Faz de Conta Qu eu Acredito

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Pra você guardei


Pra você eu guardei
um amor inteiro,
dobrado entre silêncios,
como carta que o tempo
não conseguiu apagar.


E nem notei
que, enquanto eu procurava
respostas nas estrelas,
você florescia escondido
no jardim secreto do meu peito.


Não se preocupe com mais nada.
A tempestade já passou.
Levou as coisas ruins com ela,
varreu do caminho as dores,
os medos e as promessas quebradas.


Agora, o céu se abre devagar,
lavado de tristeza,
e a luz repousa mansa
sobre nossas mãos.


Tudo está novo para viver:
o primeiro abraço sem pressa,
o riso que nasce tímido,
a esperança aprendendo
a caminhar novamente.


Se ainda houver feridas,
deixe que o tempo as acalme.
Eu fico.


Fico para ouvir seu silêncio,
para proteger seus sonhos,
para amar sem exigir
que o amanhã seja perfeito.


Porque depois de tanta chuva,
há em nós uma primavera inteira—
e, desta vez,
eu não vou deixar
que o amor passe despercebido.

O Erro de Esperar o Resgate de Fora


Por muito tempo, eu vivi estagnada, alimentando a ilusão de que a minha vitória chegaria em um passe de mágica. Diante das tempestades da vida, eu me sentava e esperava. Esperava o barco, esperava o helicóptero, esperava o exército ou que uma ajuda milagrosa caísse do céu. O que a minha miopia espiritual não me deixava enxergar era que o maior milagre já havia sido depositado dentro de mim: a capacidade de reagir. Deus não faz por nós o que Ele nos capacitou para fazer. Todo o apoio invisível, toda a força e toda a estrutura para o recomeço eu já havia recebido em algum momento da jornada. No entanto, eu insistia no erro de esperar que o outro fizesse a minha parte. A salvação começa quando compreendemos que as ferramentas já estão em nossas mãos, mas o passo precisa ser o nosso.

Eu já precisei muitas vezes esconder quem sou. Eu já senti medo, senti raiva, senti ódio, senti rancor, mas nada me fez deixar de sentir amor.


Eu já chorei, já me entristeci por coisas que não aconteceram de verdade. Mentiras, interpretações distantes do que era de fato.


Eu, às vezes, sou inteira, mas hoje, hoje, só hoje, estou me sentindo metade da comida do prato.


Nildinha Freitas

eu sou dessa laia
descompromissada com padrões
que mede pessoas da cabeça ao infinito
que encontra na simplicidade o próximo amigo,
ou amor.
sou da laia que não procura aviões
que se apaixona por bicicleta
e por pessoa que me envia carta ou mensagem
perguntando se está tudo bem.
amo as pessoas que erram e se reconstroem
amo as pessoas que amam e não desistem
da fé, do outro, da humanidade
por mais cruel que esteja a atualidade.
me encanto pelas pessoas que se revelam
sem abrir a boca,
amo as pessoas que me veem
quando estou no escuro

A Constelação Humana


Não importa se eu sou gorda ou magra, rica ou pobre, feia ou bonita. Não importa se carrego diplomas intelectuais ou se guardo apenas a sabedoria da vida; se sou expansiva e comunicativa, ou se prefiro o recolhimento da timidez. Diante das leis do universo, o que realmente importa é a nossa capacidade de dar as mãos e ajudar o outro a brilhar. O céu nos ensina essa lição diariamente através do Cruzeiro do Sul: ele não é feito de uma estrela solitária, mas sim de um grupo delas, onde cada uma empresta a sua força para a outra. É por causa dessa união que as noites ganham aquela presença linda e iluminada no horizonte. Quando paramos de competir e passamos a cooperar, entendemos que o nosso papel na terra é o de formar uma grande constelação de amor, onde o brilho do meu irmão só torna o meu próprio caminho mais iluminada.

“A pior coisa que eu experimentei nos últimos anos, é não ter um porto seguro; não ter para onde voltar.”

Sabe o que me atrai? Não é o que a gente vê de primeira. Eu reparo mesmo é na intensidade do olhar, no que não precisa ser dito. Um sorriso sincero já me ganha sem muito esforço. O que me prende de verdade é a conexão e a verdade

"Eu nunca quis, não quero e nunca serei seu amigo"


Eu transito.


Entre países,
fronteiras,
bairros,
cidades,
entre uma fumaça e outra,
entre amores que chegam
e amores que viram saudade.


Sou homem de passagem,
de mala, de rua, de miragem,
de beijo que acende a noite
e de adeus que muda a paisagem.


Acendo um cigarro
no Hard Rock Café de Santa Cruz de la Sierra
e, por alguns minutos,
me sinto como um deus.


Não porque conquistei alguém,
mas porque ninguém me pertence
e eu não pertenço a ninguém.


Em Letícia, na Colômbia,
danço cumbia amazônica
entre mulheres, fumaça e madrugada,
e descubro, mais uma vez,
que há coisas que acabam
sem jamais terem sido fracassadas.


