Fatos
Como podem mentir sem mesuras
Disseminar conjecturas
Escanear meias figuras
Tornando em fatos mentiras puras?
Como podem alarmar em silêncio
E furtivamente matar o bom-senso
Sem perguntar-me se quer o que penso
E me vendo chorar nem me cedem um lenço?
Eu não vou abrir mão de dizer
Quem me suga haverá de saber
Na seiva do bem o mal há de gemer
E carrapato não sabe correr
Experimentou sentir ódio, lembrar pessoa, coisas e fatos desagradáveis, apalpar novamente a tessitura sombria do que vivera, a massa espessa de que era feita a mágoa, e todos os desencontros que tinha encontrado, e todos os desamores desilusões desacatos desnaturezas não, não, já nem ódio queria, que encontrasse ao menos a tênue melancolia, aquele como-estar-debruçado-na-sacada-num-fim-de-tarde, a tristeza, a solidão, a paixão: qualquer coisa intensa como um grito.
Na insignificância dos fatos o tardar não é mais um problema.
Na intolerância das horas perdidas é que se aprende a ter paciência.
A idea de tempo remete à idea de intensidade com que fatos, em grande parte, imprevistos, nos ocorrem. A incerteza nos move ao futuro, na expectativa de que não repitamos o passado. Caso contrário, entramos na rotina mental e envelhecemos sem perceber.
Emoções nem aprovam nem desaprovam fatos. Houve um tempo que qualquer adulto racional entedia isso.
"Nossas atitudes impensadas, nossa ira por fatos irrelevantes, nosso individualismo e nossas críticas injustas, nos deixam expostos a uma represália resultante, que nos levará à perda de um bom amigo e à conquista de um grande inimigo."
Nossas idéias devem concordar com as realidades, sejam concretas ou abstratas, sejam fatos ou princípios, sob pena de interminável desarmonia e frustração
Para provar uma hipótese você não precisa de muitos fatos: precisa de apenas um que não admita outra explicação.
Não vou pro cinema pra assistir filmes de drama baseados em fatos reais, de realidade e drama, já basta o meu.
as vezes podemos ser boas demais, escrevendo fatos
que marcaram nossas vidas, como um simples abraço, simples gargalhadas
que do nada faz a gente rir mais ainda, e rir e rir e rir,
um simples carinho, uma simples causaria (..)
poiis todas essas foram reais com você!
foram todas tão engraçadas, que só iriam ser engraçadas se eu estivesse com você
Todo sujeito que julga as coisas com base menos na investigação dos fatos do que no desejo de dar impressão de equilíbrio, moderação e tolerância é um demagogo perigoso.
O que você chama de reclamação eu chamo de observação pessimista sobre fatos pouco aprazíveis do meu cotidiano ou da minha existência como um todo.
A boa defesa se baseia unicamente em argumentos que esclareça os fatos, e não em desatinos que agravem os atos.
Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com “fatos” que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente “brilhantes” quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Aí reside a melancolia.
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