Faz de Conta Qu eu Acredito

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Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.

Quando chegar a hora de eu partir, não quero que o silêncio da minha ausência se transforme em tristeza eterna, nem que as lágrimas dos que amo sejam a única lembrança da minha existência.
Quero que se lembrem de mim nas pequenas coisas, nas orações silenciosas nos abraços sinceros, nas palavras que chegaram ao coração e até nos momentos em que mesmo sem saber, fui abrigo para alguém que estava prestes a desabar. Talvez eu tenha carregado dores que ninguém percebeu, travado batalhas que nunca contei e chorado escondido para não preocupar aqueles que amo.
Mas, em meio às minhas fraquezas encontrei na fé a força para continuar caminhando, mesmo quando meus pés já não suportavam o peso da estrada.
E se algum dia minha voz deixar de ecoar pelos corredores desta casa, não pensem que todo o amor que ofereci morreu comigo, Há sentimentos que não se enterram, lembranças que o tempo não apaga e laços que nem a morte consegue transformar em esquecimento. A sepultura poderá guardar meu corpo, mas não terá poder sobre aquilo que deixei plantado em outros corações. Por isso, quando a saudade apertar e vocês olharem para o céu procurando respostas, não se prendam apenas à dor de não me terem mais por perto. Agradeçam pelo tempo que compartilhamos, pelas risadas que dividimos e até pelas lágrimas que nos ensinaram a amar com mais profundidade. Não tenham medo de seguir em frente, pois o amor verdadeiro não exige que vocês parem de viver para provar que nunca esqueceram alguém. E, se Deus permitir que nos encontremos novamente na eternidade, quero chegar a esse reencontro com a paz de quem finalmente descansou de todas as guerras que precisou enfrentar. Porque partir não significa que tudo acabou. Às vezes, a despedida que mais nos fere é apenas o limite entre aquilo que nossos olhos conseguem ver e aquilo que a nossa fé nos permite acreditar. E, até que esse dia chegue, vivam, amem, perdoem e abracem aqueles que ainda estão aqui. Pois a maior tragédia não é partir deste mundo, mas descobrir tarde demais que passamos a vida inteira adiando o amor, como se o amanhã tivesse obrigação de nos esperar.

No meu caso, eu acho correto o Ceinteísmo (que é o nome da minha religião). Ela tem vertentes do pentecostalismo, pois acredito no batismo na água e no Espírito Santo. Seguindo essa lógica, não dependemos de instituições para realizar o batismo na água, mas sim de uma pessoa que seja selada — sendo que uma das evidências desse selo é a capacidade de falar em línguas. Além disso, o batismo no Espírito Santo não é feito por nenhuma pessoa ou instituição, mas sim somente por Deus, que habita em cada indivíduo. Assim, a pessoa tem a capacidade de ser batizada no Espírito Santo antes mesmo de se batizar na água; e, ao ser batizada no Espírito Santo, essa pessoa já tem a autoridade para batizar outras na água.

Há um amor

Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer

As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.

Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.

A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.

Eu não busquei o livro, nos encontramos no meio do caminho.

REFLEXO DA VIDA

O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.

O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.

Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.

Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.

Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.

Eu confio no universo e nas suas intenções.

Não sei de que lugar eu pertenço. Em que área eu me localizo, de onde venho ou quem sou. Vivo na incógnita da vida. Nos profundos e intensos mistérios que ela me reservou. Apenas me refaço a cada segundo e sobrevivo intensamente a cada momento. Rita Padoin

Eu me faço e me refaço até chegar no caroço. Renasço a partir daí, como se o mundo estivesse me levando em seus braços.

Que eu envelheça apenas exteriormente. Que minha idade interna continue viva e plena, para cultivar apenas o que a vida tem de melhor, o amor.

Se eu pudesse decidir, enterraria muitas coisas. Inclusive pessoas que de uma forma ou de outra acabam interferindo para que as coisas não aconteçam.

Eu não me encaixo mais neste contexto. É como um piscar de olhos. No momento em que os fecho, me transporto e no momento em que os abro, me liberto.

Talvez eu lamente, talvez não. Talvez eu vá embora, talvez não. Talvez eu more aqui, talvez não. Talvez eu sinta tua falta, talvez não. Talvez...

⁠Eu me adapto em qualquer lugar, com qualquer pessoa e em qualquer momento. Sou adaptável como a água. Escorro, contorno, infiltro, desliso, tropeço e acabo sempre me encontrando com o meu destino.

Se sou romântica? Extremamente romântica. Sem essa força poética, quem seria Eu?

Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.

É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.

Eu me faço e me refaço até chegar no fundo – e renasço, como se o mundo me carregasse em seus braços.

Desafio


Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.


Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.


E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.


Rita Padoin
Escritora

Tenho traumas que nem eu mesma compreendo. É um pavor que consome minha alma e não me permite seguir em frente.