Pedalo por São Paulo
e sou imbatível.


A cidade passa por mim,
os carros passam por mim,
as pessoas passam por mim,
e eu continuo.


Acendo um cigarro diante da Fundação Mario Benedetti
e a poesia me satisfaz.


Porque aprendi alguma coisa
sobre o amor,
sobre a vida
e sobre essa estranha mania humana
de chamar de definitivo
aquilo que nasceu transitório.


Eu sou rei na arte de transitar.


Sei chegar.
Sei partir.
Sei encontrar pessoas.
Sei reconhecer seus rostos anos depois
e fingir que o tempo não fez seu trabalho.


Grande parte das mulheres que conheci
dividiu comigo uma cama.


Hoje,
muitas são estranhas.


E tudo bem.


Não transformo o passado em mentira
só porque ele passou.


Houve amor.


Houve desejo.


Houve pele,
risada,
cigarro,
madrugada,
promessa que parecia eterna
até a manhã seguinte provar o contrário.


E depois?


Depois, seguimos.


Distintos.


Como duas gotas de água.


É assim que a vida me ensinou.


Eu não preciso possuir o que amei
para admitir que amei.


Não preciso voltar
para reconhecer que estive lá.


Não preciso transformar uma mulher que foi amor
em amiga
só para fingir que alguma coisa permaneceu.


E é aqui que você entra.


Porque eu nunca quis ser seu amigo.


Não naquela noite.


Não depois daquele beijo.


Não quando deitei ao seu lado.


Não quando imaginei você ao meu lado
para além de uma noite,
de um bar,
de uma cidade,
de uma estação.


Eu queria você.


Não sua amizade.


E eu não vou cometer agora
a covardia elegante
de chamar de amizade
aquilo que um dia chamei de amor.


Eu já tenho amigos.


Tenho muitos.


Tenho amigos suficientes
para encher uma mesa de bar.


Não me faz falta
mais uma cadeira.


Estou acostumado à solidão.


A solidão nunca me assustou.


Já atravessei fronteiras sozinho.
Já atravessei cidades sozinho.
Já atravessei países sozinho.
Já atravessei amores sozinho.


E sobrevivi.


Então não me ofereça
o prêmio de consolação.


Eu não quero.


O amor é arrogante.


Tão arrogante
que prefere perder
a fingir que ganhou.


Ele não aceita sobras.


Não aceita redução.


Não aceita que aquilo que desejou inteiro
seja apresentado depois
em pequenas porções
com o nome bonito de amizade.


Eu não quero a sua amizade
como quem recebe uma medalha
por ter perdido a guerra.


Prefiro a derrota limpa.


Prefiro a ausência verdadeira.


Prefiro que você passe por mim
num bar
acompanhada ou desacompanhada,
com alguém segurando sua mão
ou segurando apenas o próprio copo.


Já não me importa.


Você pode me cumprimentar.


Pode não cumprimentar.


Pode sorrir.


Pode seguir reto.


Pode estar com outro homem,
com outro amor,
com outra vida.


Nada disso me abala.


Porque o que me importa agora
não é ter você.


É não mentir sobre você.


Eu quis sua boca.


Quis sua presença.


Quis você ao meu lado.


E não vou fingir
que queria apenas uma amizade
porque foi isso que restou.


Não.


Te ganhar ou te perder.


Mas sem engano.


Sempre sem engano.


Porque a maior vitória
não é possuir aquilo que se deseja.


A maior vitória
é não se possuir pela mentira.


É poder perder alguém
sem perder a própria verdade.


Então vá.


Atravesse a rua.


Atravesse a cidade.


Atravesse a fronteira.


Faça da sua vida
o que quiser.


Eu farei da minha
o que sempre fiz:


transitarei.


Com meu cigarro.


Minha bicicleta.


Minha poesia.


Meus bares.


Minhas cidades.


Minhas mulheres.


Minha solidão.


E essa estranha capacidade
de amar profundamente
sem precisar transformar
todo amor perdido
em amizade.


Porque algumas pessoas
não foram feitas para permanecer.


Foram feitas para passar.


E algumas histórias
não precisam de amizade
depois do fim.


Precisam apenas
de honestidade.


Por isso,
se algum dia você me encontrar
naquela mesa de bar,


não procure uma cadeira vazia para mim.


Eu já aprendi a sentar sozinho.


E se quiser me chamar de amigo,


não.


Eu nunca quis.


Não quero.


E nunca serei.


Porque entre te perder
e me enganar,


eu escolho perder.


Entre a sua amizade
e a minha verdade,


eu escolho a verdade.


Entre ter você pela metade
e não ter você de jeito nenhum,


eu escolho o vazio.


Porque o vazio passa.


A mentira fica.


E eu,
que sou tão acostumado a partir,


não tenho medo de partir de você.


Tenho medo apenas
de permanecer
onde nunca quis estar.


Te ganhar ou te perder.


Mas sem engano.


Essa é a vitória.

