Faz de Conta Qu eu Acredito

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Tudo o que eu precisas ou aquilo que mereces.

Tudo o que preciso ou aquilo que eu mereço.
🌵

Eu não peço, eu declaro, porque em tudo que tu crês te pertence ou acontece.

Eu sou a minha prioridade

A vida* me pôs a prova por 6 meses mas eu já estava preparado para 6 décadas.

Eu vivo e deixo viver... se eu tiver que me explicar fecho os olhos e falo com quem mais confio.
🙏🏽

Dentro de mim


Demétrio Sena - Magé


Mora dentro de mim, eu sei que mora
uma fauna impossível de conter,
sou a flora sombria dessa fauna
que não sei responder de qual espécie...
Correm dentro de mim, demônios tantos,
e tão tontos que sempre se atropelam,
não há santos na sombra de quem sou
entre vastas folhagens; galhos fartos...
Caem dentro das minhas armadilhas,
mas conhecem meus truques e se livram,
as matilhas de todo e qualquer bicho...
Ando fora de mim, porque não tenho
uma vaga na minha escuridão;
nem perdão por fugir do próprio ser...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Eu atravessaria o fim do mundo por você, mas não daria mais um passo por quem nunca teve coragem de caminhar na minha direção.

Eu profetizo em Nome de Jesus que toda oração e palavra contrária, dardos e setas estão anuladas.

Eu sou a peça do quebra-cabeça que caiu no chão e foi esquecida, um fragmento solitário de um todo que nunca serei. Minha voz é o eco que persiste depois que a música parou, a pergunta que ninguém faz porque a resposta não importa.
​Não há raiva em mim, apenas uma melancolia mansa e pesada. Eu sou a sobra da alegria dos outros, o silêncio que preenche o espaço vazio quando todos já foram embora e a luz já foi apagada. Eu sou o fim de algo que mal comecei a ser.

Eu e a minha dor



Eu, intensa, ela também.

Eu, temerosa, ela, tenebrosa.

Eu, pensativa, ela, ofensiva.

Ela é invisível, mas existe, e vem potente.

Ela é traiçoeira, não avisa, apenas surge e me derruba.

Sim, é uma dor minha, uma dor que eu não escolhi.

Se você me olha e me vê aparentemente feliz, não faz ideia de quanto dói aqui por dentro.

E mesmo que você se mostre solidário, jamais entenderá o que eu sinto.

Às vezes sou Frida: “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida”, outras vezes sou Fiona: “À noite de um jeito, de dia de outro”.

Mas a vida segue e eu escolho ser feliz.





Nota:

Eu faço parte de 3% da população brasileira que é afetada pela fibromialgia, uma condição em que a dor é minha companhia.

No começo eu até pensava: “Tem gente que sente muita dor, pra mim é mais tranquilo.” Acontece que hoje eu passei a fazer parte daquele grupo também e isso me assusta.

É preciso viver um dia de cada vez, mas cada dia vem cheio de dor e angústia.

02/10/25

Eu sou da paz


Se você gritar, eu vou apenas falar.
Se você me ofender, eu irei ouvir e ignorar.
Se você tentar me agredir fisicamente, eu vou recuar.
Você vai continuar agindo de forma desrespeitosa, mas talvez o meu silêncio traga-lhe uma reflexão.
A vida é muito preciosa para a preenchermos com atitudes tóxicas e que em nada contribuem para o nosso crescimento.
No final tudo vai passar.
Eu ficarei bem, espero que você também.
Eu sou da paz! 🤍


Nota:
Uma reflexão sobre as relações do cotidiano, sobre como as pessoas tratam as outras. O ser humano precisa ser reiniciado...

Se eu mostrasse muita cristianilidade em meus provérbios seria levado ao dogma, mas, só de falar o infinitivo do pensar já viste lâmina na cabeça.
Quem é teu deus memorando, a vida ou a morte? Ou também beijas a necessidade dos desejos e das paixões deste vida.

Se eu mostrasse muita criatanilidade em meus provérbios seria levado ao dogma, mas, só de falar o indefiniti

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Eu e os livros,

mares de encontros que me atravessam,

ventos que me levam a navegar saberes.

Cada página acende em mim

a chama esquecida,

essência adormecida que desperta

no entrelaçar de vidas,

na confluência dos caminhos

que me habitam.

⁠Deus Fez Você Pra Mim Antes De Eu Nascer

⁠O Orgulho Atrapalha: Pedir Perdão, Falar "Eu te Amo", Pedir e Aceitar Ajuda...

⁠A Maior Alegria da Minha Vida é Saber Que Deus Escolheu Você Pra Mim e Eu Pra Você.

Procuro um jeito de explicar


Minha mente fica em silêncio
quando eu tento falar de você,
as palavras chegam tão perto,
mas não conseguem dizer.


Eu penso em mil maneiras,
procuro um jeito de explicar,
mas tudo que sinto aqui dentro
é grande demais pra caber no falar.


Talvez eu não saiba escrever
aquilo que você faz nascer,
porque tem sentimentos tão bonitos
que nenhuma frase consegue descrever.


E eu tento, verso por verso,
juntar palavras pra te alcançar,
mas quanto mais eu tento explicar,
mais vontade eu tenho de te abraçar.


Então talvez seja esse o segredo:
você não foi feita pra explicar.
Foi feita pra ser sentida,
daquelas pessoas que a gente encontra
e simplesmente não consegue esquecer.


Se a poesia se perde quando fala de você,
talvez seja porque, dessa vez,
meu coração escreveu primeiro
e minhas palavras chegaram depois.