tempo pode passar, mas eu sempre sentirei sua falta e como uma estrela cadete passará em minha mente e me fará pensar Como ela estar?
Penso no tempo que eu perdi...me pergunto ,o que eu fiz de errado? nao sei se você sabe mas, é perigoso acordar as pessoas dos seu sonhos ...
Uma coisa que eu aprendi, é que nós não demos esconder oque a gente senti, pois sempre a medo a Gente não devemos ter medo, pois si não arriscar nunca saberemos o resultado de nada , então si você ama alguém não esconda
Se um dia te disse te amo, foi porque amei. Se um dia eu não te dizer te amo, foi porque amei. E se um dia te amei, foi porque não me amou. Se amasse, não existiria "te amei", e sim "te amo".
- Um ex amor.
Se o projetor voltará a funcionar eu não sei. Mas continuarei rabiscando os roteiros dessa história que não era para ter um fim.
