Faz de Conta Qu eu Acredito
Eu não preciso diminuir ninguém para exaltar Cristo. Não preciso odiar o diferente para provar minha fé. Minha segurança está em Jesus.
Se ninguém me visse servindo, se ninguém me agradecesse e se nenhuma posição me fosse dada, eu ainda escolheria permanecer aos pés de Cristo?
Porque, no fim, não é o serviço que prova o nosso amor por Jesus; é o coração com que servimos.
Pulvis
Todos hão de encontrar seu muro!
Vede, tudo quanto é carne em pó se encerra!
Eu, do pó, concebido; e, todavia,
ainda que eu, ao pó, retorne,
jamais eu mesmo, ao pó, retornarei.
Em meu mundo
Eu gosto de ser louca... ver esperança no meio do caos, me alegrar com as gotas acariciando meu corpo no banho, com o vento erguendo minha saia, com o sol erubescendo minha face, com o perfume das flores de laranjeira mexendo com minha imaginação.
Como amo ser louca no meio de pessoas normais, como me diverte imaginar que nenhum problema externo pode atingir o meu mundo louco, meu mundo onde tudo é possível.
O Abraço do Céu no Seu Dia Especial
Eu sei que a ausência e o silêncio daqueles que você esperava trouxeram uma dor profunda e uma sensação de vazio ao seu coração. Mas escute o que o meu carinho quer lhe dizer hoje: o seu valor nunca dependeu, e jamais dependerá, da presença ou da consideração de quem não sabe te amar. O seu nascimento foi planejado por Deus e celebrado pelo céu muito antes de você chegar à Terra. Se os homens falharam em te aplaudir hoje, o Criador continua te cobrindo de bênçãos e soprando vida nos teus dias. Não permita que a distração ou o egoísmo alheio apaguem o brilho do seu milagre. Olhe para o espelho com orgulho, honre a sua história e celebre a si mesma, pois a sua existência é um presente precioso para o universo. Você é amada, você é importante, e o seu dia é sagrado.
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.
No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.
Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.
Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.
Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.
Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Eu nunca quis ser o primeiro, porque compreendi cedo que o mérito não está em chegar antes, mas em permanecer inteiro quando todos se perdem tentando provar algo. O destaque, quando veio, foi apenas reflexo de uma autenticidade que nunca precisei ensaiar.