Eu Já Não Posso Mais Ficar


Querido,
não estou partindo por desamor,
nem porque deixei de te amar.
Parto porque preciso salvar
a ausência de quem um dia fui,
a mulher que existia em mim
antes que o silêncio começasse
a ocupar o lugar das palavras.


Você mudou, querido.
E, nos teus olhos,
já não encontro o mesmo amor
que um dia me fazia ficar.


Talvez ainda exista carinho,
talvez ainda exista lembrança,
talvez nosso amor tenha apenas
se transformado em memória.


Mas ficar onde o amor permanece vivo,
enquanto as raízes se tornaram sufocantes,
é viver um luto
que nunca encontra o enterro.


Eu não quero destruir
o que fomos.
Ao contrário,
partindo, quero guardar
o que houve de mais bonito entre nós.


Nosso castelo de memórias
não precisa desmoronar
só porque eu preciso partir.
Ele permanecerá de pé
dentro de mim,
com as nossas risadas,
os nossos abraços,
os sonhos que um dia construímos
e tudo aquilo que, apesar do fim,
foi verdadeiro.


Desculpa, querido,
mas eu já não posso ficar
em um lugar onde não estou mais florescendo.


Não quero continuar
apenas por medo da partida.
Não quero me perder
tentando permanecer.


Às vezes, amar também é saber ir embora.


E talvez esta seja
a parte mais dolorosa do amor:
olhar para alguém que ainda amamos
e compreender que,
para continuarmos existindo,
precisamos seguir caminhos diferentes.


Eu parto levando comigo
a certeza de que você fez parte
da minha história.


E, onde quer que eu esteja,
nosso castelo de memórias
continuará guardado.


Porque algumas histórias terminam,
mas nunca deixam de ter existido.


Eu só preciso partir.


Porque eu já não posso mais ficar.

Eu sou você, você sou eu e juntos formamos um NÓS Indestrutível.
_Enzo Ruchell_

Viver é diferente de existir, se eu vivo logo existo, mas posso existir apenas e não saber viver, e deixar a vida passar sem dar sentido de existir.

Jose luis Gonçalves de Sousa
Psicólogo

Se o destino me fizesse escolher mil vezes, em todas elas eu buscaria pela mesma voz, pelo mesmo olhar e pela mesma sensação inebriante de me perder para me encontrar em você. Você é a minha melhor certeza, o meu pensamento mais bonito e a dona absoluta de todos os meus dias.
_Enzo Ruchell_

Eu sou tão grato a vida por ter me dado a oportunidade de dividir meus dias com você, de aprender com você e crescer ao seu lado como pessoa. Ir descobrindo aos poucos novas formas e cores que a vida pode nos apresentar quando se temos a pessoa certa ao nosso lado. Em alguns momentos a luz se tornara fraca e só restará um escuro ao nosso redor , nós fazendo não perceber mais a luz que sempre foi nosso guia em meio a escuridão. Mas de alguma forma, os sentimentos quando são puros e reais como o que sinto por vc dissipa tudo isso me levando de volta a luz que você sempre projetou na minha vida desde o exato momento que passou a fazer parte dela . Não sei aonde eu me perdi para apenas me encontrar em você e se for para ficar perdido , que seja perdido na certeza desse amor que Carrego no peito por vc.
_Enzo Ruchell_

Eu ainda me levo muito pela opinião dos outros, pelo que falam, pelo jeito que olham para mim, pareço muito forte paraquem ainda se importa com oque falam.

Eu não sei exatamente em qual curva o meu mundo passou a gravitar em torno do teu, mas sei que cada quilômetro percorrido até aqui valeu a pena só por me trazer ao teu encontro. Estar contigo é como finalmente desligar o motor depois de uma viagem exaustiva e perceber que, mais do que chegar a um destino, eu encontrei o meu lugar no mundo. _Enzo Ruchell_

Ao mesmo tempo que eu me amo, eu me odeio. Não sei, talvez eu tenha medo de assumir que as minhas piores escolhas eu tambem fiz, tenho medo ainda do que poço fazer de errado me achando certo.


- LUIZ ANDRADE.

há eu fui bom pensamento
No dia frio que a carência bateu mais forte do abstinência

Que era um corpo com temperatura 39 grau
Pra dizer que me aquecer era melhor do que parece contido
Pra não parecer faminto

Eu sou um cacto, conheço-me bem, meus espinhos são meu adorno...

Eu me perdoo pelo passado frio, pelo passado que quase me queimou por dentro. Eu me perdoo se eu ainda carrego ressentimento, mágoa, dor. Eu me perdoo, porque muitas vezes fui ódio. Plantei a semente errada no solo do amor.


Nildinha Freitas

Gostaria que o mundo e a vida tivessem mais sentido — eu realmente gostaria. Mas, se acontecesse, seria egoísmo? E isso também me tornaria um ser sem sentido? Me tornaria parte do problema?


Afinal, meu maior problema com o mundo atual é justamente o egoísmo das pessoas.